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2ª Oficina do projeto Fortalece SES reúne profissionais da Saúde em Rio Branco

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Halyce Santana

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), realizou nesta sexta-feira, 8, o último dia da 2ª Oficina do projeto Fortalecimento da Função Gestora do SES na Consolidação do SUS – Fortalece SES, que tem como objetivo aperfeiçoar a gestão e o planejamento do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. A oficina ocorreu no auditório do Mezanino da secretaria e reuniu profissionais da saúde do Acre, incluindo técnicos da Sesacre, coordenações regionais de saúde, Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), Conselho Estadual de Saúde e representantes da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde (MS).

A oficina, que teve início na quinta-feira, 7, foi promovida pela Sesacre, por meio da Diretoria de Planejamento e Gestão do SUS, com apoio do Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi/SUS), e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC).

Objetivo Central do Projeto

O principal objetivo do Fortalece SES é aprimorar a elaboração, o monitoramento e a avaliação dos planos de saúde estaduais, assegurando que estes estejam alinhados com o planejamento regional e com as reais necessidades da população, em sintonia com as diretrizes nacionais do SUS.

A oficina visa fornecer aos participantes ferramentas e conhecimentos para uma gestão mais eficiente e estratégica do SUS no Acre, além de promover a integração entre as esferas de gestão estadual e municipal, no processo de planejamento e execução das ações de saúde.

Foco na Mortalidade Infantil e Materna

Priscila Aguiar, interlocutora local do Fortalece SES, destacou o foco específico da oficina para o estado do Acre, que tem como prioridade a redução da mortalidade infantil e materna. 

A coordenadora do planejamento regional integrado, Priscila Aguiar, mediou a oficina como interlocutora local do Fortalece SES. Foto: Luan Martins/ Sesacre

“O Acre tem como foco a redução da mortalidade infantil e materna, ou seja, estamos planejando ações voltadas à diminuição desses índices. É fundamental que todos os envolvidos na gestão pública de saúde compreendam a importância de um planejamento eficaz, que atenda às especificidades e necessidades da nossa população”, afirmou a coordenadora do PRI.

Fortalecimento do Planejamento Integrado

Mariana Uchoa coordenou a 2ª Oficina do projeto “Fortalecimento da Função Gestora do SES na Consolidação do SUS – Fortalece SES. Foto: Luan Martins/Sesacre

Mariana Uchoa, também interlocutora local do Fortalece SES, destacou a importância da oficina para o fortalecimento do planejamento dentro da Secretaria de Saúde do Acre.

“A intenção é consolidar o planejamento na Secretaria de Saúde, em colaboração com os técnicos do planejamento estadual e com o planejamento regional integrado. O objetivo é garantir que as ações de saúde estejam alinhadas em todos os níveis, proporcionando uma gestão mais eficaz e que atenda às reais necessidades da população acreana”, afirmou Mariana.

O Fortalece SES é desenvolvido a partir da compreensão de que a capacitação e o fortalecimento da gestão pública de saúde podem transformar o SUS. A colaboração entre os técnicos locais, gestores e instituições como o HAOC está criando um ambiente propício para o desenvolvimento de soluções inovadoras que visam melhorar o sistema de saúde, beneficiando diretamente a população acreana.

Everton Lopes, facilitador do projeto Fortalece SES pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz , falou sobre a importância da parceria com o Ministério da Saúde e o Núcleo de Apoio à Saúde Integral (Nasi). 

Everton Lopes, facilitador do projeto Fortalece SES pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), falou sobre a importância da parceria com o Ministério da Saúde e o Núcleo de Apoio à Saúde Integral. Foto: Luan Martins/Sesacre

“A importância do projeto Fortalece SES para o triênio 2024-2026 é fundamental. Através do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e da parceria com o Nasi e o Ministério da Saúde, buscamos fortalecer os processos de gestão, isso envolve, especificamente, tanto o Plano Estadual quanto o PRI, que são as ferramentas hoje utilizadas pelo Estado do Acre. O grande diferencial do projeto é trazer metodologias de reflexão e avaliação desse processo, permitindo que ele seja dinâmico, não apenas no nível central da Secretaria, mas também nas regiões de saúde do estado do Acre”, explicou Everton Lopes.

A Importância da Participação Técnica

Domisy de Araújo Vieira, coordenadora da Primeira Região de Saúde do Baixo Acre e Purus, também fez questão de destacar a relevância da participação das equipes técnicas nas oficinas do Fortalece SES.

Oficina também representa uma oportunidade para estreitar a colaboração entre as diferentes entidades do setor de saúde. Foto: Luan Martins/Sesacre

“As oficinas, com destaque no enfrentamento da mortalidade materno-infantil, fortalecem o conhecimento teórico e metodológico, melhorando as estratégias de gestão e a prestação do cuidado nos territórios, gerando impacto positivo na saúde materno-infantil”, afirmou Domisy.

A oficina também representa uma excelente oportunidade para estreitar a colaboração entre as diferentes entidades do setor de saúde, promovendo a troca de experiências e o desenvolvimento de boas práticas que podem ser aplicadas de forma eficaz no Acre.

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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