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A conversa eleitoral de Elon Musk gerou preocupação no estado indeciso, revelam e-mails | Notícias das Eleições de 2024 nos EUA
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2 anos atrásem
As alegações de Elon Musk de fraude eleitoral nas eleições presidenciais dos Estados Unidos geraram uma enxurrada de correspondência preocupada com autoridades eleitorais em um estado decisivo, revelam e-mails recém-divulgados.
Os comentários do CEO da Tesla e da SpaceX sobre X levaram um senador estadual republicano e outros na Pensilvânia, o estado de batalha mais importante com 19 votos no Colégio Eleitoral, a entrar em contato com o principal funcionário eleitoral em um distrito para discutir preocupações sobre a votação no exterior, de acordo com os e-mails. que fornecem uma nova visão sobre o efeito do bilionário nos bastidores da votação.
O gabinete do senador Chris Gebhard contactou em Outubro o director eleitoral do Condado de Lebanon, um distrito fortemente republicano localizado a noroeste de Filadélfia, para expressar as “preocupações do legislador com o que está a ser comunicado” sobre as eleições de 5 de Novembro, mostram os e-mails.
“Você pode nos ajudar dando-nos uma declaração? Deixei um dos e-mails”, escreveu Daniel Bost, assessor de Gebhard, em um e-mail de 10 de outubro para Sean Drasher.
Bost forneceu a Drasher uma “impressão” de uma postagem X de Musk para ilustrar as preocupações do senador, de acordo com um e-mail que Drasher enviou a um funcionário eleitoral estadual buscando conselhos sobre como responder ao legislador.
Embora não esteja claro a qual das postagens de Musk as autoridades se referiam, Drasher disse em seu e-mail para Jonathan Marks, vice-secretário de eleições e comissões da Pensilvânia, que detalhou “o esforço azul para registrar eleitores estrangeiros”, referindo-se à cor tradicional do Partido Democrata.
A Al Jazeera obteve os e-mails por meio de uma solicitação de registros apresentada de acordo com a Lei do Direito de Saber da Pensilvânia.
Alegações falsas
No período que antecedeu a eleição, Musk, um dos aliados mais poderosos do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, postou prolificamente no X sobre os supostos riscos de fraude eleitoral.
Muitas dessas publicações incluíam alegações falsas ou infundadas, como centenas de milhares de migrantes que tinham sido transportados para estados indecisos e acelerados para a cidadania como parte de um plano para dar aos democratas uma vantagem eleitoral.
Embora não envolvessem Musk, os republicanos entraram com ações judiciais em vários estados, incluindo a Pensilvânia, lançando dúvidas sobre a segurança da votação no exterior nas semanas anteriores à votação.
No final de Outubro, um juiz federal rejeitou uma acção judicial, na qual seis legisladores estaduais republicanos na Pensilvânia apelaram a novos controlos para confirmar as identidades dos eleitores no estrangeiro, decidindo que os legisladores não tinham qualquer razão justificável para fazer a sua reclamação tão perto da eleição e tinham baseou-se em “preocupações hipotéticas”.
Trump também destacou as críticas ao voto no exterior durante a sua campanha, alegando falsamente que as pessoas no exterior recebem cédulas “sem qualquer verificação de cidadania ou verificação de identidade de qualquer espécie”.
Preocupações com a votação no exterior
O contato com Drasher motivado pela atividade de Musk nas redes sociais aparentemente deixou o oficial eleitoral em conflito sobre como responder, em parte por causa de suas próprias preocupações sobre a votação no exterior, de acordo com os e-mails.
Drasher disse que embora o “tom e alguns detalhes” das postagens de Musk não lhe parecessem credíveis, ele próprio tinha “preocupações reais” sobre o processo de recenseamento eleitoral.
“Não sinto que possa me dirigir diretamente ao senador Gehbard (sic) sem parecer tolo ou desinformado”, escreveu Drasher em um e-mail de 10 de outubro para Marks.
“Ironicamente, agora estou sendo confrontado com algo que também queria chamar a atenção. Você poderia me ajudar a entender? Ou você estaria disposto a abordar isso pessoalmente com Sen Gebhard e depois me informar para que eu também entenda?
Drasher reiterou suas preocupações sobre o registro eleitoral no exterior no dia seguinte em um e-mail aos seus colegas do Condado do Líbano.
“Isto coloca-nos numa posição um pouco desconfortável porque, francamente, eu próprio não gosto dos estatutos da UMOVA/UCOVA”, escreveu ele, referindo-se à legislação que facilita o voto militar e estrangeiro.
“Eu quero vê-los mudados. E na minha opinião, algumas das coisas que você vê no Twitter acabam sendo preocupações completamente válidas. Conforta-me o facto de isto afectar um pequeno número de eleitores; E no nosso concelho é (sic) pouco relevante estatisticamente.”
Drasher disse que dada a atenção que as autoridades eleitas estão prestando à questão, seria “apenas uma questão de horas antes de começarmos a receber ligações de constituintes que também estarão em busca de respostas”.
“Vou me curvar ao nosso excelente advogado sobre isso, mas meu feedback é mais uma vez: só podemos seguir a lei conforme está escrita e teremos prazer em aplicar quaisquer mudanças assim que o Legislativo as aprovar”, escreveu ele.

Quando contatado pela Al Jazeera, Drasher disse que não conseguia se lembrar da postagem X exata que gerou as discussões em seu escritório.
Solicitado a explicar suas preocupações sobre a votação no exterior, Drasher disse que era sua função preocupar-se com “todos” os aspectos do recenseamento eleitoral.
“Minha preocupação é que preciso compreender melhor o processo e a lógica por trás de sua estrutura”, disse ele.
As solicitações enviadas a X solicitando o comentário de Musk não obtiveram resposta.
O Departamento de Estado da Pensilvânia não deu seguimento aos pedidos de comentários.
Cerca de 4,4 milhões de cidadãos dos EUA viviam no estrangeiro em 2022, cerca de 2,8 milhões dos quais tinham idade para votar, de acordo com o Programa Federal de Assistência ao Voto.
A pesquisa mostra que a fraude eleitoral é extremamente rara nos EUA.
Uma análise da Associated Press de cada caso de potencial fraude eleitoral em seis estados decisivos em 2020 identificou 475 casos em mais de 25 milhões de votos expressos.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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