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Aeroporto de Cruzeiro do Sul tem barreira para evitar saída de praga que atinge plantio de cacau
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O Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul, interior do Acre, passa a ter uma barreira sanitária com inspeção de bagagens a partir desta terça-feira (14) para evitar a saída da praga que atinge plantações de cacau e cupuaçu, a Monilíase do Cacaueiro (Moniliophthora roreri).
A monilíase do cacaueiro é uma doença que causa danos diretos, porque o ataque do fungo é exatamente no fruto, que é a parte comercial, tanto do cacau quanto do cupuaçu. O fungo não causa danos à saúde humana, segundo estudos, mas traz graves riscos econômicos.
A fiscalização é feita por equipes do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A praga foi detectada pela primeira vez no Brasil no município de Cruzeiro do Sul no início de julho. Após a identificação, o Mapa e o Idaf iniciaram o trabalho de fiscalização e orientação a produtores de cacau e cupuaçu.
O fungo foi descoberto em duas propriedades de Cruzeiro do Sul e outras duas de Mâncio Lima, cidade vizinha. Nesta terça, o Mapa informou que aguarda a confirmação da praga em outras duas plantações de Mâncio Lima. As equipes trabalham para erradicar a praga nos locais confirmados.
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Moradores que saem de Cruzeiro do Sul passam por inspeção no aeroporto — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
À Rede Amazônica Acre, o coordenador de Educação Sanitária Vegetal do Idaf, Samuel Almeida, explicou que a ideia é impedir que o fungo se dissemine para outros municípios acreanos e estado da federação.
No início de agosto, o Ministério da Agricultura declarou o estado do Acre como “área sob quarentena” por causa da praga e, com isso, o estado acreano fica proibido de enviar produtos para outros estados.
“Todos aqueles que forem se deslocar saindo de Cruzeiro do Sul vão passar por uma inspeção de bagagem para saber se estão levando fruto de cacau e cupuaçu e outras espécies nativas que também são hospedeiros da monilíase. Os frutos de cacau e cupuaçu estão impedidos de serem transportados porque mesmo com a aparência saudável podem estar infectados pela monilíase”, destacou.
Também em agosto, relatório das equipes do Idaf e do Mapa apontaram que, possivelmente, o fungo pode ter chegado ao estado pelo Peru. A suspeita é de que pessoas que carregavam material contaminado trouxeram o fungo para o Acre.
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Equipes do Idaf e Mapa começaram a inspecionar bagagens nesta terça-feira (14) — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Inspeção na BR
O Idaf e o Mapa já montaram uma barreira de inspeção, semelhante a que tem no aeroporto, na BR-364, na região do Rio Liberdade, para evitar a saída dos frutos nos veículos.
“Hoje em dia existe uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Agricultura, que conta com o Idaf e com o auxílio de Agência de Defesa Agropecuária de todo o Brasil. Estamos em ações tanto de contenção de focos no município de Cruzeiro do Sul quanto em barreira de trânsito. Essa é mais uma ação implementada nessa força-tarefa”, frisou.
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Monilíase do Cacaueiro pode ter sido trazido do Peru para o Acre — Foto: Erisney Mesquita/Secom
O representante do Mapa e coordenador da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Marcelo Maziero, destacou a importância de não deixar a praga chegar a grandes produções dos frutos em outros estados.
“Uma vez chegando nas regiões produtoras, como o Sul da Bahia, Pará e até mesmo Rondônia, que são grande exportadores do cacau, isso vai ser prejudicial e uma vez a praga aparecendo nesses locais certamente o pessoal fecha a importação do produto. Para o país isso é bem penoso. Barrando as exportações geral desemprego, falta de renda para o produtor. É bem prejudicial”, complementou.
Descoberta
Um morador de Cruzeiro do Sul percebeu a doença nas frutas e acionou o Idaf no dia 21 de junho. No dia seguinte, um servidor do instituto esteve no local para verificação e foram enviadas amostras para análise.
O laudo oficial do laboratório com a confirmação da praga foi emitido no último dia 7 de julho. Após a descoberta do foco, equipe do governo federal foi mobilizada para fazer o trabalho de monitoramento no estado.
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Equipes monitoram quatro propriedades de Mâncio Lima e duas de Cruzeiro do Sul — Foto: Erisney Mesquita/Secom
Até então, o fungo já havia sido encontrado em todos os países produtores de cacau da América Latina, exceto o Brasil. Para evitar a proliferação do fungo, os moradores estão recebendo visita das equipes e orientações.
Entre as orientações estão, no caso de suspeita, manter a área isolada, e passar um produto na planta para matar a praga. Já na área onde não há suspeita, as equipes mostram como é a doença para que a pessoa fique alerta e, por fim, orientam que a área seja mantida limpa.
Os produtores acreanos começaram a ser alertados sobre a praga em 2018. O Idaf fez campanhas de alerta e orientações. Na época, a engenheira agrônoma do Idaf, Lidiane Amorim, explicou que o “Acre era considerado como alto risco para a entrada dessa doença, porque faz fronteira com esses países”.
Em 2019, servidores do instituto visitaram comunidades rurais de Cruzeiro do Sul para orientar os produtores sobre a monilíase. Na oportunidade, foram cadastrados mais de 2 mil propriedades produtoras de cupuaçu e cacau.
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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
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11 horas atrásem
3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
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2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
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