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Zelenskyy ‘pronto para entregar’ soldados capturados da Coreia do Norte para prisioneiros de guerra ucranianos | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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A oferta surge depois que a Ucrânia anunciou a captura de dois soldados norte-coreanos na região russa de Kursk.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, disse que Kyiv está “pronta para entregar” soldados norte-coreanos capturados em troca de prisioneiros de guerra ucranianos detidos na Rússia.
A oferta de domingo ocorreu horas depois de o Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) confirmar o anúncio da Ucrânia de que havia capturado dois soldados norte-coreanos na região russa de Kursk.
Escrevendo no X, Zelenskyy disse que a Ucrânia estava disposta a entregar os soldados ao líder norte-coreano Kim Jong Un “se ele puder organizar a troca deles pelos nossos guerreiros que estão mantidos em cativeiro na Rússia”.
O líder ucraniano disse que “sem dúvida haveria mais” soldados norte-coreanos capturados em batalha. “É apenas uma questão de tempo até que as nossas tropas consigam capturar outras”, disse ele.
A Ucrânia disse no sábado que os dois soldados ficaram feridos em combate com suas tropas na região russa de Kursk. Foi a primeira vez que Kiev anunciou a captura de soldados norte-coreanos vivos desde a sua entrada na guerra de quase três anos, no outono passado.
Avaliações ucranianas e ocidentais dizem que alguns 11.000 soldados da Coreia do Norte, aliada da Rússia, foram destacados para a região de Kursk para apoiar as forças de Moscovo.
A Rússia não confirmou nem negou a sua presença.
Zelenskyy disse que as forças da Rússia e da Coreia do Norte sofreram pesadas perdas.
Ele postou um pequeno vídeo mostrando o interrogatório de dois homens apresentados como soldados norte-coreanos. Um deles está deitado na cama com as mãos enfaixadas, o outro está sentado com um curativo no queixo.
Um dos homens disse através de um intérprete que não sabia que estava lutando contra a Ucrânia e que foi informado de que estava em um exercício de treinamento.
Ele disse que se escondeu em um abrigo durante a ofensiva e foi encontrado alguns dias depois. Ele disse que se recebesse ordem de retornar à Coreia do Norte, ele o faria, mas que estava pronto para permanecer na Ucrânia se tivesse oportunidade.
A Al Jazeera não conseguiu verificar o vídeo.
“Um deles (soldados) expressou o desejo de permanecer na Ucrânia, o outro de regressar à Coreia”, disse Zelenskyy num comunicado televisionado.
Ele acrescentou que para os soldados norte-coreanos que não desejam voltar para casa, pode haver outras opções disponíveis, e “aqueles que expressam o desejo de aproximar a paz espalhando a verdade sobre esta guerra na (língua) coreana receberão que oportunidade.”
Ele não forneceu detalhes específicos.
Entretanto, o NIS da Coreia do Sul disse à agência de notícias AFP que tinha “confirmado que os militares ucranianos capturaram dois soldados norte-coreanos em 9 de janeiro no campo de batalha de Kursk, na Rússia”.
O NIS disse que um dos soldados capturados revelou que recebeu treinamento militar das forças russas depois de chegar lá em novembro.
“Ele inicialmente acreditou que estava sendo enviado para treinamento, percebendo ao chegar à Rússia que havia sido destacado”, disse o NIS. O soldado também disse que as forças norte-coreanas sofreram “perdas significativas durante a batalha”.
Nem a Rússia nem a Coreia do Norte reagiram aos relatos da inteligência.
Zelenskyy disse no mês passado que quase 3.000 soldados norte-coreanos foram “mortos ou feridos” lutando pela Rússia. Mas Seul colocou o figura em 1.000.
O NIS disse aos legisladores sul-coreanos no mês passado que “várias vítimas norte-coreanas” já tinham sido atribuídas a ataques de mísseis e drones ucranianos, bem como a acidentes de treino, com a classificação mais alta “pelo menos ao nível de um general”.
Devido às perdas entre as suas forças, a Coreia do Norte está a preparar-se para um envio adicional para a Ucrânia, de acordo com os militares de Seul.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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