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A sangrenta guerra dos cartéis do México se intensifica à medida que o mito do ‘bom narcotraficante’ se desgasta | México
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Thomas Graham in Culiacán
euNo Natal passado, o cartel de Sinaloa fez um espetáculo ao enviar presentes de marca para hospitais infantis. Este ano, uma guerra sangrenta entre facções rivais da notória máfia da droga mexicana lançou uma sombra sobre o feriado, deixando a feira de Natal de Culiacán quase vazia e a cidade silenciosa à noite.
Sinaloa sempre teve uma relação complexa com seus narcotraficantes, que se retratam como bandidos generosos com um código de conduta. Mas como a guerra entra no quarto mêscom mais de mil mortos ou desaparecidos, o mito do narcotraficante bom está se esgotando.
O conflito foi desencadeado pela prisão de dois dos chefes do crime mais poderosos do México em El Paso, Texas. Ismael “El Mayo” Zambada, que fundou o cartel de Sinaloa com Joaquín “El Chapo” Guzmánfoi detido junto com um dos filhos de Guzmán depois que um pequeno avião pousou nos EUA.
Poderia acusado Filho de El Chapo de traí-lo e entregá-lo às autoridades dos EUA. Agora, uma facção liderada pelo filho de El Mayo está em guerra contra outra, liderada pelos dois filhos de El Chapo, que permanecem livres em México.
A violência imprevisível e por vezes espectacular suspendeu a vida normal e provocou reflexão em Sinaloa sobre seu relacionamento com seus narcotraficantes.
Um argumento ouvido em Culiacán é que a velha guarda – figuras como El Chapo e El Mayo – tinha regras: forneciam esmolas, certos serviços, uma espécie de lei. E eles deixaram os inocentes fora disso.
Mas El Chapo e El Mayo estão agora nas prisões dos EUA. E seus filhos – uma nova geração de narcotraficantes que cresceu rico – são diferentes.
Os moradores locais apontam para 17 de outubro de 2019 como o momento em que isso ficou claro.
Quando as autoridades mexicanas prenderam Ovidio Guzmán um dos filhos de El Chapo seus sicários tomaram conta da cidade por 24 horasdisparando contra as forças de segurança e matando três civis. O governo libertou Guzmán em poucas horas.
“O pacto não escrito de não tocar nos cidadãos, nos inocentes, foi destruído”, disse Miguel Calderón, coordenador do Conselho de Estado de Segurança Pública, uma ONG.
A intensidade prolongada da guerra actual confirmou-o.
Ao longo dos trilhos do trem em Culiacán, onde centenas de famílias deslocadas vivem em cabanas improvisadas, um homem, que pediu para permanecer anônimo, disse que costumava ouvir seus pais e avós falarem sobre a velha guarda com respeito.
“El Chapo e El Mayo costumavam dizer, mulheres e crianças, pessoas inocentes – não devem ser tocadas. Mas agora estão recrutando à força pessoas que nem sabem usar uma arma, até mesmo crianças.”
“Antes havia mais respeito pela vida das pessoas comuns”, disse ele, amargo, mas resignado. “Agora eles só querem vencer a guerra, aconteça o que acontecer.”
Num outro bairro, onde um quarteirão foi isolado enquanto os soldados se preparavam para invadir uma casa segura, um grupo de mulheres disse que alguns rapazes costumavam fumar erva, mas desapareceram há 10 dias.
As mulheres – todas mães – começaram a falar sobre os filhos de amigos e parentes que haviam aparecido mortos.
“Não existe narcotraficante bom”, interrompeu uma delas, acrescentando que seu filho era viciado em drogas. “Como você pode me dar uma esmola quando está envenenando meu filho?”
“Eles deveriam ir para o campo, matar uns aos outros lá e nos deixar em paz”, disse ela, enquanto os outros murmuravam seu acordo.
“Hoje sinto uma raiva, uma exigência para que desta vez fique claro de uma vez por todas que o inimigo público número 1 é o crime”, disse Calderón.
“Antes não era tão claro”, acrescentou. “El Chapo entregava cestas básicas no Natal, ou El Mayo consertava uma escola e eles davam uma festa. Foi uma espécie de marketing para se aproximar da comunidade. Depois disso, não acho que será tão fácil.”
Mesmo assim, a nova geração não desistiu disso. Além do derramamento de sangue, há uma guerra de propaganda paralela para reivindicar o manto do bom narcotraficante.
Perto da feira de Natal, um homem disse que um pequeno avião havia sobrevoado, espalhando panfletos, e que a facção de El Mayo apareceu para distribuir cartões de visita com um número, dizendo-lhes para ligarem se alguém tentasse extorquir.
Ele começou a relembrar os bons e velhos tempos, antes da extorsão existir – depois riu.
“Não vou ligar para esse número de jeito nenhum.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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