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Ações de mídia dos EUA disparam com vitória de Trump – 08/11/2024 – Mundo

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Gustavo Zeitel

A eleição de Donald Trump provocou um crescimento nas ações das empresas de comunicação americanas de capital aberto, mostra um levantamento feito pela revista britânica Press Gazette. É um sinal de que o mercado aposta agora no crescimento econômico da mídia tradicional durante o segundo mandato do republicano.

Em geral, a valorização da imprensa, entre canais de televisão, jornais, revistas e sites, ficou acima do índice S&P 500, que analisa o desempenho do mercado dos EUA. A New York Times Company, do jornal The New York Times, registrou um aumento de 6,4% nas ações desde a segunda-feira (4). Seu valor caíra, com o relatório de lucros do terceiro trimestre, para US$ 55,80 (cerca de R$ 320). A Local Gannett, que controla o jornal USA Today, teve um salto de 12% nas ações. Entretanto, seu preço de mercado caiu no terceiro semestre, uma perda de US$ 19 milhões (quase R$ 110 milhões).

Já a IAC, controladora do Daily Beast e da Dotdash Meredith, viu suas ações subirem 10% entre segunda e quinta-feira. Em comparação com o mês anterior às eleições, o crescimento foi de 5,6%. A News Corporation e a Fox Corporation, ambas empresas do magnata Rupert Murdoch, também registraram aumentos, porém menores em relação aos dos meios de comunicação identificados com o Partido Democrata.

A valorização da mídia tradicional se deve, também, à necessidade de checar fatos, em governos que disseminam a desinformação. Trump é conhecido por seu comportamento hostil em relação à imprensa. Dois dias antes da apuração, ele atacou, num discurso, algumas das principais emissoras de TV dos EUA. O republicano eleito afirmou que a CNN e a MSNBC fazem parte do seu campo inimigo. “Para me vencer, precisam disparar notícias falsas contra mim. Eu não me importo com isso”, disse.

Em outro, Trump atacou a CBS News afirmando que a emissora havia editado uma entrevista de 60 minutos com a oponente Kamala Harris para “encobrir a fraqueza da ‘salada de palavras’ de Kamala”. Ele disse que pretendia retirar licenças de transmissão dos canais que, em sua visão, o tratam com injustiça.

Ex-conselheiro do Conselho de Segurança Nacional de Trump, Kash Patel, cotado para cargos na nova administração, já havia insistido que um novo governo republicano processaria jornalistas por ajudarem Joe Biden a “fraudar as eleições presidenciais”. Segundo a Press Gazette, a mídia tradicional americana registrou um aumento no número de assinantes durante o primeiro mandato de Trump. Resta, no entanto, saber se o fenômeno se repetirá.

No momento, há um debate sobre a influência da imprensa na realidade dos Estados Unidos. De acordo com uma pesquisa da Universidade Northeastern, esse poder está diminuindo. No caso de eleitores de Kamala, 35% citam amigos, família e redes sociais como principais fontes de informação para decidir seu voto na eleição, e 32% apontam a imprensa. Já entre eleitores de Trump, 42% dizem se informar por meio meio de amigos e das redes sociais —apenas 23% acompanham a mídia tradicional.

Em uma reportagem, a revista britânica The Wire mostrou que, na reta final da campanha, Trump passou longas horas em podcasts apresentados por conservadores. Esse canal serviu ao presidente eleito para humanizar a sua figura e chegar a um eleitorado jovem e apolítico.

Há duas semanas, o comediante Joe Rogan, conhecido por ser o maior podcaster do mundo, conversou por mais de três horas com Trump, de quem é apoiador. Segundo o Spotify, Joe Rogan Experience soma 5,5 bilhões de visualizações. No YouTube, ele acumula 18,3 milhões de inscritos. Ao saber dos resultados das eleições, Rogan escreveu um palavrão no X, compartilhado 33 mil vezes na internet. Há dois anos, o comediante espalhou afirmações falsas sobre a pandemia e foi cancelado por parte do público



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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