NOSSAS REDES

ACRE

Você sabe o que foi a Proclamação da República? – 01/11/2024 – Folhinha

PUBLICADO

em

Gabriel Justo

Na terceira sexta-feira deste mês de novembro não tem aula. Assim como o dia 20, que é o Dia da Consciência Negra, dia 15 também é feriado nacional: é o Dia da Proclamação da República. Mas você sabe o que exatamente é isso?

Proclamar, como você já deve ter deduzido, é quando a gente anuncia algo em voz alta, para todo mundo ouvir. Mas e República? Essa palavra, que dá nome a um feriado, mas também a praças pelo Brasil afora, é usada, antes de tudo, para descrever regimes de países em que os governantes são escolhidos por meio de eleições —como a que tivemos no mês passado e que pode ter rendido um ou dois dias sem aula.

Hoje em dia, vários países são repúblicas. Mas nem todos. A Espanha, por exemplo, é uma monarquia: é governada por um rei, que fica no cargo até morrer ou ceder o lugar para outra pessoa que o suceda —sem precisar perguntar aos espanhóis quem eles gostariam de ter como líder.

O Brasil já foi assim. Em 1500, quando os portugueses chegaram ao nosso território, que na época era habitado pelos povos indígenas, nos tornamos uma colônia (um território governado por alguém que não é dali) de Portugal. Foi assim até 1822, quando o Brasil se tornou independente.

Mas quem declarou a independência do Brasil foi dom Pedro, que era da família real portuguesa. Ou seja: nós ficamos independentes de Portugal, mas ainda éramos governados por um homem português, que não havia sido escolhido pelos brasileiros.

Antes da independência, já tinha gente incomodada com essa situação, como os mineiros da Inconfidência Mineira e os pernambucanos da Revolução Pernambucana —esses conflitos eram liderados por pessoas que queriam governar os seus próprios territórios, sem dar satisfações a Portugal.

Em 1839, depois da independência, o pessoal que vive no que hoje são os estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina tentou fazer o mesmo com a chamada Revolução Farroupilha.

Mas o Brasil só passou a ser governado por alguém que não era dessa família real de origem portuguesa em 15 de novembro de 1889, quando o marechal Deodoro da Fonseca, um militar, reuniu suas tropas e desfilou com elas pelo centro do Rio de Janeiro proclamando: “Viva a República!”.

No dia seguinte, ele expulsou do país o imperador dom Pedro 2º e os seus parentes, que se exilaram na Europa, e o nosso país passou a se chamar, veja só, Estados Unidos do Brasil.

Foi nessa ocasião que ganhamos a bandeira que usamos até hoje. Alguns historiadores afirmam que os republicanos (as pessoas que queriam que o Brasil se tornasse uma república) não estavam exatamente defendendo os interesses dos brasileiros, mas sim os deles próprios.

Toda essa história que estamos contando aqui só teria acontecido, entre outros motivos, porque, um ano antes, a princesa Isabel, que era da família real, assinou a Lei Áurea, que deu liberdade aos escravos sem dar nada em troca aos seus antigos donos —os poderosos daquela época, que ficaram revoltados com a situação e quiseram, eles mesmos, comandar o país.

A primeira eleição do Brasil só aconteceu em 1891, mas ainda foi indireta. Só votaram naquele pleito alguns militares, advogados, médicos, engenheiros e jornalistas, um grupo formado pelas elites da época para conduzir essa transição entre o Império e a República. As mulheres, por exemplo, só puderam votar a partir de 1932, e os analfabetos, a partir de 1988, com a atual Constituição Federal.



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS