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A democracia pode funcionar sem jornalismo? Nos EUA, podemos estar prestes a descobrir | Margaret Simons
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2 anos atrásem
Margaret Simons
EUÉ comum afirmar que a democracia não pode funcionar a menos que haja jornalismo e, ainda por cima, meios de comunicação livres. Como é que as pessoas decidirão como votar se não têm acesso a informações independentes e fiáveis?
Com a eleição dos EUA sobre nóspodemos estar prestes a descobrir.
Porque, mais do que nunca, as pessoas que decidirão as eleições serão aquelas que estão menos envolvidas com os meios de comunicação profissionais – o tipo de conteúdo pesquisado e verificado que você provavelmente encontrará no New York Times ou, nesse caso, , o Guardião.
Quarenta e três por cento dos cidadãos dos EUA evitam as notícias, de acordo com o último Digital News Report – um relatório mundial pesquisa sobre o uso da mídia conduzido pelo Reuters Institute for Journalism da Universidade de Oxford.
A maioria destas pessoas, no entanto, encontra algumas novidades – não por causa da lealdade a uma marca ou porque procuram activamente um canal preferido, mas porque elas chegam até elas, por assim dizer.
E o que vem de graça é motivado partidariamente ou financiado por publicidade – o que significa conteúdo pesado lançado para atrair atenção – sensacionalismo e clickbait.
É nos consumidores de poucas notícias que se concentram os candidatos em campanha e dos quais depende o resultado das eleições.
Há coisas significativas sobre o consumo de notícias que são diferentes, desta vez, das últimas eleições nos EUA.
Mas antes de abordar como as coisas mudaram desde 2020, os factos que já apresentei significam que todas as controvérsias, entre os politicamente engajados, sobre se a grande mídia está “lavando a sanidade” de Trump, ou se meios de comunicação como o Washington Post ou Los Angeles Times publicar endossos editoriais de um candidato, não afetará o resultado da eleição.
É um debate de princípios e moralidade, que se desenrola entre pessoas que, na sua esmagadora maioria, já decidiram como votar. Os cidadãos que decidirão as eleições provavelmente nem sabem destas controvérsias e, se soubessem, provavelmente não se importariam.
Os investigadores do Reuters Institute relatam que, uma vez desligadas das notícias, as pessoas lutam para voltar a participar, mesmo que queiram.
Benjamim Toff, o autor de um livro sobre como evitar notíciasescreve: “É como tentar sintonizar a quarta temporada de episódios de Game of Thrones sem saber quem são essas pessoas ou que diferença isso faz. Para muitas pessoas, esse é o sentimento delas em relação às notícias.”
Tradicionalmente, a missão jornalística inclui tornar compreensível o que é importante, procurando envolver os descomprometidos. Mas embora isto ainda faça parte da retórica da profissão, a verdade é que a maioria das organizações noticiosas sérias que publicam notícias políticas não estão ao serviço dos politicamente descomprometidos.
Em vez disso, com tanta publicidade a desaparecer dos meios de comunicação social para as plataformas online, o caminho para a sustentabilidade financeira dos meios jornalísticos sérios reside em tentar fazer com que as pessoas que já lêem as notícias passem mais tempo com o meio de comunicação e convertê-las em assinantes pagantes. .
Isto é essencial para a sobrevivência, para a mídia séria. Mas também representa um fracasso da missão jornalística.
Tudo isto desafia as nossas ideias convencionais sobre as ligações entre democracia e jornalismo.
É verdade que a democracia e o jornalismo cresceram juntos e que cada um fortalece o outro, mas não são tão indivisíveis como sugere a profissão jornalística. A Grécia Antiga tinha democracia (embora não para escravos), mas não tinha jornalismo. A Al Jazeera fornece jornalismo, mas tem sede no Qatar não democrático.
E, nas democracias ocidentais de hoje, temos agora um jornalismo político que corre o risco de já não ser um meio de comunicação de massa, mas sim um meio de comunicação de elite.
E ainda por cima, tocando para a massa, temos conteúdo. Todos os tipos de conteúdo, muitos deles partidários, distorcidos e, às vezes, mentiras diretas.
Nas últimas eleições nos EUA, em 2020, estávamos preocupados com a desinformação e as teorias da conspiração espalhadas pelas redes sociais, e pelo Facebook em particular.
Quatro anos depois, o consumo de notícias no Facebook está em declínio em todo o mundo, em grande parte porque o proprietário Meta o desencorajou ativamente. O TikTok está em ascensão como fonte de notícias, ultrapassando o X (antigo Twitter). O Facebook e o Twitter, apesar de todos os seus defeitos, transportaram conteúdo dos principais meios de comunicação para novos públicos.
Mas agora, cada vez mais, são os podcasters, os vodcasters e os influenciadores que alcançam novos públicos nas redes sociais. E eles têm pelo menos alguma chance de alcançar os descomprometidos e persuadíveis. É por isso que Trump e Harris têm passado muito tempo com eles.
Está na moda culpar as redes sociais por todos os nossos males sociais atuais. Bloquear o acesso dos jovens às redes sociais é agora uma política bipartidária – embora mal definida – na Austrália. Afinal, é muito mais fácil responder às crises de saúde mental entre os jovens do que enfrentar a crise das alterações climáticas, que torna a depressão e a ansiedade quase inevitáveis.
Da mesma forma, os meios de comunicação tradicionais tendem a culpar as redes sociais pela disseminação de desinformação e pelo enfraquecimento do jornalismo de qualidade.
Mas isso está apenas parcialmente certo.
Pesquisas na Austrália e nos EUA mostraram que a grande mídia noticiosa estava em crise de confiança pelo menos desde a década de 1970, muito antes da Internet, e muito menos do Facebook e do TikTok. Estava, portanto, em péssimas condições para responder aos desafios de os meios de publicação estarem em muito mais mãos.
Enquanto isso, um artigo de pesquisa recente publicado na Nature sugere, com base num inquérito, que as notícias falsas e a desinformação não são tão influentes como podemos pensar.
A pesquisa mostrou que a maioria das pessoas tem baixa exposição a conteúdos falsos e inflamatórios e tendem a desconfiar deles. No entanto, uma margem estreita e partidária procura-o, acreditando em conteúdos que confirmam opiniões já consolidadas.
Isto sugere que o partidarismo político impulsiona o consumo de desinformação, pelo menos tanto quanto o contrário.
Existem alguns pontos positivos em tudo isso. O inquérito da Reuters Digital News Media mostra que os países que têm um forte investimento nos meios de comunicação de serviço público – como as emissoras públicas da BBC na Grã-Bretanha e a ABC na Austrália – têm taxas de envolvimento com notícias muito mais elevadas e mais envolvimento político.
Mas isso não se aplica aos EUA, onde a radiodifusão pública é minúscula.
Soluções? Não tenho respostas fáceis e os problemas são alvos que se movem rapidamente. Na altura das próximas eleições nos EUA, muitos cidadãos poderão estar a consumir notícias escritas por inteligência artificial. Se tivermos sorte, ou se os governos tiverem sido inteligentes nas suas respostas regulatórias, os robôs estarão agregando fontes confiáveis.
Mas não fomos inteligentes nem sortudos até agora.
Entretanto, com as areias a moverem-se debaixo de nós, se quisermos que os eleitores estejam bem informados, temos de encontrar uma forma de apoiar financeiramente e revigorar a missão jornalística – para além da conversa interna entre uma elite.
Margaret Simons é uma jornalista e autora freelance premiada. Ela é membro honorário principal do Center for Advancing Journalism e membro do conselho do Scott Trust, proprietário do Guardian Media Group.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre
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25 de setembro de 2026A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.
O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.
A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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