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A pintora Tarsila do Amaral ou as ambiguidades do modernismo, no Museu do Luxemburgo

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Tarsila do Amaral (1886-1973) é a maior figura da criação artística no Brasil do período entre guerras. Embora tenha feito muitas visitas à França, nunca havia sido objeto de uma retrospectiva lá. O apresentado pelo Museu do Luxemburgo em Paris reúne cerca de 150 obras e documentos. Mas, por ser bastante exaustivo, suscita pensamentos contraditórios, ao ponto do desconforto.

O artista nasceu em 1886, em uma família de classe média alta do estado de São Paulo, à frente de fazendas, grandes propriedades dedicadas ao café. A sua infância e adolescência conformam-se com esta confortável situação: uma boa educação, um tutor belga para falar francês, aulas de piano, uma primeira viagem à Europa aos 16 anos e um casamento aos 18 com um primo da sua mãe, união que dura pouco tempo. A jovem preferiu a pintura ao piano, que estudou em São Paulo, depois em Paris, para onde foi em 1920. Académie Julian, Louvre, primeira pintura aceita no Salão da Sociedade de Artistas Franceses em 1922, impressionismo tardio: primeiro acima de tudo, está longe de ser o que agita a vida intelectual parisiense. Mas ela rapidamente percebe isso.

Retornando a São Paulo em 1922, juntou-se aos escritores que se autodenominavam “modernos”, fundou com eles um grupo, uniu-se ao poeta e ensaísta Oswald de Andrade (1890-1954), e retornou com ele a Paris em 1923. Em Em março, matriculou-se em aulas com André Lhote, que se dizia cubista. O casal conheceu Blaise Cendrars, graças a quem conheceram Constantin Brancusi, Georges Braque, Sonia e Robert Delaunay, Pablo Picasso… Em outubro, ela seguiu brevemente os ensinamentos de Fernand Léger. Sua facilidade financeira lhe permitiu adquirir obras de seus novos amigos. A iniciação é, portanto, rápida e os seus efeitos são claramente visíveis: linhas geométricas, planos frontais de cor e volumes curvos modulados à la Léger. Ela aplicou essas soluções plásticas nas paisagens do Brasil, para onde retornou em dezembro de 1923 e onde Cendrars se hospedou no início de 1924.

Cobra Primordial e Ovo

Nos anos que se seguiram, o casal Amaral-Andrade corporizou o modernismo brasileiro no Brasil e na França, ela em suas telas intensamente coloridas compostas de poucas linhas retas ou curvas, e ele em seus poemas e ensaios. Eles vivem alternadamente nos dois países, onde expõe com sucesso.

Sob árvores de troncos cilíndricos e palmeiras ovais, ela revela uma fauna meio real, meio imaginária e formas humanas muito desproporcionais, como os nus de Picasso. Abaporu (1928) é o arquétipo: um corpo com pernas e pés direitos alargados e uma cabeça minúscula, sentado perto de um cacto sob um sol redondo. O desenho é publicado no centro de Manifesto antropofágico publicado por Andrade em maio de 1928. Este texto, mais lírico do que límpido, pretende ser a certidão de nascimento de uma arte brasileira na qual as culturas indígenas indígenas e a cultura ocidental se uniriam. Andrade cita o mito da grande serpente e exalta a resistência dos povos indígenas à aculturação colonial. O canibalismo invocado no título seria a metáfora dessa resistência. Esse “antropofagia” híbrido, Amaral pinta: boi com chifres muito longos na mata, cobra e ovo primordial, vegetação com formas sexuadas. E, sempre, verdes e azuis intensos.

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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