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Xi inaugura primeiro porto da América do Sul financiado pela China – DW – 15/11/2024
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Presidente chinês Xi Jinping inaugurou na quinta-feira um enorme porto de águas profundas no Peru, que chamou de “Rota da Seda marítima do século 21”.
O megaporto de Chancay, um investimento de 1,3 mil milhões de dólares (1,23 mil milhões de euros) da Chinaestá transformando a pacata cidade pesqueira na costa do Peru e destaca a crescente influência da China na América Latina. É o primeiro porto da América do Sul financiado pela China.
“Rendas consideráveis e enormes oportunidades de emprego serão geradas para o Peru”, Xi falou em Lima com a presidente peruana, Dina Boluarte.
Xi disse que o projeto Chancay gerará 4,5 bilhões de dólares em receitas anuais, criará mais de 8 mil empregos e reduzirá os custos logísticos da rota Peru-China em 20%, em um artigo de opinião publicado no O peruano jornal.
Boluarte saudou a oportunidade apresentada pelo lançamento do porto e elogiou a China por desempenhar “um papel importante no crescimento da nossa economia”.
Fazendo incursões na América do Sul
O porto de Chancay, um grande empreendimento da gigante chinesa Cosco, visa agilizar o comércio entre a América do Sul e a Ásia e marca um passo significativo na Iniciativa Cinturão e Rota da China, com o primeiro navio a partir do porto na próxima semana.
Até 2025, o porto atracará alguns dos maiores navios porta-contêineres do mundo.
O megaporto também dar acesso à China para o vizinho Brasil e exportações como soja e minério de ferro.
A inauguração do porto ocorre num momento em que Pequim se volta para a América Latina, rica em recursos, em meio a tensões comerciais com a Europa e preocupações sobre futuras tarifas dos EUA sobre as exportações chinesas do próxima administração de Donald Trump.
Entretanto, os pescadores e residentes locais expressaram preocupações sobre o impacto ambiental e a perda de zonas de pesca tradicionais devido ao porto.
“Nossos pontos de pesca não existem mais aqui. Eles os destruíram”, disse o pescador Júlio César, de 78 anos. “Não culpo os chineses por tentarem explorar este lugar com todo o seu valor. Culpo o nosso governo por não nos proteger.”
Xi e Biden se reunirão pela última vez
No início deste mês, a General Laura Richardson, ex-chefe do Comando Sul dos EUA, alertou que a marinha militar chinesa poderia usar Chancay para coleta de informações.
Separadamente, o principal diplomata dos EUA para a América Latina, Brian Nichols, alertou em Lima que as nações latino-americanas devem estar vigilantes relativamente ao investimento chinês.
As preocupações dos EUA sobre Chancay reflectem uma mudança mais ampla à medida que China exerce influência na América do Sul para se tornar o principal parceiro comercial de países como o Peru, uma região que Washington já considerou a sua esfera de influência.
“Chancay ilustra como a China procura acesso seguro a recursos e mercados e a sua luta cada vez mais bem-sucedida para conquistar o valor acrescentado global”, disse Robert Evan Ellis, professor de investigação para a América Latina na Escola de Guerra do Exército dos EUA.
A posse de quinta-feira ocorre no momento em que o presidente dos EUA, Biden, e Xi, devem manter conversações no sábado em Lima, à margem de uma cúpula da Ásia-Pacífico.
O Global Times, apoiado pelo Estado chinês, escreveu num editorial publicado na segunda-feira que o porto era uma “ponte para a cooperação prática entre a China e a América Latina e não é de forma alguma uma ferramenta para a competição geopolítica”, chamando as acusações dos EUA sobre o potencial uso militar do porto ” manchas”.
China constrói para si um porto no Peru
ss/lo (AP, AFP, Reuters)
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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