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POLÍTICA

Acusado de assassinato, pai de ministro de Lula se…

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Acusado de assassinato, pai de ministro de Lula se...

Laryssa Borges

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Antonio Saldanha Palheiro negou pedido do pai do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, para que ocorresse no curral eleitoral da família o júri popular que decidirá se ele é ou não culpado pelo assassinato de um agiota.

Juscelino Rezende, pai do ministro, foi prefeito do município de Vitorino Freire, no Maranhão. Até o ano passado, a irmã,  Luanna Resende, chefiava o Executivo municipal. O atual gestor também é aliado do clã. Para o magistrado, em um cenário como este há fundadas dúvidas sobre a imparcialidade jurados para decidir o futuro do patriarca dos Rezende.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, para evitar pagar uma dívida de campanha eleitoral, Juscelino Rezende mandou matar José Soares Rodrigues. A morte teria sido encomendada por 18.000 reais, segundo a acusação. Desde o crime, o MP tenta que o julgamento ocorra na capital do estado, São Luís.

“Em municípios do interior dos Estados, em especial da região Nordeste, a política é a mola mestra, com influência em toda sociedade local, do serviço público ao comércio”, disse Palheiro ao se reportar à avaliação do Tribunal de Justiça do Maranhão, que também colocara em xeque as chances de um julgamento justo em Vitorino Freire. A defesa de Juscelino pai alega não haver indícios de que ele trabalhasse para interferir no julgamento livre dos jurados.

O chamado desaforamento  é uma medida excepcional e ocorre, entre outros fatores, por necessidade de preservação da ordem pública ou se há dúvidas sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do acusado.

Juscelino Rezende foi prefeito de Vitorino Freire por duas vezes consecutivas e, segundo o juiz de primeira instância, cuja opinião, segundo entendimento da justiça, é fundamental porque é ele quem está próximo dos dados, “ostenta a condição de grande liderança política, tendo logrado êxito em eleger o próprio filho deputado federal, além de ter concorrido para reeleição de seu irmão ao cargo de deputado estadual, ambos no pleito de 2014, enquanto sua filha, reitere-se, fora eleita no pleito de 2016”.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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