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A bacia do Mediterrâneo, uma região ainda mais exposta às consequências das alterações climáticas

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Em Paiporta (Espanha), nos subúrbios ao sul de Valência, 31 de outubro de 2024.

Algumas regiões do mundo estão ainda mais expostas às alterações climáticas do que outras e podem esperar um futuro ainda mais preocupante. A bacia do Mediterrâneo está neste caso: está a aquecer 20% mais rápido que o resto do mundo. Por ocasião da COP29, no Azerbaijão, Piero Lionello, da Universidade de Salento, e Mohamed Abdel Monem, consultor climático e de desenvolvimento rural, recordaram isto na segunda-feira, 18 de novembro. A convite da União para o Mediterrâneo (que reúne a União Europeia e dezasseis países do Mediterrâneo), apresentaram dois relatórios para os quais coordenaram as contribuições de cinquenta e cinco cientistas de dezassete países, no âmbito do MedECC (Euro-Mediterranean Rede de especialistas do Clima e do Meio Ambiente).

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Um descreve os impactos das alterações climáticas nesta região de mais de 540 milhões de habitantes, o outro analisa o nexo água-energia-alimentos-ecossistemas, por outras palavras, as implicações em cascata que ligam estes sectores. “Todas as consequências das alterações climáticas são claramente visíveis: aquecimento, menos água doce disponível… E os nossos problemas são menores em comparação com aqueles que nos esperam se continuarmos a emitir tantos gases com efeito de estufa”alerta Piero Lionello.

Embora as imagens da conurbação de Valência, em Espanha, devastada pelas chuvas apocalípticas do final de outubro, estejam na memória de todos, os especialistas salientam que a concentração de populações nas suas costas cresce mais rapidamente do que no interior. Um terço reside nas imediações da costa. Certamente o número de habitantes poderá diminuir no Norte, mas espera-se um forte aumento no Médio Oriente e nos países do Magrebe. Até 20 milhões de pessoas poderão, portanto, ser forçadas a mudar-se permanentemente até 2100, estimam os autores.

Em questão: o aumento de eventos extremos (secas e chuvas torrenciais), a elevação do nível do mar e, em geral, a degradação ambiental. A drenagem de mais de 160 cursos de água costeiros, o desaparecimento de cerca de metade das zonas húmidas da costa durante o século XXe século, afecta directamente o estado das zonas costeiras, porque estes ecossistemas actuam como esponjas e fornecem sedimentos.

Deterioração geral

Na região, a frequência e a intensidade dos eventos extremos com duração de 100 anos (que têm uma probabilidade em cem de ocorrerem todos os anos) poderão aumentar entre 10% e 30% até meados do século XXI.e século, se reduzirmos as nossas emissões de gases com efeito de estufa para ficarmos abaixo dos 1,5°C de aquecimento. Locais e infra-estruturas notáveis ​​estão ameaçados. Três grandes aeroportos estão entre os vinte mais expostos ao risco de inundações costeiras no mundo: Corfu, na Grécia, Pisa e Veneza, na Itália.

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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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