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A história interna de como uma aliança improvável de Trump e Biden levou ao histórico acordo de cessar-fogo em Gaza | Guerra Israel-Gaza
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2 anos atrásem
Emma Graham-Harrison and Andrew Roth
EUFoi uma flexibilização de poder sutil, mas significativa, por parte O novo enviado de Donald Trump ao Médio Oriente. Dez dias antes da posse presidencial de amanhã, ele ligou para Israel para anunciar que viria a Tel Aviv para se encontrar com Benjamin Netanyahu.
Trump exigiu um acordo para libertar os reféns de Israel antes de prestar juramento, e o homem encarregado de fazer isso acontecer foi Steve Witkoff – um promotor imobiliário de Nova Iorque confiante de que uma longa relação com Trump poderia compensar a falta de experiência diplomática.
Ele desembarcou no sábado passado, em pleno sábado judaico, quando o primeiro-ministro israelense não assume funções oficiais. Os assessores de Netanyahu disseram a Witkoff que ele teria de esperar algumas horas por uma reunião.
Witkoff, que é judeu, deixou claro que isso não aconteceria. Trump estava com pressa – e queria prosseguir com a missão.
Dois dias antes, o presidente eleito havia compartilhou um vídeo do economista Jeffrey Sachs chamando Netanyahu de “filho da puta profundo e sombrio”, poucas semanas depois de o líder israelense afirmar que os dois tiveram uma discussão política “calorosa”. Em todo o mundo, os governos estão a recalibrar a política para reflectir a abordagem francamente transaccional de Trump às relações internacionais – e Israel não é excepção. Netanyahu participou da reunião.
A primeira administração de Trump fez concessões diplomáticas importantes, incluindo reconhecendo Jerusalém como a capital israelense e A soberania de Israel sobre as Colinas de Golã ocupadas. Mas não tem o compromisso ideológico do presidente cessante, Joe Biden, que se descreveu como um sionista.
No início de Dezembro, Trump alertou nas redes sociais – em letras maiúsculas – que haveria “TODO INFERNO A PAGAR” se os reféns não fossem libertados até 20 de Janeiro.
No início do novo ano, o Hamas forneceu uma lista de reféns que seriam libertados mediante acordo, algo que Israel procurava há muito tempo. Isso foi interpretado como um sinal de que o grupo levava as negociações a sério.
Quando Witkoff conversou com Netanyahu, deixou claro o que Trump esperava do seu governo. Ele disse ao líder israelense: “O presidente tem sido um grande amigo de Israel e agora é hora de ser um amigo de volta”, disse o Jornal de Wall Street relatado.
Após essa reunião, Netanyahu ordenou uma delegação a Doha, no Catar, incluindo chefes de espionagem e um assessor de alto escalão, com mandato para chegar a um acordo. Foi o início da fase final e improvável de negociações que duraram mais de um ano.
No domingo passado, começaram as negociações.
As duas equipas de negociadores partiam todos os dias dos seus hotéis separados para a mesma residência do governo do Qatar, onde tinham quartos em pisos separados para garantir que nunca se encontrassem cara a cara.
Os mediadores – catarianos, egípcios e americanos – circularam entre as duas delegações durante conversações que se prolongaram pela noite toda, no dia mais longo que terminou apenas às 4 da manhã.
O acordo parecia estar ao alcance na quarta-feira, mas uma conferência de imprensa planeada com o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, foi adiada repetidas vezes, à medida que as conversações avançavam.
Quando Thani finalmente subiu ao pódio de Doha na noite de quarta-feira, poucos minutos depois de o acordo ter sido fechado. Witkoff esteve ao seu lado durante todo o processo, lembrando a todos – mesmo que apenas pela sua presença – as exigências de Trump.
O novo presidente queria marcar o seu regresso à Casa Branca com uma demonstração do poder americano e do prestígio pessoal.
Estava claro que a guerra na Ucrânia, da qual ele uma vez se vangloriou de terminar em 24 horas, precisaria de um pouco mais de tempo.
O acordo de cessar-fogo e libertação de reféns para Gaza que havia sido elaborado pela equipe de Biden meses antes, mas nunca selado, oferecia uma alternativa tentadora. Foi igualmente de grande visibilidade, mas talvez mais viável do que um acordo ucraniano, porque procurava – por enquanto – interromper o conflito em Gaza, e não acabar com ele definitivamente.
A primeira fase permite a libertação de reféns e prisioneiros palestinianos durante a interrupção dos combates e um aumento da ajuda a Gaza. As questões mais difíceis sobre o futuro de Gaza, incluindo a forma como será governada e se as forças israelitas manterão uma posição segura, foram deixadas em aberto, para serem abordadas na segunda fase das negociações.
Isso deixou espaço para Israel e o Hamas reivindicarem alguma forma de vitória, ao mesmo tempo que levantou sérias questões sobre quanto tempo o acordo irá durar. Mas trará a ajuda desesperadamente necessária aos palestinianos em Gaza e às famílias de alguns reféns que regressam a casa.
após a promoção do boletim informativo
Isso tornou o objectivo suficiente para trazer dois presidentes americanos para uma aliança improvável mas produtiva. Se ambos correram para reivindicam o fim da guerra como seu legadoa realidade é que foram necessários ambos para finalmente levar o acordo além dos limites.
Demorou mais de um ano para ser elaborado, com os detalhes gerais acertados em dezembro de 2023, logo após o fracasso de um acordo anterior de cessar-fogo e libertação de reféns. Nos meses que se seguiram, a equipe de Biden elaborou mais detalhes e em maio anunciou isso para o mundoreivindicou apoio israelense e obteve o endosso da ONU.
Depois as negociações ruíram, num “redemoinho” de aceitação e rejeição, onde cada pequena mudança na linguagem para trazer a bordo o lado mais relutante afastava o outro lado. A certa altura, os catarianos disseram que estavam a recuar numa mediação que parecia não levar a lado nenhum.
Um alto funcionário do governo dos EUA defendeu o esforço de meses da equipe de Biden para garantir um cessar-fogo, dizendo que os acontecimentos interromperam as negociações várias vezes quando um acordo parecia estar ao alcance, incluindo o mortes de seis reféns num túnel sob Gaza em Agosto.
Na altura, “concluímos basicamente que, enquanto Yahya Sinwar (líder e comandante militar do Hamas) estivesse vivo, não conseguiríamos um acordo para a libertação de reféns por cessar-fogo”, disse o responsável.
Alguns meses depois, Sinwar e líder do Hezbollah baseado no Líbano Hassan Nasrallah ambos foram mortos e o aliado iraniano Bashar al-Assad fugiu da Síria. Isso permitiu aos EUA pressionar o Hamas numa região “significativamente transformada”, na qual o grupo militante entendia que a “cavalaria” não estava vindo para ajudá-lo.
Após a vitória eleitoral de Trump, Biden propôs que os dois trabalhassem juntos em um acordo. O impulso final foi “historicamente quase sem precedentes e foi uma parceria altamente construtiva e muito frutífera” entre os dois campos, disse o responsável da administração.
O acordo, disseram, “foi o fruto de muitos meses, na verdade, ao longo de um ano de desenvolvimentos no Médio Oriente e de uma diplomacia extensa e extraordinária”.
Meios de comunicação dos EUA e de Israel relataram que Netanyahu recebeu concessões dos EUA para assinar o acordo, incluindo uma promessa de que terá o apoio dos EUA para continuar a guerra em Gaza se as negociações sobre uma segunda fase do acordo fracassarem, e uma promessa de revogar as sanções dos EUA contra colonos e extremistas. grupos.
Ambos poderão ajudar a neutralizar a resistência dos ministros de extrema-direita que juraram que a guerra só pode terminar com a “destruição” do Hamas. Os seus partidos apoiam o governo de Netanyahu.
Mas não houve qualquer confirmação de que Trump tenha oferecido a Netanyahu uma contrapartida pelo acordo, e a análise centrou-se, em vez disso, na dinâmica política em jogo entre os dois homens.
O primeiro-ministro israelense está “com medo” de antagonizar Trump, segundo um diplomata europeu.
“Eles tiveram o máximo apoio durante esta guerra e o que vem a seguir não é tão certo”, disse o diplomata. “Eles precisam trabalhar com Trump agora. Pelo menos no começo.”
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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