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Adolescentes do Reino Unido bebem mais que meninos na Europa, revela estudo | Álcool

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Emily Dugan

As adolescentes estão a beber mais do que os seus pares do sexo masculino no Reino Unido a uma taxa maior do que em qualquer outro país europeu, de acordo com a investigação.

Mais de um terço das raparigas de 15 anos no Reino Unido relatam ficar repetidamente bêbadas, em comparação com menos de um quarto dos rapazes da mesma idade, o Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) encontrado.

Embora proporções mais elevadas de raparigas na Dinamarca, Hungria e Itália admitissem embriaguez regular do que no Reino Unido, as suas taxas eram muito mais próximas das dos rapazes. Por exemplo, na Dinamarca, 43% das raparigas admitiram ter ficado bêbadas repetidamente, em comparação com 46% dos rapazes.

Não está claro por que as meninas britânicas parecem mais suscetíveis do que os meninos a se embriagarem regularmente, mas isso pode estar relacionado ao marketing e às tendências entre os adultos.

As mulheres britânicas têm maior taxa de consumo excessivo de álcool do mundocom mais de um quarto consumindo pelo menos seis bebidas alcoólicas em uma única sessão, pelo menos uma vez por mês. Os homens britânicos ainda são muito mais propensos do que as mulheres a beber excessivamente, com 45% tendo uma noite de bebedeira pelo menos uma vez por mês.

A Dra. Anna Symonds, psicóloga clínica que trabalha com jovens, disse acreditar que a ansiedade e o mau humor podem ser um fator nas descobertas. Grã-Bretanha marcou mais baixo para satisfação com a vida entre adolescentes na Europa em investigação publicada no ano passado, com as raparigas particularmente afetadas.

Esta “recessão da felicidade” pode estar a afectar os hábitos de consumo de álcool dos adolescentes, de acordo com Symonds. Ela disse que era possível que houvesse uma ligação “entre meninas que experimentavam níveis mais elevados de ansiedade e ansiedade social e consumiam álcool dessa forma”.

Ela acrescentou: “Talvez eles estejam usando isso para gerenciar suas emoções e seu funcionamento psicológico, em detrimento de quaisquer outras estratégias… As pessoas bebem quando se sentem deprimidas para se sentirem melhor. É claro que o álcool é um depressor, mas os adolescentes não sabem disso.”

A pesquisa contou com a honestidade dos participantes sobre se ficaram bêbados ou não. Os rapazes britânicos ainda podem ter consumido o consumo excessivo de álcool, mas fingiram no inquérito que tinham uma maior tolerância ao álcool.

Prof Ian Gilmore, presidente do Álcool Health Alliance UK, disse ao Times: “As taxas mais elevadas de consumo de álcool entre as raparigas são um verdadeiro motivo de preocupação, especialmente tendo em conta o recente aumento das doenças hepáticas relacionadas com o álcool que temos visto entre as mulheres. Embora não esteja claro o que exatamente está impulsionando essa tendência, a mudança nas normas culturais e as campanhas de marketing bem direcionadas provavelmente desempenharão um papel”.

A OCDE observou uma tendência geral de queda no consumo de álcool entre adolescentes, mas disse que ainda era um problema. Em média, 23% dos rapazes de 15 anos em toda a Europa relataram embriaguez repetida nos últimos dados de 2022, abaixo dos 39% em 2002. Entre as raparigas, a taxa caiu de 30% para 23%.

A OCDE afirmou: “A embriaguez repetida, definida como estar bêbado em pelo menos duas ocasiões durante a vida, continua a ser comum entre os adolescentes na Europa… O início precoce do consumo de álcool e o embriaguez repetido entre os adolescentes são motivo de preocupação, uma vez que estes comportamentos podem ter efeitos negativos graves para a saúde. , educação e consequências sociais.”

Richard Piper, presidente-executivo da Alcohol Change UK, disse que a pesquisa destacou uma “necessidade urgente de mudança” e disse que o marketing do álcool precisa ser melhor controlado.

“As mulheres, em particular, têm sido fortemente alvo das empresas de bebidas alcoólicas nos últimos anos para beberem mais álcool. Isto cria um ambiente que glamoriza e normaliza o álcool, fingindo que é essencial para o nosso dia-a-dia”, afirmou.

“Além disso, deveríamos apoiar as crianças para que desfrutem de uma infância sem álcool, conforme recomendado pelos médicos-chefes. Isso significa ter controlos adequados, incluindo limites sensatos à comercialização de álcool, para que as crianças e os jovens não sejam constantemente expostos à comercialização de álcool, especialmente online, na televisão e em eventos desportivos.”



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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