NOSSAS REDES

ACRE

A relação entre hidratação e névoa mental no climatério – 22/11/2024 – Pintando um Clima

PUBLICADO

em

Susana Bragatto

Quase toda santa amiga 40+ parece ter a mesma queixa ultimamente: de repente, ao entrar na peri*, a cabeça fica uma merda, a chave é esquecida quatrocentas vezes, não dá pra concentrar nem em joguinho de sudoku, e os lapsos de memória chegam a ser assustadores: até o nome do marido uma esqueceu outro dia. “Foi só um instante, mas, juro: fiquei assustada”, me disse.

Apelidado de nevoeiro ou névoa mental (em inglês, “brain fog”), o comprometimento cognitivo é um dos sintomas comuns do climatério, e pode aparecer anos antes da menopausa.

A oscilação e queda dos níveis de estrogênio nesse período afetam o funcionamento cerebral e podem gerar dificuldade de concentração, problemas de memória e uma sensação mezzo bizarra, mezzo apavorante de subitamente perder as palavras e a capacidade de se expressar e entender as cousas da vida.

Os desafios e soluções podem ser vários, e sempre vale a pena checar com seu especialista, mas um truque simples pode fazer a diferença – e mais do que você pensa: beber água.

Por que seu cérebro ama água

Hidratar-se parece um conselho simples, desses chatos-de-toda-a-vida, mas tem um impacto profundo na saúde cerebral.

O cérebro é feito de 75% de água, e até mesmo uma leve desidratação pode comprometer a concentração, a memória e o raciocínio lógico. Manter-se hidratada ajuda a manter o fluxo sanguíneo correto, garantindo que nutrientes e oxigênio cheguem ao cérebro de forma eficiente. Isso é crucial, por exemplo, pra produção de neurotransmissores, substâncias químicas responsáveis pela comunicação entre neurônios.

Entre outras consequências nefastas, a desidratação, mesmo leve, pode aumentar os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, o que por sua vez pode intensificar a sensação de ansiedade e confusão mental.

Além disso, a diminuição de água no organismo pode levar à fadiga, irritabilidade e dificuldade de processar informações. Isso acontece porque o cérebro trabalha mais lentamente quando não está adequadamente hidratado.

Estudos indicam que beber água pode melhorar a performance cognitiva em até 20%!

A importância da hidratação no climatério

Durante o climatério, as alterações hormonais — especialmente a queda de estrogênio — tornam o corpo mais suscetível à desidratação. Entre outras 13408157098 coisas, esse hormônio, ora ora, é fundamental pra regular a retenção de líquidos e a sensação de sede.

A desidratação nessa fase pode repercutir de mil formas no nosso corpinho, gerando mais fadiga mental, afetando processos cognitivos, mas, também, exacerbando o estresse (por sua relação com o aumento de cortisol, ou a falta de detox deste) e piorando sintomas como dores de cabeça, fogachos e suores noturnos.

Aliás, estes dois últimos formam um círculo vicioso com a desidratação: esta pode piorá-los, e por sua vez aqueles podem levar a mais desidratação.

Em resumo: além do impacto neurológico direto, a desidratação também pode afetar seu bem-estar e qualidade do sono, o que também pode piorar a névoa mental no dia a dia.

Como se hidratar

Hidratar-se é fácil, barato e simples – e seu cérebro (e corpinho) climatérico vai festejar. Anote essas dicas:

  1. Beba água regularmente, principalmente na primeira metade do dia – uma boa medida seria um copo d’água a cada hora. Tomar água pela manhã desperta o metabolismo, estimula a digestão e ajuda o cérebro a funcionar melhor. Além disso, evita acúmulo de líquidos à noite, reduzindo desconfortos como inchaço e ter que despertar mil vezes pra fazer xee-xee.

  2. Não espere sentir sede e crie lembretes se necessário: a percepção de sede pode se ver diminuída durante o climatério por conta das mudanças hormonais. Você pode estar desidratada antes de sentir sede. Programe aquele alarmezinho xxxperto no celulu!

  3. Cuidado com diuréticos como café e chá preto: acompanhe-os de um copo d’água antes ou depois pra evitar desidratação;

  4. Preste atenção aos sinais: urina escura, boca seca, cansaço, sonolência, dor de cabeça e, claro, névoa mental podem ser indícios de que falta água, miga!

(Siga meu perfil no Instagram)


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

//www.instagram.com/embed.js



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS