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POLÍTICA

Advogados de Bolsonaro estudam apelo a Corte inter…

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Advogados de Bolsonaro estudam apelo a Corte inter...

Marcela Mattos

Advogados de Jair Bolsonaro passaram a ecoar a tese de que ele é “o ex-presidente mais investigado da história”, está sob escrutínio há quase quatro anos, teve a vida revirada e sequer pode ter acesso à íntegra das provas.

Apontando para supostas ilegalidades no processo, a defesa do ex-presidente travou uma cruzada antes da decisão que o tornou réu de forma unânime pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal e apresentou uma série de recursos para contestar questões processuais – todas, porém, acabaram sumariamente rejeitadas.

Diante de um Supremo pouco inclinado a aceitar as contestações, aliados e advogados que compõem a defesa de Bolsonaro traçam uma estratégia de apelo internacional. Eles estudam acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), um órgão autônomo com sede na Costa Rica, para alegar que houve cerceamento de defesa e outros supostos problemas processuais durante o julgamento do ex-presidente.

O próprio Bolsonaro já figurou como denunciado e denunciante na CIDH – uma das ações foi apresentada em 2020 pelo PT, que alegou irresponsabilidade do então presidente na conduta da pandemia da Covid-19. Mais recentemente, o ex-presidente se reuniu com representantes da Corte para dizer que o ministro Alexandre de Moraes ataca a liberdade de expressão e persegue adversários políticos no Brasil.

Não está claro, porém, quais efeitos, além de simbólicos, haveria com um eventual questionamento do órgão internacional aos trâmites jurídicos do país e como isso poderia alterar o veredito da ação penal.

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Em outra frente, os advogados prometem insistir no Supremo em recursos que alegaram irregularidades no processo. Com a instauração da ação penal, abre-se a fase da produção de provas, e a defesa quer dar atenção especial para as diferentes versões apresentadas pelo tenente-coronel Mauro Cid, que prestou nove depoimentos após fechar um acordo de delação premiada.

“O colaborador vai ser ouvido, agora com a participação da defesa e sob o crivo do contraditório”, disse a VEJA o criminalista Celso Vilardi.

Outros pontos tidos como fundamentais será tentar comprovar que Bolsonaro não teve envolvimento com os ataques do 8 de janeiro de 2023 e também questionar a combinação de dois crimes similares na mesma ação – golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático -, o que faz elevar as penas às alturas. A defesa também vai ressaltar que não teve acesso à integralidade das provas.

Durante o julgamento, algum sopro de esperança partiu de Luiz Fux. O ministro apontou para exageros em algumas das penas aplicadas aos condenados pelos ataques do 8 de janeiro de 2023 e antecipou que vai fazer uma revisão da condenação de 14 anos pedida por Moraes à cabeleireira Débora Rodrigues, que escreveu com batom “Perdeu, mané” na estátua que representa a Justiça.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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