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5 dicas para cuidar preventivamente da sua saúde mental – 29/01/2025 – Cotidiano

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Desde 2014, a campanha Janeiro Branco conscientiza a população sobre a importância de cuidar da saúde mental. O tema de 2025, “O que fazer pela saúde mental agora e sempre?”, convida à reflexão sobre como tratar as emoções como uma prioridade contínua, e não apenas como uma intervenção em momentos de emergência. Mas como fazer isso?

Assim como um atleta precisa de dedicação constante para alcançar um bom desempenho, o cuidado profilático com as emoções é essencial para viver melhor. Confira, então, cinco dicas para cuidar da sua saúde mental de forma preventiva:

Passar tempo ao ar livre e buscar intencionalmente o contato com a natureza pode trazer benefícios profundos para a saúde mental. Caminhar em um parque, observar o céu de uma varanda ou ouvir o som das ondas do mar são exemplos simples e eficazes. O surfe é um dos meus esportes e um mergulho no mar sempre me proporciona essa experiência terapêutica. Mesmo quando as ondas não estão boas para surfar, me sinto bem só ao entrar na água e contemplar o mar. São pequenos hábitos que combatem a ansiedade e aumentam a sensação de bem-estar.

2. Pratique a gratidão diariamente

Cultivar a gratidão transforma a maneira como enxergamos a vida. Um estudo publicado em 2003 no periódico Journal of Personality and Social Psychology revelou que a gratidão melhora o humor e treina a mente para focar no que há de positivo, promovendo uma perspectiva mais equilibrada e esperançosa. Sempre que chego em casa, de noite, gosto de registrar no bloco de notas do celular uma frase que descreva o meu motivo de gratidão por aquele dia. Mas também é possível fazer isso dedicando um momento diário para refletir sobre motivos de agradecimento, escrevendo em um diário, ou compartilhando esses pensamentos com alguém.

Embora o estresse faça parte da vida, é possível gerenciá-lo antes que ele nos domine. Muitas vezes recebemos uma notícia ruim no trabalho ou na família, nos estressamos e percebemos nossa respiração acelerada. Uma técnica eficaz para lidar com situações assim é o controle da respiração. Ao focar na inspiração e expiração, você desvia a atenção do fator estressante, reduz os batimentos cardíacos e alcança um estado de relaxamento. Essa técnica ajuda você a clarear os pensamentos, e não tomar decisões sob o impacto do estresse.

4. Escreva sobre os seus sentimentos

Uma das coisas que mais encorajo os meus pacientes a fazer é escrever sobre os seus próprios sentimentos. Quando fazemos isso, ganhamos mais consciência sobre o que se passa no nosso interior. Escrever um diário reflexivo, explorando sentimentos e experiências, ajuda você a desenvolver inteligência emocional e resiliência. Além disso, o hábito da escrita proporciona um espaço seguro para processar pensamentos difíceis e organizar ideias confusas. Com o tempo, esse exercício pode revelar padrões de comportamento e emoções, permitindo à pessoa ampliar seu autoconhecimento.

5. Abrace uma causa

A falta de propósito é uma das principais causas de sofrimento emocional. Encontrar sentido na vida está diretamente relacionado a níveis mais elevados de bem-estar e saúde mental. E há muitas formas de servir ao próximo e contribuir para algo maior. Isso pode significar envolver-se em voluntariado, apoiar causas sociais ou ambientais, oferecer mentoria ou criar espaços de acolhimento. Igrejas e ONGs costumam desenvolver projetos em diferentes áreas, como a organização de bazares beneficentes, a distribuição de alimentos à população de rua e reforço escolar para crianças e adolescentes.

Cuidar da saúde mental não precisa ser sinônimo de correr atrás do prejuízo. Lido cotidianamente com casos que poderiam ser evitados se as pessoas tomassem medidas preventivas. Não existe situação perfeita para começar a olhar para dentro e priorizar o cuidado de si. A cada Janeiro Branco somos lembrados que merecemos viver plenamente.



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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