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2026 tem disputa por apoio de Ratinho Jr e Moro contestado – 19/11/2024 – Poder

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Catarina Scortecci

O resultado das urnas de outubro nas cidades do Paraná sugere um cenário favorável ao campo da direita e da centro-direita para o pleito de 2026 no estado, com o fortalecimento do grupo do atual governador, Ratinho Junior (PSD), e uma lista de nomes de seu partido dispostos a sucedê-lo no Palácio Iguaçu.

Nas eleições de 2024, o PSD foi a legenda com o maior número de vitórias nas 399 prefeituras em disputa. A sigla de Ratinho Junior abocanhou 164 cidades, distanciando-se com folga dos demais partidos. O União Brasil, que tem o senador Sergio Moro como possibilidade para a disputa ao governo em 2026, conquistou 30 municípios.

Mas a principal derrota do União Brasil foi em Curitiba, onde a deputada federal Rosângela Moro (União Brasil), mulher do senador, foi candidata a vice-prefeita na chapa encabeçada pelo deputado estadual Ney Leprevost (União Brasil). A dupla ficou em quarto lugar, com 6,49%, e, ao final das eleições, Leprevost ainda afirmou que Moro atrapalhou a campanha.

“Eu não estarei com ele para o governo em 2026. Se ele for o candidato do União Brasil, eu terei que sair do partido”, disse Leprevost à Folha no mês passado.

No PSD, já há uma fila de interessados na disputa ao Governo do Paraná, como os deputados federais Beto Preto e Sandro Alex, ambos licenciados para cargos de secretários estaduais, e Guto Silva, à frente da pasta de Planejamento. Mas os dois nomes mais fortes do PSD para a vaga são o deputado estadual Alexandre Curi e o prefeito de Curitiba, Rafael Greca.

Neto de Aníbal Khury (1924-1999), que foi um dos políticos mais poderosos do Paraná, Alexandre Curi está no sexto mandato como deputado estadual —em 2022, foi o mais votado para a Assembleia Legislativa, que ele vai presidir a partir do ano que vem.

Nas eleições de 2024, Curi rodou o Paraná e calcula ter 170 prefeitos eleitos apoiados por ele. Mas foi a participação na vitória na capital que o deixou com mais força dentro do PSD. Ele assumiu a coordenação da campanha de Eduardo Pimentel (PSD) no segundo turno da disputa pela Prefeitura de Curitiba, quando o grupo foi pego de surpresa com o crescimento de Cristina Graeml (PMB).

Já Rafael Greca, que no primeiro turno era considerado o principal padrinho de Pimentel, acabou alvo de ataques de Cristina Graeml e teve sua imagem menos explorada na reta final da campanha. Além disso, o atual prefeito fica sem mandato a partir do ano que vem, distanciando-se do eleitorado.

Mas o PSD também registrou resultados ruins em cidades importantes do Paraná, onde outras forças do campo da direita se saíram melhor nas urnas. Embora tenha conquistado as prefeituras de Curitiba e de Londrina, o PSD perdeu em Maringá e nem foi para a disputa de segundo turno em Ponta Grossa.

Em Maringá, quem saiu vitorioso foi o PP, que no Paraná está nas mãos de Ricardo Barros, deputado federal licenciado para ser secretário de Ratinho Junior e ex-líder do governo Jair Bolsonaro (PL) na Câmara dos Deputados. O prefeito eleito na cidade ainda no primeiro turno, com 65,57% dos votos, foi Silvio Barros, irmão de Ricardo Barros.

Já em Ponta Grossa quem levou a prefeitura foi Elizabeth Schmidt (União Brasil), com o engajamento de Moro na campanha.

No ranking geral, depois do PSD, que ganhou 164 prefeituras, surgem o PP (61 prefeituras) e o PL (52 prefeituras) de Bolsonaro. Em 2026, tanto o PP quanto o PL podem se aliar a um eventual candidato do PSD ao governo, mas as duas legendas possivelmente apresentarão nomes para o Senado.

No PP, o próprio Ricardo Barros é um dos cotados para a disputa por uma das duas vagas do pleito —e que hoje estão ocupadas pelos senadores Oriovisto Guimarães (Podemos) e Flávio Arns (PSB). Outro é o deputado federal Pedro Lupion (PP), presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária).

No PL, Filipe Barros, deputado federal da direita radical, é um dos nomes ventilados. Já o bolsonarista e ex-deputado federal Paulo Martins (PL) se enfraqueceu para a disputa ao Senado em 2026.

Embora eleito vice-prefeito de Curitiba na chapa do PSD, Martins acabou ofuscado por Cristina Graeml e a aliança extraoficial da candidata com Bolsonaro.

Já Cristina Graeml se cacifou para 2026 após as urnas de 2024, mas não há definição sobre qual cargo ela disputaria e por qual partido —a saída do PMB é dada como certa.

O próprio governador Ratinho Junior, que já está no segundo mandato no Palácio Iguaçu, pode disputar o Senado pelo PSD, mas o cenário é incerto. Ele já admitiu que está de olho na Presidência da República, mas o PSD de Gilberto Kassab segue com os pés em duas canoas: é aliado de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e também do presidente Lula (PT).

No campo da esquerda, também já há nomes flertando com a disputa ao Senado em 2026, como o deputado federal Zeca Dirceu (PT) e o deputado estadual Requião Filho (PT). Outro nome sempre ventilado, tanto para o Senado quanto para o Governo do Paraná, é o da deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.

Mas as legendas ligadas à esquerda ainda assimilam o desempenho ruim nas urnas de 2024. No Paraná, o PT fez apenas 3 prefeituras em outubro. O PDT e o PSB se saíram melhor: fizeram 5 e 14, respectivamente.

A frustração maior do campo da esquerda foi na capital, onde o PT integrou a coligação encabeçada por PSB/PDT, que não foi para o segundo turno.

Em 2026, para a eleição ao governo, o PT não descarta lançar candidato próprio e vê o ex-deputado federal Ênio Verri como possibilidade. Verri tem a Itaipu Binacional nas mãos e já foi secretário estadual do Planejamento na gestão Roberto Requião.

Em 2022, Requião foi o candidato derrotado do PT ao governo e, neste ano, disputou a Prefeitura de Curitiba filiado ao Mobiliza, amargando um sétimo lugar, com 1,83%.



Leia Mais: Folha

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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