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Acreana Raissa Barbosa revela porque não mora com o filho: “O pai dele me agredia”
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5 anos atrásem
A acreana Raissa Barbosa apareceu aos prantos nos stories de seu Instagram, na noite deste sábado (13), para finalmente desabafar sobre o por que ela não mora com o filho de 11 anos. A ex-Fazenda já vinha sendo questionada pelos fãs sobre o assunto há um tempo, mas só agora resolveu explicar todo imbróglio familiar que envolve alienação parental, ameaças e agressões físicas.
“Na época em que eu morava com o pai dele, ele me batia muito, me espancava e depois pedia desculpa. Era abusivo da pior espécie. Me enganava, mentia, me traía, fazia várias coisas e eu sempre chamava a polícia pra ele, fazia boletim de ocorrência e nada acontecia. Aí a gente teve o Felipe e nos 13 primeiros dias do meu resguardo da cesárea ele me bateu porque eu queria ir pra escola estudar e pedi pra ele ficar com a criança e ele não quis. Ele me bateu, eu saí correndo, chamei a polícia, tentei fazer B.O, mas sempre a polícia ia lá, ia embora e nunca dava nada”, conta a ex-Miss Bumbum.
Segundo Raissa, após uma dessas agressões, a sogra pediu para tomar conta do menino por dois dias para que ela se acalmasse e desde então nunca mais conseguiu pegar a criança de volta. “A mãe dele pediu pra ficar com o Felipe dois dias e disse ‘vem buscar depois quando estiver mais calma’. Quando eu voltei dois dias depois, eu voltei com meu tio e minha avó. Ele (o ex) estava com um facão grande e me ameaçou e não me deixou levar meu filho. Todas as vezes que eu ia pegar meu filho ele me ameaçava, corria atrás de mim, me batia, me agredia, eu sempre chamava a polícia e de nada adiantava. Até que um dia eu não fui mais, estava cansada de apanhar”, diz a modelo, que garante ter se arrependido dessa decisão.
“Me arrependo, porque eu não pude cuidar do meu filho. E eu não tinha ninguém pra me dizer que ninguém podia tirar um filho de uma mãe. Minha mãe também tinha medo do pai do meu filho, todo mundo tinha medo dele, porque ele era muito agressivo. Meu filho foi acabando ficando lá, porque o pai dele me batia e me agredia. O pai do meu filho fala pro meu filho que eu não gosto dele, que eu abandonei ele, um monte de coisa ruim de mim”, afirma.
Ainda de acordo com Raissa Barbosa, agora o ex vem tentando atingi-la desde que criou uma conta no Instagram para o filho. “Agora ele está usando o Instagram da criança pra falar. É por essas e outras que eu não queria que ninguém soubesse o Instagram do meu filho e nem sigo a conta dele. Agora ele (o ex) está usando o Instagram do meu filho pra coisa ruim”, conta a ex-Fazenda, que mostrou prints do filho questionando por que ela não o segue no Instagram.
“Eu não sei o que eu faço. Isso é alienação parental, gente. Ele faz isso há muito tempo com a criança. Eu não queria que ele tivesse Instagram. Da outra vez que ele teve Instagram eu consegui excluir porque fui eu quem criei a conta. A única coisa que posso fazer é pedir a um advogado pra que ele não tenha a conta porque eu não autorizo”, garante.
Por fim, ela diz que o ex-companheiro vem usando o menino e pediu aos fãs que denunciem o perfil da criança, que na verdade vem sendo utilizado pelo pai. “Minha mãe me contou que quando eles estavam lá no meu apê gravando pro Youtube do Felipe, o Felício praticamente obrigou o menino a gravar, porque ele não queria gravar. Ele está usando o menino e eu não posso fazer nada. Eu só peço que vocês não compactuem com isso, não sigam a conta dele, porque eu não autorizo que ele tenha Instagram. Eu peço que vocês denunciem a conta dele, porque ele só tem 11 anos e não tem idade pra ter Instagram. Ele está respondendo os fãs de forma grossa, não é a criança quem está fazendo isso, é o pai dele”.
FONTE: IG
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário