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Acreanos podem sofrer novo aumento na conta de energia por determinação da Aneel
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Um membro do Conselho de Consumidores do Grupo Energisa no Acre participou de uma reunião interna com esquipes da Distribuidora local esta semana e contou ao ac24horas nessa terça-feira, 24, que a população pode ser surpreendida com um novo e significativo aumento, que pode incidir na tarifa de energia elétrica nos próximos meses. Segundo ele, que não quis ser identificado, a grande fomentadora de reajustes na conta de energia é a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), autarquia que produz, transmite e comercializa eletricidade no país, portanto, única que deve ser alvo de questionamentos e convocações por parte das autoridades locais.
“Vi as notícias que saíram com relação ao aumento empregado pela Energisa, mas têm que verem isso com a Aneel, que é órgão que capacita e faz tudo. Tudo que a Energisa faz ou está na Lei ou está no contrato de concessão da Distribuidora, que é determinado pela Aneel”, disse o membro que integra o time de conselheiros há algum tempo. De acordo com ele, uma reunião que durou aproximadamente quatro horas com técnicos da Energisa ascendeu a possibilidade de um novo e futuro reajuste. “Vai ter um novo aumento da Energisa. Algo que pode gerar um aumento muito maior do que este que ocorreu”, falou com relação à bandeira vermelha, que entrou em vigência recentemente.
A Distribuidora de energia elétrica passa por uma fiscalização regida pela Aneel em que é fiscalizado o investimento feito em determinado local. No caso do Acre, informa o conselheiro, o levantamento dos custos de investimento feito pela Energisa é realizado por 23 pessoas e vai somar o que foi aplicado em sete anos, já que a última fiscalização dessa natureza ocorreu em 2013. Segundo o conselheiro, é com base nesse investimento que é reajustado a tarifa de energia. “Será feito em breve um levantamento de tudo que foi investido pela Energisa no Acre. Desde a troca de transformador a compra de equipamentos, tudo é colocado. Agora, a uma equipe da Aneel irá fiscalizar e dizer quanto foi gasto, para então inserir numa fórmula que pode gerar o aumento ao consumidor”, explica.
De acordo com informação recebia, a responsabilidade do aumento, se for efetivado, será da Aneel. “Virá um representante da Aneel ao Acre este ano ainda para discutir este aumento. Pode ter aumento, como pode não ter. As reclamações tem de ser direcionadas a um órgão regulador, como a Aneel”, esclarece um dos conselheiros.
“Durante a reunião, não foi informado pela Aneel previsões de percentuais, nem números sobre o levantamento que será finalizado no Acre”, disse o membro do conselho.
O que diz a Energisa – Momento precoce para atestar aumento
Procurada para falar sobre o assunto, o Grupo Energisa no Acre disse que a fiscalização pela qual a Distribuidora irá passar é um processo normal e que ocorre em todas as concessionárias de energia elétrica do país. No Acre, a fiscalização será em dezembro. Entretanto, sobre o possível aumento na tarifa alertado pelo conselheiro, a empresa diz que é muito precoce dizer se haverá ou não aumento e não dá para saber se realmente haverá reajuste, já que não se fala em números ou percentuais, além de que a determinação de reajuste é feito pelo governo federal por meio da Aneel em momento posterior, isso se houver necessidade de aumento.
CPI da Energisa
O deputado estadual Daniel Zen (PT) é presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa na Assembleia Legislativa do Acre. A Aleac aprovou três requerimentos em caráter de urgência mediante o aumento considerável das contas de energia neste mês de setembro. Um representante da empresa concessionária foi convocado para esclarecer o motivo de no último mês as contas dos consumidores mais que dobraram na maioria dos casos.
Para Zen, a informação dada por um dos conselheiros da Energisa no Acre de que um novo aumento pode incidir aos consumidores, torna a situação ainda pior. “Vejo como um absurdo. Verdadeiro absurdo para com o consumidor”, disse.
Protesto
Está prevista para a manhã desta quinta-feira, 26, uma manifestação contra o aumento da tarifa de energia elétrica no Acre. O protesto deve ocorrer em frente à Energisa. A mobilização esperar contar com apoio do Sindicato dos Urbanitários do Acre.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário