POLÍTICA
A previsão sombria de Bolsonaro sobre sua prisão
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12 meses atrásem
Da Redação
Perto de ser julgado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que teme ser envenenado caso seja preso. O STF decidirá nos próximos dias se aceita a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente e mais sete acusados de envolvimento na trama golpista após as eleições de 2022.
Ao podcast Flow, Bolsonaro falou na última sexta-feira, 14, sobre sua trajetória política até o Palácio do Planalto e se comparou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Minha vida é feita de coisas. Até a facada foi um milagre. Médicos dizem que, de cada cem, só um sobrevive. É igual ao Trump com o tiro na orelha. Temos muita coisa em comum, exceto a fortuna”, afirmou ele.
“Precisam me eliminar”
O ex-presidente prosseguiu dizendo que não vai morrer na prisão. “Deus não me colocou aqui para morrer atrás das grades. Se me prenderem, vão me matar. Não tenho a menor dúvida de que serei envenenado. Não é de interesse que me vejam preso, porque vou dar dor de cabeça. Precisam me eliminar”.
O presidente da 1ª Turma do STF, ministro Cristiano Zanin, marcou para o dia 25 de março o julgamento, após a denúncia ser liberada na quinta-feira para análise pelo ministro Alexandre de Moraes. Caso seja aceita pela Corte, Bolsonaro e os outros sete acusados se tornarão réus por tentativa de golpe de estado.
Na entrevista de ontem, Bolsonaro também falou sobre o tenente-coronel Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens. Na sua delação, o militar declarou que o ex-presidente redigiu um decreto para instaurar uma “estado de defesa” com o objetivo de impedir a posse de Lula. “Ele fala muita coisa. Algumas coisas são verdade, mas outras eu fico pensando: ‘Como o cara teve conhecimento disso, se nem eu estava sabendo?’”, questionou Bolsonaro.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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