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Acreana sofre golpe de R$ 10 mil após conhecer “gringo” em app
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5 anos atrásem
Uma acreana identificada por M.S.F.R, de 60 anos, relatou ao ac24horas ter sido vítima do Golpe do Amor na última semana. Segundo ela, um estrangeiro, supostamente do Reino Unido, teria lhe aplicado um golpe de R$ 10 mil. A mulher destaca que apesar do golpe ser conhecido, os bandidos usam sites de relacionamento, como Tinder e Badoo, para demonstrar interesse sentimental na pessoa.
Porém, com o passar do tempo, após adquirir a confiança da suposta parceira afetiva, eles prometem casar e para isso, dizem estar enviando uma embalagem com inúmeros presentes, como anel de casamento, celular e grande quantia em dinheiro.
No entanto, após supostamente enviar os luxuosos presentes, os golpistas, enfim, decidem aplicar o golpe nas vítimas. Eles alegam que os presentes ficaram presos na Alfândega do Brasil e, para retirar as regalias, a vítima precisa efetuar um depósito.
A fim de dar veracidade ao envio dos tais bens/documentos, os golpistas chegam a criar sites falsos de empresas de remessas expressas (courier), inclusive com falso rastreamento da suposta encomenda. “Ao todo o presente dava mais de R$ 200 mil reais. Depois ele me ligou e disse que o presente tinha ficado retido e precisava depositar R$ 10 mil para que a Receita Federal liberasse. Isso já faz algumas semanas e nada, perdi o pouco que tinha. Ele era tão educado e gentil, nunca imaginei que ia ocorrer isso, achei que era coisa que não acontecia comigo”, comentou a vítima.
A mulher, bastante emocionada, disse que não pretende registrar boletim de ocorrência em uma delegacia de Polícia Civil. O motivo é que não quer exposição e nem tem provas contra o golpista.
Sobre o golpe
Somente esse ano, a Receita recebeu mais de 150 chamados pedindo informações para efetuar depósitos particulares para terem liberados valores ou encomendas supostamente retidos. O Golpe do Amor, segundo a Receita Federal, é realizado dessa forma: os golpistas criam perfis falsos nas redes sociais, geralmente passando-se por estrangeiros em boas condições financeiras e com empregos prestigiados e estáveis. Eles se envolvem emocionalmente com a vítima, declaram-se apaixonados e manifestam intenção de casamento com o envio de volumes contendo presentes diversos, como óculos, bolsas, celulares, anéis de ouro para o “noivado”, dinheiro em espécie ou documentos do exterior por remessa expressa ou postal ou por meio de um viajante.
O nome foi dado porque a Receita Federal já recebeu relatos de casos em que golpistas fizeram propostas de casamento e anunciaram que mandariam caixas contendo presentes diversos para conseguir enganar as vítimas. Há casos em que os golpistas afirmam que desejam morar no Brasil e a suposta encomenda retida na alfândega seria parte de sua mudança, ou algo de valor enviado a título de presente para a vítima.
Dados da alfândega destacam que em 2019 eram recebidas cerca de 12 ligações desse tipo por dia. O número passou para uma média de 24 em 2020 e em 2021, que ainda nem chegou a metade, já são cerca de 35 por dia.
O ‘golpe do amor’ funciona do seguinte modo:
O grupo levanta informações pessoais das vítimas, a maioria entre 40 e 70 anos, e entra em contato com elas através de sites e aplicativos. O golpista, então, se passa por um estrangeiro de outra nacionalidade e se apresenta como engenheiro ou piloto. Depois, ganha intimidade com a vítima e pede o telefone pessoal.
Após estabelecer uma relação virtual com a mulher, promete que vai visitá-la no Brasil e diz que quer enviar presentes. Entre eles, celulares, roupas e dinheiro. Uma pessoa que se passa por um funcionário da Receita Federal ou de uma transportadora diz que teve um problema nas mercadorias que seriam enviadas e pede que a vítima pague uma taxa entre R$ 1,5 mil a 5 mil reais para que os produtos sejam entregues. O suposto funcionário da empresa ou transportadora manda uma conta para que o depósito seja realizado.
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Proint realiza atividade sobre trabalho com jovens aprendizes — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
7 de maio de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint), da Ufac, promoveu um encontro com jovens aprendizes para formação e troca de experiências sobre carreira, tecnologia e inovação. O evento ocorreu em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em 28 de abril, no espaço de inovação da Ufac, campus-sede.
Os professores Francisco Passos e Marta Adelino conduziram a atividade, compartilhando conhecimentos e experiências com os estudantes, estimulando reflexões sobre o futuro profissional e o papel da inovação na construção de novas oportunidades. A instrutora de aprendizagem do CIEE, Mariza da Silva Santos, também acompanhou os participantes na ação, destacando a relação entre formação acadêmica e experiências no mundo do trabalho.
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