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Acre vai receber R$ 5,2 milhões do governo para prevenção à violência contra a mulher

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O estado do Acre vai receber R$ 5,2 milhões para o investimento em ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. O repasse dos recursos pelo Governo Federal vai garantir a construção de três Casas da Mulher Brasileira (CMB) e o reforço das políticas públicas para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Em Rio Branco (AC), a titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SNPM), Cristiane Britto, reafirmou o compromisso do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) com a pauta das mulheres.

Na presença do governador do estado, Gladson Cameli, e da vice-prefeita da capital, Marfisa Galvão, a secretária também aproveitou para fazer um apelo. “Esperamos que o governo e o sistema de justiça locais contribuam para o fortalecimento da rede de proteção e que implementem novos equipamentos para garantir às mulheres o acesso ao atendimento adequado”, reforçou.

Além da capital acreana, receberão uma unidade da Casa da Mulher Brasileira os municípios de Cruzeiro do Sul e Epitaciolândia. O custo total das novas instalações será de R$ 4,5 milhões. Os recursos são oriundos do Ministério da Defesa.

Ainda serão investidos R$ 120 mil na compra de viaturas e R$ 250 mil na instalação de um Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (NUIAM) que funcionará junto à Delegacia Regional de Rio Branco. Outros R$ 100 mil foram repassados para o projeto focado no enfrentamento à violência contra a mulher indígena no campo.

Parceria
Para coibir a violência doméstica e familiar, a temática será abordada por meio de ações educativas previstas em termo de cooperação técnica firmado entre o MMFDH, governo estadual, Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil, Universidade Federal do Acre, Assembleia Legislativa do Estado e Polícias Civil e Militar.

O acordo para a implementação dos programas Maria da Penha vai à Escola e Maria da Penha vai à Aldeia terá duração de 60 meses. Nesse período, vão ser realizadas atividades nas escolas públicas do estado do Acre para a divulgação, promoção e a formação acerca da Lei Maria da Penha (Lei N. 11.340/2006).

As ações articuladas serão integradas às áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação. A expectativa é de que a iniciativa encoraje as mulheres a denunciar mais.

“A saída para superarmos a situação de violência extrema, que nos coloca entre os cinco países que mais mata mulher no mundo, passa pela educação das crianças. A expansão desse projeto é de extrema importância porque as crianças possuem potencial para alterar o comportamento de familiares”, disse a titular da SNPM.

Empreendedorismo feminino
Durante a inauguração da Escola de Gastronomia e Hospitalidade Mirian Assis Felício, a secretária destacou a importância do incentivo ao empreendedorismo feminino para estimular a autonomia financeira das mulheres e garantir novas oportunidades às nano empreendedoras. “Desde o início da pandemia, em março, 7 milhões de brasileiras perderam seus empregos”, lembrou Cristiane Britto ao falar sobre o desafio gerado pelo contexto atual.

A escola, localizada na Cidade do Povo, deve receber cerca de 680 alunas a partir de 2021. “Serão ofertados cursos técnicos na área de tecnologia, turismo, gastronomia, hospitalidade e lazer. A previsão é de que aulas comecem até março”, destacou a primeira-dama do estado, Ana Paula Cameli.

Segurança alimentar
Na oportunidade, também foi realizada a entrega simbólica de cestas para 50 mulheres da região. A doação marcou o início da distribuição dos alimentos fornecidos pelo Governo Federal por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Ao todo, mais de 3,5 mil cestas de alimentos serão distribuídas para garantir a segurança alimentar no estado. O investimento para a compra dos produtos foi de R$ 350 mil.

A distribuição das cestas, realizada em parceria com o governo estadual, faz parte do plano de contingência da pandemia de Covid-19, lançado pela SNPM.

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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