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A classe média do Irã é um peso de crise econômica – DW – 30/03/2025

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A classe média do Irã é um peso de crise econômica - DW - 30/03/2025

Dentro de um ano, o rial iraniano perdeu mais de 50% de seu valor. Enquanto em março de 2024, estava sendo negociado a 600.000 para o dólar americano, um ano depois, a taxa caiu para mais de 1.000.000. Essa desvalorização maciça está impulsionando a inflação, tornando os bens importados mais caros e colocando um fardo particular em grupos de renda inferior e média em Irã.

“A incerteza econômica significa que as preocupações com o custo de vida estão chegando à tona e o engajamento político está diminuindo”, disse ao DW Mohammad Reza Farzanegan, especialista econômico do Centro de Estudos do Oriente Médio da Universidade de Marburg, na Alemanha Central.

“Do ponto de vista econômico, há uma dúvida considerável de que o enfraquecimento da classe média contribui para alcançar os objetivos que a pressão política internacional gostaria”, ressaltou, referindo -se a um novo estudo que ele conduziu com Nader Habibi, um acadêmico da Universidade Brandeis nos EUA.

Isso mostra que as medidas econômicas punitivas impostas ao Irã desde 2012 – por causa de seu controverso programa nuclear, em um esforço para aumentar a pressão econômica e política sobre Teerã– impediram massivamente o desenvolvimento da classe média iraniana.

Se as sanções não tivessem sido impostas, o tamanho anual da classe média teria sido aproximadamente 11 pontos percentuais maiores em média.

Irã: O que está por trás da ‘mulher, vida, liberdade’

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As instituições afiliadas ao estado se beneficiam de sanções

Farzanegan disse que o encolhimento da classe média levou a uma crescente dependência econômica de instituições afiliadas ao Estado: “Enquanto numerosas empresas privadas sofreram com as sanções, empresas afiliadas ao estado, particularmente aquelas com vínculos com as guardas revolucionárias (IRGC), que foram capazes de se beneficiar. setor. “

Sob a pressão, as mulheres estão sofrendo mais do que homens. Hadi Salehi Esfahani, economista da Universidade de Illinois nos EUA, disse que eles foram particularmente afetados por desafios econômicos quando se trata de encontrar trabalho, ganhar a vida e até garantir a subsistência.

Sua mais recente pesquisa sobre o mercado de trabalho iraniano mostra que o baixo crescimento econômico, uma recessão em andamento, bem como fatores culturais e modelos tradicionais, segundo os quais os homens devem ser os principais ganhadores de pão, estão vendo as mulheres serem mais facilmente expulsas do mercado de trabalho. Está se tornando ainda mais difícil para eles encontrar um emprego ou ganhar a própria vida.

Além disso, existem desvantagens estruturais e fatores discriminatórios, incluindo critérios de recrutamento mais rigorosos para as mulheres, a falta de oportunidades de subir a escada e menos pagar pelo mesmo trabalho.

Não é provável que a situação melhore nos próximos meses e possa piorar. Em fevereiro, Presidente dos EUA Donald Trump assinou um memorando presidencial de segurança nacional para restaurar “Pressão máxima sobre o governo da República Islâmica do Irã. “O objetivo é convencer Teerã a renegociar um acordo nuclear impondo sanções mais duras e aumentando a pressão econômica sobre o regime. Os EUA querem particularmente engasgar Exportações de petróleo do Irãque compreende a principal fonte de receita do estado.

Homens e mulheres olham para os preços em uma barraca de mercado que vende vegetais frescos
Espera -se que o preço da comida suba novamente em meio a uma inflação crescenteImagem: Atta Kenare/AFP/Getty Images

Teerã está tentando se preparar cortando subsídios energéticos

Sob pressãoTeerã fez planos para reduzir os gastos, cortando subsídios energéticos, por exemplo.

Mas o jornalista de negócios iraniano Mahtab Gholizadeh disse que era improvável que isso negarde a situação. “No orçamento para o novo ano persa (que começou em 21 de março de 2025), o governo estimou que a meta diária de exportação de petróleo seria de 2 milhões de barris. Isso provavelmente não será alcançado com Trump”. Ela acrescentou que o déficit orçamentário provavelmente cresceria e “a abolição de subsídios pode significar que o país enfrenta uma severa onda de inflação”.

Nos últimos anos, o iraniano insatisfação da população com o sistema político aumentou significativamente. Houve protestos em massapor exemplo, em 2022, após a morte sob custódia policial de 22 anos de idade Nome Mahsa acreditee em 2019 contra o aumento dos preços da energia. Nos dois casos, os protestos foram brutalmente suprimidos.

“A crescente insatisfação não leva necessariamente à pressão política organizada”, disse Farzanegan. “As famílias que enfraqueceram economicamente têm menos recursos para mobilizar politicamente”.

Ele disse que as sanções internacionais que enfraqueciam a classe média não levariam automaticamente a mais pressão sobre o regime. Pelo contrário, ele disse, eles minam a “base econômica de uma classe social politicamente ativa e fortalecem o poder do sistema político em termos relativos”.

Este artigo foi traduzido do alemão.



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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