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Zuckerberg usa a esquerda e a direita, e ganha muito – 09/01/2025 – Tec
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Julia Angwin
Não faltam especulações sobre o quanto Elon Musk e suas empresas se beneficiarão financeiramente de sua entusiástica adesão ao presidente eleito Donald Trump. No entanto, acredito que é Mark Zuckerberg, o rival bilionário de Musk na tecnologia, mais discreto e politicamente flexível, que deve ser coroado como o operador mais astuto do Vale do Silício nos corredores de Washington.
Isso é maravilhoso para a Meta, o envelhecido império das redes sociais de Zuckerberg. É uma má notícia para o futuro da tecnologia e da verdade.
Zuckerberg surgiu no cenário político nacional há pouco mais de uma década para promover e financiar questões de inclinação progressista que lhe interessavam, como a legalização das drogas e a redução do encarceramento em massa.
Quando suas plataformas foram acusadas de espalhar desinformação que pode ter ajudado a eleger Donald Trump, Zuckerberg prometeu enfrentar o problema. Ele baniu Trump do Facebook e Instagram por dois anos após a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Portanto, talvez não seja mera coincidência que a administração de Joe Biden tenha adotado algumas posições altamente favoráveis às empresas de Zuckerberg. O Congresso não conseguiu aprovar qualquer regulamentação significativa para conter o comportamento dos gigantes das redes sociais, apesar das evidências crescentes de seus danos.
E as críticas afiadas de Zuckerberg à China, seguidas por um lobby mais discreto da Meta, ajudaram a convencer o Congresso e Biden a banir o aplicativo de compartilhamento de vídeos TikTok, cuja empresa-mãe é chinesa —e que também é, por acaso, o rival mais inovador e ameaçador da Meta.
Agora, tendo “beijado a mão” do presidente eleito Trump —na forma de um jantar, a nomeação de um executivo de UFC e aliado de Trump para o conselho de sua empresa e uma doação de US$ 1 milhão da Meta para o fundo inaugural de Trump— Zuckerberg finalmente fechou o círculo.
Na terça-feira (7), ele anunciou que vai eliminar as operações de checagem de fatos destinadas a combater a desinformação nas plataformas da Meta —o tipo de notícias falsas acusadas de potencialmente ajudar a eleger Trump pela primeira vez. Isso representa uma grande vitória para grupos de direita que há muito argumentam que os esforços para combater a desinformação são formas de censura e um gesto desafiador para os reguladores.
É um golpe devastador para a verdade.
“Vamos trabalhar com o presidente Trump para combater governos ao redor do mundo que estão atrás de empresas americanas e pressionando por mais censura”, disse Zuckerberg.
Embora alguns executivos da Meta digam que sua mudança de opinião já era esperada há muito tempo, é preciso admitir que o momento do grande gesto público de Zuckerberg é extremamente conveniente. O processo da Comissão Federal de Comércio que acusa a Meta de adquirir o Instagram e o WhatsApp para manter um monopólio nas redes sociais vai a julgamento em abril.
A presidente da FTC (Comissão Federal de Comércio), Lina Khan, uma pedra no sapato da era Biden para as grandes empresas de tecnologia e que será substituída no próximo mês, já disse que espera que o presidente eleito não deixe a Meta escapar impune.
Ao jogar dos dois lados, Zuckerberg parece estar realizando a façanha impressionante de usar os democratas para eliminar um grande rival enquanto utiliza os republicanos para reduzir os enormes custos de tentar proteger a verdade —tudo isso sem sofrer grandes incursões regulatórias de nenhum dos lados até agora. Não surpreendentemente, as ações da Meta estão perto de seu maior valor histórico.
Para tornar sua vitória ainda mais doce, Zuckerberg pagou apenas uma ninharia por sua êxito. Ao contrário de Musk, que, junto com as entidades que controla, despejou US$ 277 milhões na campanha eleitoral de Trump, fez campanha ao lado dele e tem frequentemente ficado em um chalé em Mar-a-Lago desde a eleição, a Meta doou apenas aquele mísero US$ 1 milhão para o fundo inaugural e Zuckerberg voou para Mar-a-Lago para aquele jantar pós-eleição.
A vitória total não está garantida. Esta semana, a Suprema Corte deve avaliar um recurso contra a proibição do TikTok. Mesmo que o aplicativo chinês vença no tribunal, ele foi significativamente enfraquecido pela luta, com muitos influenciadores importantes diversificando seu conteúdo para incluir o Instagram da Meta e o YouTube do Google em antecipação a uma proibição, potencialmente levando seus públicos junto com eles.
Mesmo com o apoio de Trump, a luta de Zuckerberg contra leis internacionais que exigem moderação de conteúdo pode ser difícil. A União Europeia aprovou regulamentações que exigem moderação de conteúdo que acarretam multas extremamente altas por não conformidade: até 6% das receitas anuais.
Toda essa vitória mascara uma perda para o progresso tecnológico. Zuckerberg não está vencendo por inovar. Ele está vencendo jogando política. Isso fala ao fato de que sua empresa, cujas plataformas principais agora têm mais de 15 anos, tem andado de um produto fracassado para outro em busca de uma fonte de crescimento futuro.
Folha Mercado
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À medida que o Facebook e o Instagram cresceram e o custo de cumprir as regulamentações ao redor do mundo aumentou, Zuckerberg apostou US$ 46 bilhões no metaverso, um mundo de realidade virtual desajeitado que exigia que os usuários usassem fones de ouvido e interagissem com avatares que inicialmente não tinham pernas. Surpresa: ninguém queria passar tempo lá.
Em seguida, Zuckerberg se voltou para a inteligência artificial. Apesar de gastar dezenas de bilhões em uma corrida cara, a tentativa da Meta de se destacar construindo avatares de IA para as pessoas interagirem nas redes sociais está até agora parecendo um fracasso embaraçoso.
Enquanto isso, os produtos principais da Meta —Facebook, Instagram e WhatsApp— estão cada vez mais cheios de lixo gerado por IA, spam e fraudes. Remover a moderação de conteúdo e a checagem de fatos provavelmente os tornará piores, forçando todos nós que usamos as plataformas da Meta a lutar mais para encontrar informações verdadeiras e confiáveis em meio ao dilúvio de lixo.
É assim que parece quando um negócio maduro fica sem ideias e, em vez disso, busca continuar sua dominância através de dinheiro e poder político. É terrível para o nosso ambiente de informação e nossa democracia.
Também é um sinal de que a Meta está vulnerável a concorrentes que oferecem a próxima grande ideia. E estou ansioso pelo futuro que virá.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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