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4.500 mineiros ilegais presos no subsolo e sitiados pela polícia
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É um encontro cara a cara sufocante. Segundo moradores de Stilfontein, na Província Noroeste, em África do Sulmais de 4.000 mineiros ilegais seriam “preso” subterrâneos, cercados pela polícia, que cortou seus suprimentos para forçá-los a voltar e prendê-los. Quinta-feira, 14 de novembro, um corpo sem vida foi trazido à tona por voluntários enquanto a polícia se recusava a correr o risco de descer para a mina abandonada.
A manobra faz parte de uma vasta operação de ataque lançada pelas autoridades sul-africanas em Dezembro de 2023 contra a exploração ilegal de cerca de 6.000 minas desactivadas que pontilham o território. Operação Vala Umgodi (“Tampar os buracos”na língua Nguni) teve um aumento nas últimas semanas na província do Noroeste.
Desde 18 de outubro, 1.000 mineiros ilegais foram forçados a ressurgir antes de serem “escolhido” pela polícia que atravessa o campo para cortar as cadeias de abastecimento necessárias a estes homens, que por vezes permanecem na clandestinidade durante meses. No dia 2 de novembro, num comunicado de imprensa, a polícia congratulou-se com a entrega de mais de 200 menores, “consequência da fome e da sede”.
“Vamos sufocá-los”
Uma dureza assumida pelo governo. Questionada durante uma conferência de imprensa na quarta-feira, 13 de Novembro, a Ministra Delegada na Presidência, Khumbudzo Ntshavheni, caiu na gargalhada em resposta à pergunta de um jornalista que lhe perguntou se as autoridades estavam a considerar enviar ajuda aos mineiros retidos em Stilfontein. “Você quer que enviemos ajuda aos criminosos, honestamente? Não lhes enviaremos ajuda. Nós vamos sufocá-los, eles vão voltar. Os criminosos não deveriam receber ajuda, deveriam ser perseguidos”.aperte Mmeu Sangue sangrento.
No dia anterior, as autoridades tinham finalmente concordado em permitir que voluntários deixassem água e alimentos depois de terem sido alertados para a precariedade da situação no fundo da mina por um residente enviado para “missão de reconhecimento”. “Ele voltou explicando que havia mais de 4 mil pessoas no subsolo e vários corpos. Ele nos disse que as pessoas estavam tão fracas que não conseguiam se levantar usando cordas como costumam fazer. Por esta razão, decidimos autorizar (voluntários) dar-lhes uma ajudinha, para que recuperem as forças e possam sair, nada mais”explica o Brigadeiro Sabata Mokgwabone, porta-voz da polícia da província do Noroeste.
Como os voluntários foram autorizados a interagir com os mineiros, cinco homens concordaram em ser trazidos à superfície. Muito debilitados, foram atendidos por equipes médicas. Segundo a mídia local, os mineiros, que se recusaram a regressar quando confrontados com a perspectiva de serem presos, exigiriam agora que os mais fracos fossem resgatados e que os corpos dos mortos fossem trazidos de volta antes de concordarem em se render.
“Desumano e irresponsável”
Quinta-feira, 14 de novembro, o porta-voz da polícia do Noroeste não conseguiu confirmar esta afirmação, mas Khumbudzo Ntshavheni já fez saber que a polícia não irá procurar ninguém, vivo ou morto. “Não é nosso trabalho trazer de volta os corpos dos criminosos”explicou friamente o Ministro Delegado à Presidência.
Palavras “desumano e irresponsável”de acordo com Phillip Mankge, vice-secretário-geral do Sindicato Nacional dos Mineiros, um sindicato de mineiros. “Nossa posição é que a mineração artesanal deve ser regulamentada para que os mineiros ilegais possam trabalhar legalmente e pagar impostosdetalhes em Mundo porta-voz do sindicato, Livhuwani Mammburu. O que nos preocupa é que as autoridades parecem ter como alvo os mineiros negros pobres, enquanto os chineses organizam a exploração ilegal de certas minas de crómio sem se preocuparem. »
Questionado pelo canal de televisão sul-africano Newzroom Afrika, o presidente de outro sindicato, a Associação dos Sindicatos dos Mineiros e da Construção, Joseph Mathunjwa, traçou um paralelo entre a situação actual e O drama de Marikanaem 2012, durante o qual trinta e quatro mineiros foram mortos pela polícia, que abriu fogo contra centenas de grevistas na mesma província do Noroeste. Nem todos os sul-africanos partilham esta opinião. Muitos são hostis a estes mineiros ilegais, muitas vezes migrantes ilegais de Lesoto ou Moçambique vizinhos, a quem acusam de pilhar o subsolo sul-africano e de aterrorizar as comunidades locais.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.
Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.
A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:
Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.
Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.
Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.
A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.
Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.
Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação
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