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A Índia está desaparecendo sob a China? – DW – 11/11/2024
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2 anos atrásem
Índia e ChinaO relacionamento de tem sido repetidamente testado por uma questão central: onde começa a nossa terra e termina a sua? O desacordo fronteiriço entre as duas potências nucleares levou a impasses armados durante décadas.
Agora, um vídeo despertou novamente as paixões na Índia: em uma reportagem para a NDTV, o editor científico da emissora de notícias indiana Pallava Bagla explica em suas palavras como a Índia está perdendo terras para a China . O repórter culpa as leis da natureza, as placas tectônicas, para ser mais preciso.
O que são placas tectônicas?
O TerraA crosta da Terra é como um quebra-cabeça, construído com muitas peças: existem algumas placas oceânicas gigantescas e muitas placas continentais ou “crustais” menores. No entanto, os cientistas discordam sobre o número exato de placas menores.
Essas placas “nadam” no manto derretido interno da Terra. Quando magma do núcleo do planeta bolhas onde há rachaduras, as placas se deslocam – geralmente alguns centímetros por ano.
Este fenômeno natural acontece há bilhões de anos e, na verdade, é totalmente normal. As placas se afastam, esfregam umas nas outras ou se encaixam umas nas outras. Como resultado, os continentes acima também se movem no que é conhecido como placas tectônicas.
O que há de único no prato indiano?
Há cinquenta milhões de anos, a placa indiana colidiu com a placa euroasiática, sobre a qual se encontra a China, com uma velocidade tal que criou um movimento de cerca de 30 centímetros (cerca de 12 polegadas) por ano.
A pesquisa sobre este evento histórico levou cientistas do Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ), trabalhando com colegas do Instituto Nacional de Pesquisa Geofísica da Índia e da Freie Universität Berlin em 2007, para apelidar o continente indiano de “o mais rápido do mundo”.
Foi motivo de comemoração? Não. O problema é que a velocidade tem seu preço.
Embora os empurrões e empurrões da placa indiana contra a placa da Eurásia tenham criado o Himalaia – a muito célebre e mais alta cordilheira do mundo – também causa fortes e regulares terremotos na região.
E – talvez ainda pior – está a causar constante perda de terras na Índia. A nação mais populosa do mundo deslocou-se cerca de 2.000 quilómetros (1.243 milhas) em direção ao norte da Ásia nos milhões de anos desde aquela colisão histórica.
A placa indiana move-se cerca de cinco centímetros por ano em direção à placa euroasiática e, com isso, “abaixo” da China.
A Índia acabará por desaparecer?
“Se a Índia continuar a empurrar-se para baixo da placa euroasiática, o país acabará por desaparecer”, disse Sabrina Metzger, geofísica da GFZ.
Mas Metzger também disse que a velocidade com que a placa indiana está a atacar a placa euroasiática continuará a diminuir.
“É assim que essas colisões funcionam”, disse Metzger, “em algum momento, elas param”. Na verdade, a placa indiana era muito mais rápida há milhões de anos.
Portanto, não há necessidade de entrar em pânico, disse Metzger, acrescentando que a Índia poderá perder terras por uma razão totalmente diferente, nomeadamente, por causa da aumento do nível do mar. E isso seria motivo de preocupação.
Fontes:
A rápida deriva da placa tectônica indiana, publicada por Kumar, P., Yuan, X., Kumar, M. et al. na revista Nature (outubro de 2007) https://gfzpublic.gfz-potsdam.de/rest/items/item_236014_3/component/file_236013/content
Está fervendo no Himalaia, de Felix Lorenz, publicado pela Konrad Adenauer Stiftung https://www.kas.de/en/country-reports/detail/-/content/es-brodelt-im-himalaya
Este artigo foi publicado originalmente em alemão.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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