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Washington sanciona oligarca Bidzina Ivanishvili, homem forte da Geórgia
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O Departamento de Estado americano anunciou, sexta-feira, 27 de dezembro, sanções contra o oligarca Bidzina Ivanishvili, o homem forte da Geórgia, alegando que ele “mina o futuro democrático e euro-atlântico” deste país – abalado por manifestações pró-europeias reprimidas pelas autoridades – “para o benefício da Rússia”.
As ações de Ivanishvili e do partido governante Georgian Dream, do qual ele é o fundador, “enfraqueceram as instituições democráticas, permitiram violações dos direitos humanos e prejudicaram o exercício das liberdades fundamentais na Geórgia”garantiu o secretário de Estado Antony Blinken num comunicado de imprensa. Ele também tem “firmemente condenado” o “repressão violenta” do movimento de protesto em grande escala pró-União Europeia (UE) que ocorre há um mês e que atribui ao Georgian Dream, sob a liderança de Ivanishvili.
O bilionário, que fez fortuna na Rússia, não ocupa uma posição política oficial, mas há uma década que controla o poder na Geórgia. Foi primeiro-ministro de 2012 a 2013, depois de fundar o partido Georgian Dream, que ainda está no poder.
A Geórgia prepara-se para a tomada de posse, no domingo, como presidente de um apoiante do Sonho Georgiano, Mikheïl Kavelashvili, conhecido pelas suas posições ultraconservadoras e antiocidentais e cuja nomeação é contestada pelo chefe de Estado cessante e pela oposição pró-europeia.
A União Europeia e Washington, que já tomou sanções contra altos funcionários georgianos, estão preocupados em ver a Geórgia afundar-se numa deriva autoritária e inspirar-se na Rússia de Vladimir Putin.
Eleições “ilegítimas”
Embora as prerrogativas do presidente sejam limitadas neste país caucasiano, a chegada a este cargo de Mikheïl Kavelashvili deverá desencadear uma nova mobilização de apoiantes da adesão à UE. A Geórgia tem sido abalada há semanas por manifestações pró-europeias em grande escala, após a decisão do governo de adiar as ambições de entrada na UE até 2028. Os críticos do Georgian Dream também o acusam de ter fraudado as eleições legislativas de 26 de outubro, que venceu.
Kavelashvili foi eleito presidente em 14 de dezembro por um colégio eleitoral controlado pelo Georgian Dreamapesar de a atual ocupante do cargo, Salomé Zourabichvili, uma antiga diplomata francesa em desacordo com o governo e que apoia os manifestantes, ter anunciado que se recusaria a entregar o seu mandato. “Só existe uma fórmula para resolver esta crise, uma fórmula universalmente reconhecida em todos os países democráticos: novas eleições”garantiu ela aos manifestantes em 22 de dezembro, após declarar as eleições legislativas de outubro “ilegítimo”.
A Georgian Dream, por sua vez, nega qualquer fraude e acusa a oposição de querer provocar uma revolução financiada, segundo ela, pelo exterior. Pela primeira vez na história da Geórgia, a cerimónia de tomada de posse do chefe de Estado terá lugar à porta fechada no Parlamento.
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O primeiro-ministro, Irakli Kobakhidze, proclamou que a recusa de Mmeu Zourabichvili deixará o palácio presidencial “constituiria um crime punível com muitos anos de prisão”inclusive para “qualquer pessoa envolvida em tal cenário”. Estas ameaças do chefe do Governo, que também excluiu a organização de novas eleições, acusando os seus adversários de “fascismo liberal” e acusando Bruxelas de “chantagem”foram qualificados na sexta-feira pela França como“inaceitável” e“incompatível com qualquer perspectiva europeia”.
A presidente cessante, por seu lado, apelou esta semana ao exército georgiano, dizendo que “permanecerá leal” e que ela “continua sendo seu comandante-chefe”.
O mundo com AFP
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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