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A lógica oculta por trás do sobe e desce do Ibovespa – 03/01/2025 – De Grão em Grão
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2 anos atrásem
Michael Viriato
Quando você entra em uma sala escura, o instinto é procurar o interruptor. No mercado financeiro, a luz que ilumina o caminho de valorização de um índice como o Ibovespa muitas vezes está em duas variáveis fundamentais: os lucros das empresas e o múltiplo preço/lucro (P/L). Essa equação simples ajuda a explicar movimentos complexos do mercado, mas será que estamos interpretando os sinais corretamente?
Historicamente, a valorização de um índice como o Ibovespa pode ser desmembrada em dois componentes principais: o crescimento dos lucros das empresas e a expansão ou contração do múltiplo P/L. Essa relação foi amplamente explorada por estudiosos como Aswath Damodaran, que destaca como as condições macroeconômicas, a percepção de risco e as expectativas dos investidores afetam diretamente esses fatores. Em momentos de alta inflação e juros elevados, como o que vivemos agora, os múltiplos tendem a contrair, o que pode neutralizar o impacto de um crescimento nos lucros.
Para entender o momento atual, olhemos para os dados: o fluxo de estrangeiros na B3 foi negativo em R$ 32 bilhões em 2024, enquanto as pessoas físicas adicionaram R$ 31 bilhões, segundo dados da B3. Isso levanta uma questão intrigante: será que o investidor brasileiro, ao contrário do estrangeiro, está enxergando algo diferente? Ou será que está ignorando as influências macroeconômicas que podem limitar o potencial de valorização da Bolsa?
Os lucros das empresas, um dos motores dessa equação, têm mostrado resiliência em diversos setores, impulsionados por um crescimento econômico acima das expectativas. Porém, a alta dos juros de longo prazo, com a Selic acima de 12%, e o aumento do risco percebido pelos investidores dificultam a expansão dos múltiplos. Para o Ibovespa, isso significa que, embora os lucros cresçam, a valorização pode ser limitada pela contração do P/L.
O comportamento das pessoas físicas no mercado também chama atenção. A alta taxa de juros favorece a renda fixa, mas muitos investidores brasileiros continuam a optar pela Bolsa. Será que isso reflete um otimismo sobre o futuro econômico ou uma falta de compreensão sobre os riscos embutidos no cenário atual? A saída dos estrangeiros, geralmente mais avessos a riscos em mercados emergentes durante períodos desafiadores, pode ser um indicativo de que o ambiente ainda exige cautela.
Outro ponto que não pode ser ignorado é o impacto das expectativas. Como os investidores reagem às projeções econômicas – seja para inflação, crescimento ou política monetária – influencia diretamente o comportamento dos múltiplos. E aqui surge o paradoxo: enquanto os fundamentos econômicos justificam um certo otimismo com o crescimento de lucros, os múltiplos refletem a incerteza de um cenário macroeconômico volátil.
O investidor que deseja navegar nesse cenário precisa equilibrar duas visões: uma ancorada nos fundamentos das empresas e outra que considere os ventos macroeconômicos que afetam os múltiplos. Além disso, observar o comportamento dos diferentes atores no mercado – como pessoas físicas e estrangeiros – pode oferecer pistas valiosas para ajustar suas estratégias.
Portanto, ao analisar a Bolsa, não basta olhar apenas para o crescimento de lucros ou para a atratividade do múltiplo P/L isoladamente. É necessário entender como ambos se movem, influenciados por fatores externos como juros, inflação e fluxo de investidores. Somente com essa visão integrada será possível identificar se o mercado está oferecendo uma oportunidade ou um risco.
No final, a pergunta permanece: estamos subestimando a visão do investidor estrangeiro ou superestimando nossa capacidade de prever o futuro? O mercado financeiro não oferece respostas fáceis, mas estudar e entender os fatores que movem o índice pode fazer toda a diferença. Como escreveu o economista Robert Shiller, vencedor do Prêmio Nobel, os mercados refletem mais psicologia coletiva do que pura racionalidade. Cabe a cada investidor decidir se segue a manada ou constrói uma estratégia com base sólida.
Michael Viriato é assessor de investimentos e sócio fundador da Casa do Investidor.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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15 horas atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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