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A ordem que fez Cristiano Zanin cair em contradiçã…

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A ordem que fez Cristiano Zanin cair em contradiçã...

Matheus Leitão

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu uma ordem incomum na sessão da Primeira Turma realizada nesta terça-feira, 22. Ele quis que todos os presentes, inclusive os advogados do caso em julgamento, guardassem seus celulares em envelopes lacrados.

A consequência mais imediata da decisão do ministro é fazer com que ninguém possa gravar a sessão em vídeo ou áudio. Indiretamente, no entanto, a ordem de Zanin só contribui para alimentar teorias conspiratórias a respeito de uma inexistente perseguição aos réus do 8 de Janeiro.

Quando era advogado, o ministro reclamou de medida semelhante, à época determinada pelo então juiz federal Sergio Moro, responsável pelos casos da extinta Operação Lava Jato.

O ano era 2017 e Zanin defendia Lula em um caso que envolvia também Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS – que hoje funciona sob o nome de Metha, na tentativa de se livrar da péssima imagem que conquistou com as revelações feitas pela investigação. Era parceiro de Zanin o também advogado e ex-deputado federal Roberto Teixeira.

A imprensa registrou que Moro escreveu na ata de uma audiência do caso que “houve uma grave irregularidade consistente na gravação de vídeo da audiência por um dos presentes sem que tivesse havido autorização do juízo”. O ex-juiz disse ainda que “nenhuma parte tem direito de gravar áudio ou vídeo da audiência sem autorização expressa deste juízo”.

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Zanin e Teixeira consideraram a decisão arbitrária. A Ordem dos Advogados do Brasil, então presidida pelo advogado gaúcho Claudio Lamachia, reagiu dizendo que não caberia a Moro definir se os advogados poderiam ou não gravar a sessão.

Hoje, a OAB também contestou a decisão de Zanin. A coluna procurou a entidade, atualmente presidida pelo amazonense Beto Simonetti. Por meio de sua assessoria, a Ordem respondeu que apresentará ao Supremo uma solicitação para que a medida seja revista e que os advogados possam ficar com seus celulares fora do envelope de Zanin.

A história remete a um ditado muito presente no dia a dia do brasileiro. O dizer é o seguinte: no olho alheio, pimenta é refresco.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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