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Xixi de baleias ajuda a salvar ecossistema dos oceanos, descobrem cientistas
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Um novo estudo publicado na revista Nature mostra a importância do xixi das baleias, que ajuda a salvar o ecossistema dos oceanos por um motivo simples. A urina delas transporta vários nutrientes que se espalham pela água e fazem a melhorar a saúde da vida marinha e do mar como um todo.
Os cientistas, da Universidade de Vermont, dos Estados Unidos, explicaram que as toneladas de nutrientes transportados no xixi desses mamíferos gigantes ajudam a fertilizar ecossistemas marinhos por milhares de quilômetros.
O fenômeno foi apelidado de “funil de urina de baleia” e não ocorre apenas pela urina, mas também por meio da pele descamada, placenta e carcaça. Como os nutrientes fazem crescer organismos marinhos, sustentam cadeias alimentares inteiras, como peixes, tubarões e recifes de coral. Incrível, não?
Xixi que salva
A migração das baleias é um dos grandes espetáculos da natureza. Durante a jornada, elas acumulam gordura nas águas frias e depois utilizam como energia ao longo dos grandes percursos que percorrem.
Sem se alimentar durante o período, elas liberam grande quantidade de urina rica em nitrogênio. Com isso, fertilizam as águas tropicais. Para os cientistas, o processo é parecido com uma grande “correia transportadora”.
O estudo, publicado na Nature Communications, estimou que as baleias carreguem, anualmente, 4.000 toneladas de nitrogênio.
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Como acontece
Os recifes de coral, que dependem de águas ricas em nutrientes, são um dos principais beneficiados.
Regiões tropicais normalmente possuem águas cristalinas e isso é um sinal de poucos nutrientes disponíveis.
Com a chegada da urina das baleias, há um aumento na produção de fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.
Isso atrai os pequenos peixes, que por sua vez servem de comida para predadores maiores, como tubarões.
Além disso, as baleias escolhem águas rasas e protegidas para dar à luz. Nesses locais, a concentração é ainda maior.
Equilíbrio ambiental
Antes da caça, às populações de baleias eram muito maiores e isso gerava um transporte ainda mais alto de nutrientes pelos oceanos.
Para Andrew Pershing, um dos dez coautores do estudo, “no passado, o efeito [do xixi das baleias] era muito maior.”
Atualmente, com esforços para conversação, a população das baleias está se recuperando.
Com isso, os cientistas acreditam que a saúde dos oceanos também poderá melhorar.
“Muitas pessoas pensam nas plantas como os pulmões do planeta, absorvendo dióxido de carbono e expelindo oxigênio. Por sua vez, os animais desempenham um papel importante na movimentação de nutrientes. As aves marinhas transportam nitrogênio e fósforo do oceano para a terra em suas fezes, aumentando a densidade de plantas nas ilhas. Os animais formam o sistema circulatório do planeta — e as baleias são o exemplo extremo”, finalizou Joe Roman, também coautor do estudo.
A natureza é perfeita!
O xixi das baleias carrega nutrientes que ajudam na recuperação do oceano e da vida marinha. – Foto: Seijii Seijii/Unsplash

Segundo os cientistas, a população de baleias está se recuperando e isso deve impactar o oceano. – Foto: Universidade de Vermont
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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