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A credibilidade do TPI está por um fio | Conflito Israel-Palestina

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Após a entrada em vigor do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, em 2002, surgiu uma esperança palpável de que a era de impunidade para crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio estava a chegar ao fim.

Vinte e dois anos depois, a legitimidade internacional do tribunal está em jogo, uma vez que ignora os apelos para agir rapidamente contra os responsáveis ​​pelas atrocidades em massa em Gaza. Em Maio, o procurador do TPI, Karim Khan, solicitou ao tribunal que emitisse mandados de prisão para o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e para o seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, juntamente com três líderes do Hamas. O TPI ainda não tomou uma decisão, apesar do crescente número de mortos e da destruição de Gaza, no meio da contínua violência genocida de Israel.

A ideia de um tribunal internacional permanente para julgar crimes de guerra surgiu pela primeira vez na sequência da Primeira Guerra Mundial, nos círculos jurídicos das potências vitoriosas, mas nunca se materializou. Após a Segunda Guerra Mundial, que matou cerca de 75-80 milhões de pessoas, vários conceitos de “justiça” foram lançados.

Na Conferência de Teerã de 1943, durante a qual os chefes de estado da URSS, dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha se reuniram para discutir a estratégia de guerra, o líder da União Soviética Joseph Stalin sugeriu que pelo menos 50.000 membros do comando alemão deveriam ser eliminados. O presidente dos EUA, Franklin D Roosevelt, respondeu, supostamente em tom de brincadeira, que 49.000 deveriam ser executados. O primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, defendeu o julgamento de criminosos de guerra pelas suas responsabilidades individuais.

Eventualmente, os aliados estabeleceram os tribunais militares de Nuremberg e Tóquio, que indiciaram 24 líderes militares e civis alemães e 28 japoneses, respectivamente. Mas esta foi, em essência, a justiça dos vencedores, uma vez que nenhum dos líderes ou comandantes militares das potências Aliadas foi processado pelos seus crimes de guerra. No final, estes tribunais foram, sem dúvida, uma tentativa simbólica de julgar aqueles que travaram guerras de agressão e cometeram genocídio.

Durante as décadas seguintes, nenhum esforço internacional foi feito para levar os criminosos de guerra à justiça. Assim, por exemplo, os assassinos em massa de povos que se levantaram contra as potências coloniais e imperiais nunca foram julgados.

A noção de justiça internacional foi reavivada na década de 1990, quando o Conselho de Segurança das Nações Unidas criou dois tribunais ad hoc para julgar crimes cometidos durante as guerras de 1991-1995 e 1998-1999 na antiga Jugoslávia e o genocídio de 1994 no Ruanda. Embora estes tribunais servissem os seus propósitos, alguns questionaram a sua eficácia, custos financeiros e independência, dado que foram criados por um Conselho de Segurança dominado pelas potências ocidentais.

Aqui, mais uma vez, a noção de justiça dos vencedores pairou particularmente sobre o tribunal da Jugoslávia, uma vez que não investigou, muito menos processou, funcionários da NATO pela aparentemente ilegal campanha de bombardeamento de 1999 contra a República Federativa da Jugoslávia.

No que diz respeito ao tribunal do Ruanda, este último não investigou a possível cumplicidade das potências ocidentais no genocídio e/ou a sua incapacidade de o prevenir ou impedir, de acordo com a Convenção de 1948 para a Prevenção e Punição do Genocídio.

Neste contexto, a assinatura do Estatuto de Roma em 1998, que entrou em vigor em 2002, deu origem a esperanças de que aqueles que cometem crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio serão processados ​​pelo novo tribunal, independentemente do lado em que estejam. em um conflito.

Em 2018, o crime de agressão – definido como o planeamento, preparação, iniciação ou execução de um ato de agressão que, pela sua natureza, gravidade e escala, constitui uma violação da Carta das Nações Unidas – foi adicionado à jurisdição do tribunal .

Mas não demorou muito para que as grandes esperanças do TPI fossem frustradas. Alguns signatários do Estatuto de Roma declararam formalmente que já não pretendiam tornar-se Estados Partes, anulando assim as suas obrigações. Entre eles estavam Israel, os Estados Unidos e a Federação Russa. Outras grandes potências, como a China e a Índia, nem sequer assinaram o estatuto.

Também não ajudou a credibilidade do TPI o facto de todos os 46 suspeitos que procurou processar nos primeiros 20 anos da sua existência serem africanos, incluindo chefes de Estado em exercício.

Este padrão foi quebrado pela primeira vez em Junho de 2022, quando o tribunal indiciou três funcionários pró-Rússia da região separatista da Ossétia do Sul, acusados ​​de cometer crimes de guerra durante a guerra Rússia-Geórgia de 2008. Um ano depois, em Março Em 2023, o tribunal tomou a decisão sensacional de emitir um mandado de prisão para o presidente russo, Vladimir Putin, apenas 29 dias depois de o procurador-geral Khan o ter solicitado.

A decisão foi, no mérito, bastante intrigante. Apesar da letalidade da guerra que assola a Ucrânia desde fevereiro de 2022 e dos ataques relatados a alvos civis, o mandado foi emitido para a alegada “responsabilidade criminal individual” de Putin pela “deportação ilegal de população (crianças) e pela transferência ilegal de população (crianças) ) das áreas ocupadas da Ucrânia para a Federação Russa”.

Por si só, o mandado contra um presidente em exercício de um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU poderia ter sinalizado a independência do TPI e a sua vontade de ir onde as provas o levassem. Mas dada a guerra psicológica aberta entre o Ocidente e a Rússia, alguns consideraram a decisão do tribunal como mais uma prova da influência dos seus apoiantes ocidentais.

Esta percepção poderia ter sido mitigada se o tribunal tivesse demonstrado que era de boa fé, seguindo as provas esmagadoras de crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos por Israel contra os palestinianos.

Em 2018, o Estado da Palestina enviado um encaminhamento ao TPI “para investigar, de acordo com a jurisdição temporal do tribunal, crimes passados, atuais e futuros dentro da jurisdição do tribunal, cometidos em todas as partes do território do Estado da Palestina”. O tribunal levou cinco anos para determinar, em março de 2023, que poderia iniciar uma “investigação sobre a situação no Estado da Palestina”.

Em Novembro de 2023, a África do Sul e cinco outros signatários fizeram outro encaminhamento para o TPI, após o qual o Procurador-Geral Khan confirmou que a investigação lançada em 2023 “continua em curso e estende-se à escalada de hostilidades e violência desde os ataques que ocorreram em 7 de Outubro”. 2023”.

Khan demorou não menos de sete meses a recomendar à câmara de pré-julgamento do tribunal a emissão de mandados de prisão para Netanyahu e Gallant, apesar de uma quantidade formidável de provas da sua responsabilidade pessoal nos crimes de guerra perpetrados em Gaza. Ele também fez a mesma recomendação em relação a três líderes do Hamas, dois dos quais foram posteriormente assassinados por Israel.

Indiscutivelmente, foi necessário tempo e coragem para tentar a prisão de Netanyahu, que tem o apoio dos EUA e da Mossad, a infame agência de inteligência de Israel especializada em assassinatos no estrangeiro. Em maio, o jornal britânico The Guardian revelou que o antecessor de Khan, Fatou Bensouda, tinha sido ameaçado “numa série de reuniões secretas” por Yossi Cohen, o então chefe da Mossad e “os aliados mais próximos de Netanyahu na altura”.

Cohen tentou obrigar Bensouda “a abandonar uma investigação de crimes de guerra” e “é alegado que lhe disse: ‘Você deveria nos ajudar e deixar-nos cuidar de você. Você não quer se envolver em coisas que possam comprometer sua segurança ou a de sua família.’”

Se Bensouda foi ameaçado e chantageado por meramente investigar alegações de crimes de guerra perpetrados antes da actual guerra genocida, só podemos compreender as pressões e ameaças, reais ou presumidas, que Khan enfrentou ou temeu.

Agora que cumpriu o seu dever, cabe aos três juízes da câmara de instrução decidir se emitirão ou não os mandados. Não se sabe se enfrentam as mesmas ameaças que Bensouda, mas devem estar perfeitamente conscientes de que a própria credibilidade do TPI também está em jogo se os mandados de prisão para Netanyahu e Gallant não forem emitidos sem mais demora. A quantidade flagrante e extraordinária de provas de crimes de guerra, crimes contra a humanidade, genocídio e crimes de agressão é tal que, se fugissem à sua responsabilidade, soariam a sentença de morte do TPI.

As opiniões expressas neste artigo são do próprio autor e não refletem necessariamente a posição editorial da Al Jazeera.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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