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‘A atmosfera era elétrica’ – a queda e ascensão dos cinemas em Marrocos | Cinema
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“Costumava-se fumar lá dentro”, lembra Omar Edressi sobre o Cinema Rif, o cinema de 86 anos que ainda existe no Grand Socco de Tânger. “A primeira coisa que lhe deu as boas-vindas ao entrar no prédio foi uma espessa nuvem de vapor.”
Os ingressos para o cinema eram muito mais baratos na década de 1970, quando Edressi, um amante do cinema local, visitava – custava apenas um dirham (US$ 0,10) de entrada, um sanduíche e um refrigerante. Hoje, um ingresso custará cerca de 50 dirham (US$ 5) e um refrigerante cerca de 15 (US$ 1,50).
“Claro que naquela época tínhamos que arrumar nossas próprias cadeiras e o lugar era bem precário, mas ainda passávamos tardes inteiras tão felizes quanto podíamos”, ele ri.
Um edifício art déco, o Cinema Rif se destaca entre uma multidão de restaurantes caiados e prédios fechados no Grand Socco, uma pitoresca praça rodeada de palmeiras que marca a entrada da antiga medina da cidade.
Decorado com tinta vermelha ousada e cartazes de filmes coloridos, o estabelecimento foi recentemente restaurado; cadeiras vermelhas macias e uma tela branca brilhante agora podem ser encontradas dentro do teatro cintilante.
As últimas parcelas fazem parte da história de ascensão, queda e ascensão do Cinema Rif. Originalmente inaugurado em 1938, o estabelecimento mudou significativamente em relação ao que era durante a adolescência de Edressi na década de 1970.
Um ‘espaço seguro’ para escapar da sociedade conservadora – por um momento
O período que Edressi descreve é frequentemente visto como o apogeu do cinema marroquino; na década de 1980, cerca de 240 salas de cinema em todo o país estavam regularmente lotadas de amantes do cinema. Mais de 42 milhões de bilhetes de cinema foram comprados todos os anos – um montante considerável tendo em conta que a população de Marrocos era de cerca de 19,5 milhões em 1980. Mais bilhetes ainda eram vendidos no mercado negro.
O jornalista e ativista social Ahmed Boughaba lembra-se de ter vivido em Rabat nessa época. Para comprar ingressos para seu cinema favorito, o Cinema Renaissance, ele teria que chegar uma hora mais cedo e entrar na fila.
“Se você se atrasasse, teria que comprar sua passagem no mercado negro”, diz Boughaba. “Os preços sempre foram inflacionados e muito caros.”

Esses vendedores do mercado negro acumulavam ingressos para filmes populares para vendê-los a um preço premium. Eles se instalavam em esquinas sombreadas e becos escondidos para evitar funcionários e autoridades vigilantes do cinema.
A proprietária da galeria local de Tânger, Najoua Elhitmi, lembra-se de níveis semelhantes de popularidade nos cinemas de Tânger. Durante a década de 1980, Elhitmi lembra que os cinemas eram um ponto de encontro privilegiado de adolescentes e jovens.
“Você poderia evitar olhares indiscretos na escuridão, então era um bom lugar para primeiros encontros – e primeiros beijos…” Elhitmi para, rindo. “Parece trivial, mas em muitos aspectos foi uma fuga segura dos aspectos mais conservadores da sociedade marroquina.”
Lamia Bengelloun, programadora e gestora de comunidade do Cine-Theatre Lutetia em Casablanca, inaugurado em 1953, conta uma história igualmente comovente. “Recentemente tivemos a estreia do filme de Asmaa El Moudir, A Mãe de Todas as Mentiras”, diz Bengelloun. “Asmaa foi ao cinema para assistir à exibição e contou ao público que o primeiro encontro dos pais foi no Lutetia.”
Os cinemas também eram locais onde as pessoas podiam aprender sobre diferentes países e culturas. “Viemos especialmente para assistir a filmes indianos e de Hollywood”, diz Elhitmi.

Boughaba lembra-se de ter viajado de Rabat a Casablanca para assistir às estreias de novos filmes.
“Levaria cerca de uma hora e meia para chegar até lá, mas a atmosfera era eletrizante”, me conta Boughaba. “Essa é a melhor coisa de ir ao cinema. Você pode sentir a energia e a emoção das pessoas ao seu redor enquanto assiste ao filme – é uma experiência compartilhada.”
Um dos estabelecimentos que realizaram regularmente estreias neste período foi o Cine-Teatro Lutetia que, juntamente com o antigo Cinema Art Déco Rialto – inaugurado em 1929 e que ainda hoje funciona – também estavam entre os locais mais populares da cidade.
“Meu pai e minhas tias me contam histórias de como as pessoas costumavam se vestir bem só para assistir a um filme”, diz Bengelloun, com os olhos brilhando. “Uma ida ao cinema era uma ocasião pela qual as pessoas ansiavam.”

Queda e declínio: TV via satélite, DVDs piratas e serviços de streaming
No final da década de 1980 e no início da década de 1990, os cinemas de Marrocos começaram a fechar. Em Tânger, estabelecimentos icónicos como o Cinema Roxy, o Cinema Paris e o Cinema Mauritania estiveram todos encerrados durante este período. O Cinema Liberte em Casablanca foi outra vítima.
Na época da Primavera Árabe de 2011, os cinemas de Marrocos estavam bastante fora de moda. Isto pode ser parcialmente atribuído à crescente disponibilidade de outras formas de mídia, incluindo DVDs, TV via satélite e, eventualmente, ao lançamento de serviços de streaming online.
“A sociedade começou a se mover muito mais rápido. As pessoas queriam uma solução fácil para assistir filmes – não necessariamente uma tarde fora”, diz Bengelloun. “Como resultado, os favoritos locais, como o Cinema Liberté de Casablanca, fecharam.”
Estabelecimentos como o Cinema Liberté e o Cinema Saada, também em Casablanca, foram simplesmente abandonados. “Outros locais foram destruídos ou demolidos”, diz Bengelloun, entristecido. “Arranha-céus de apartamentos ou edifícios residenciais tomaram seu lugar.”
O Cine-Teatro Lutetia conseguiu permanecer aberto, embora Bengelloun explique que a propriedade caiu em grande parte em desuso a partir do início dos anos 2000. “Não estávamos ganhando dinheiro suficiente para implementar reparos e reformas quando eram necessários”, explica ela.

Restauração das ruínas
Em resposta ao declínio dos cinemas do país, o Centre Cinematographique Marocain começou a conceder financiamento para ajudar em projetos de renovação. Instituição pública administrativa chefiada pelo Ministério da Cultura, o principal objectivo do Centro é promover e restaurar a indústria cinematográfica no país.
O Cine-Teatro Lutetia foi um dos estabelecimentos beneficiados em 2019.
Hoje, o cinema voltou à sua glória original; detalhes art déco, incluindo portas de couro enrugadas e extensas letras em negrito, são vistos em toda a propriedade. Projetores desgastados pelo tempo são exibidos fora da sala de projeção, que é equipada com assentos vermelhos por excelência e cortinas listradas pitorescas.
Mantendo o design art déco tradicional do período em que muitos destes cinemas foram construídos, o Cinema Rif de Tânger foi igualmente restaurado.
Escondidos atrás de armários de vidro, pôsteres coloridos revestem a fachada do estabelecimento. Detalhando o próximo programa da semana, eles são estampados com imagens futurísticas de um thriller de ficção científica internacional, ao lado de algumas fotos um pouco mais confusas de filmes independentes produzidos localmente.

Ao longo da calçada em frente ao prédio, cadeiras tortas de madeira e mesas marrons recebem visitantes que bebem garrafas de refrigerante de vidro antiquadas.
O café do cinema continua no interior, onde sofás de couro desgastado e bancos de bar ficam lotados ao lado de uma bilheteria de vidro. Mais uma vez um centro cultural em Tânger, o café mantém um fluxo constante de visitantes a qualquer momento.
Edressi disse à Al Jazeera que visitar o local é extremamente nostálgico para ele. “Restam tantos detalhes de quando eu costumava ir, anos atrás, mas agora o espaço foi disponibilizado para toda uma nova geração.”
Chems Eddine Nouab, franzino e de olhos arregalados, de 27 anos, é o diretor técnico do Cinema Rif de Tânger. Nouab é responsável pelo processamento de som e operação dos projetores. Ele também ajuda ocasionalmente na seleção da programação semanal e atualmente está escrevendo seu primeiro roteiro de filme nas horas vagas.

“Quando eu era adolescente, a maioria dos cinemas já havia fechado”, diz ele. “Cresci assistindo filmes na TV e comprando DVDs em lojas locais.
“A restauração de estabelecimentos como o Rif me deu a oportunidade de vivenciar realmente a cultura do cinema.”
O Cinema Renaissance de Rabat fechou em 2006, permanecendo fechado durante vários anos antes de iniciar novamente as operações em pequena escala em 2013. Após uma série de renovações significativas, o local reabriu totalmente as suas portas em 2017 como um espaço cultural polivalente.
“Antes das reformas, a sala de projeção era apertada, com mais de 700 lugares”, explica Marwane Fachane, diretor executivo do Cinema Renaissance. “O piso de madeira estava rachado e aparentemente também havia ratos residentes!”
Renovações de bom gosto foram implementadas em toda a propriedade, com azulejos monocromáticos e letras douradas em homenagem à herança art déco da cidade. Agora estão disponíveis 350 assentos para os hóspedes, sendo que o número reduzido acomoda mais espaço para as pernas e modernas medidas de segurança.

Reaproveitado e reinventado – com a comunidade em mente
Os esforços de renascimento, porém, tiveram de levar em conta os gostos modernos. “Também tivemos que nos adaptar para tornar os espaços relevantes para a sociedade moderna”, diz Fachane.
Uma coisa que o Cine-Teatro Lutetia, a Cinémathèque de Tanger e o Cinema Renaissance têm em comum é que agora são chamados de “centros culturais polivalentes”. Além de exibições, os teatros abrigam painéis de debate, eventos musicais e festivais de cinema.
“É importante que os cinemas se diferenciem dos serviços de streaming e da TV”, explica Fachane. “Os cinemas têm a vantagem adicional da comunidade.”
“Um amigo meu mora em Meknes. Não há cinema lá, então ele traz as filhas de trem para as manhãs dos nossos filhos aos domingos. Depois eles comem panquecas e depois voltam para casa”, ri Fachane. “A viagem de trem dura duas horas.”
Parece que o conceito de ver um filme como uma excursão à tarde e uma oportunidade de socialização também está de volta.

O Cinema Renaissance orgulha-se de ser um local de discussão e troca de ideias. Seus festivais internacionais de cinema tornaram-se particularmente conhecidos nos últimos anos.
Durante o Festival de Cinema Italiano da organização, em setembro de 2022, o cinema exibiu uma série de filmes independentes do país.
“Depois, os participantes discutiam os temas dos filmes”, conta Fachane. “Foi uma ótima maneira de trocar ideias e criar um vínculo entre diferentes comunidades.”
Os cinemas renovados de Marrocos também estão focados em melhorar a indústria cinematográfica local; O Cinema Rif realizou recentemente exibições de Sound of Berberia, um filme independente sobre dois jovens músicos que viajam pelo Norte de África em busca de descobrir a música regional Amazigh.
No Cine-Teatro Lutetia de Casablanca, foi curada uma extensa programação de filmes marroquinos, incluindo exibições de Animalia de Sofia Alaoui (2023), A Mãe de Todas as Mentiras de Asmaa El Moudir (2023), Desertos de Faouzi Bensaidi (2023) e The Maldito, não chore por Fyzal Boulifa (2022).
“Todas estas mudanças ajudaram-nos a recentrar a cena cultural dos cinemas”, diz Fachane animadamente. “Eles não são apenas revividos para a geração mais velha, mas também adequados aos gostos dos mais novos.”
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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