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Você já se fez os 3 Qs antes de investir em risco? – 21/10/2024 – De Grão em Grão

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Michael Viriato

Já pensou em escalar uma montanha sem um mapa, sem lanterna e, por que não, sem água? Parece uma má ideia, certo? Curiosamente, quando se trata de investir, muitos fazem exatamente isso. Veem uma dica em redes sociais, ouvem uma conversa no churrasco e pronto: já estão comprando ações, fundos imobiliários (FIIs), criptoativos ou outro ativo de risco, como se o simples ato de investir fosse garantia de sucesso. Só que, como em qualquer aventura, estar despreparado pode trazer consequências. E, nesse caso, o mapa da trilha são três perguntas que todo investidor deve fazer antes de arriscar seu dinheiro: Quanto espero ganhar? Quanto aceito perder? Quanto tempo aceito esperar?

A primeira pergunta parece óbvia, mas é muitas vezes ignorada. Quanto você realmente espera ganhar? Muitos compram um ativo simplesmente porque ele subiu no passado. Mas já parou para pensar que a subida pode ser justamente o motivo para não comprar? Quando falamos de renda fixa, por exemplo, se um ativo já valorizou muito, ele pode ter consumido o potencial de retorno futuro. Nesse caso, quem chega depois encontra apenas migalhas. O mesmo acontece com ações, FIIs e até criptomoedas. Investir com base no que já aconteceu é como entrar em uma festa quando os convidados já estão indo embora. Então, tenha clareza sobre o que você espera de retorno, e se isso realmente faz sentido no contexto atual. Ou seja, antes de investir tenha uma expectativa de retorno e qual o cenário econômico-financeiro que sustenta essa expectativa. Se o cenário mudar, você vai precisar ter a resposta para a segunda pergunta.

Agora, vem a segunda questão: Quanto aceito perder? Esse é o calcanhar de Aquiles da maioria dos investidores. Ninguém gosta de pensar nas perdas, mas ignorá-las não as torna menos reais. Todo investimento de risco tem uma face sombria, e, se o cenário virar, você está preparado? Você já se viu em uma posição perdedora sem saber o que fazer? Saber quanto está disposto a perder é essencial para evitar pânico quando o mercado oscila, mas ao mesmo tempo também entender quando estava errado na escolha inicial. Sem essa resposta, é fácil tomar decisões impulsivas, vendendo na baixa, realizando prejuízos que poderiam ter sido apenas temporários ou mesmo segurando posições perdedoras indefinidamente. Portanto, antes de entrar, tenha um limite claro para suas perdas. Assim, você evita a surpresa amarga de ver seu investimento evaporar sem saber o que fazer. Além de saber o quanto aceita perder, outra pergunta está muito próxima está relacionada ao tempo.

Lembre-se, pior que uma perda grande e rápida é nunca ganhar.

E é aí que entra, finalmente, a pergunta que costuma ser deixada para trás: Quanto tempo aceito esperar? No calor do momento, muitos investidores acreditam que vão conseguir resultados rapidamente. Mas, se o mercado resolver demorar mais que o esperado? Você tem paciência para aguardar? Investimentos de risco muitas vezes exigem tempo para maturar, e a ansiedade pode ser uma inimiga cruel. Se você não estiver preparado para esperar o tempo necessário, pode acabar desistindo antes de o investimento realmente mostrar seu valor ou pior, esperando tempo demais para entender que estava errado. Lembre-se, os juros são como um relógio, nunca param. Ou seja, se você não ganha, já está perdendo. O tempo é o seu aliado, mas só se você permitir que ele trabalhe a seu favor.

Essas três perguntas podem parecer simples, mas são poderosas. Elas revelam se você está pronto para enfrentar as incertezas do mercado ou se precisa de mais preparo antes de embarcar nessa aventura. Da próxima vez que sentir a tentação de comprar ações, FIIs ou criptomoedas com base em uma dica ou porque “todo mundo está comprando”, pare e reflita. Quanto espera ganhar? Quanto aceita perder? Quanto tempo está disposto a esperar?

Responder honestamente a essas perguntas não só vai ajudar a proteger sua carteira, mas também vai trazer algo mais valioso: a tranquilidade de saber que você está no controle do seu destino financeiro, e não à mercê dos altos e baixos do mercado. Evitar frustrações futuras é uma questão de se preparar para a jornada – e, claro, trazer o mapa certo para a escalada.

Michael Viriato é assessor de investimentos e sócio fundador da Casa do Investidor.

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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