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Agence France-Presse e empresa francesa Mistral assinam acordo

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Na sede da Mistral AI, em Paris, 15 de janeiro de 2025.

Esta é a primeira vez para a Agence France-Presse (AFP). A agência anunciou na quinta-feira, 16 de janeiro, que chegou a um acordo com a empresa de inteligência artificial (IA) Mistral – também francesa – que permitirá ao robô conversacional da start-up utilizar despachos de notícias para responder às solicitações dos seus utilizadores.

Nem o montante nem a duração deste contrato “plurianual” não foram revelados. Este é também o primeiro acordo deste tipo para a Mistral AI, concorrente de gigantes americanos como a OpenAI (designer da ferramenta ChatGPT), que pretende tornar-se o principal player europeu em IA.

Este acordo fornecerá à AFP “um novo fluxo de renda”sublinhou o CEO da agência, Fabrice Fries. Para Mistral, “a AFP fornece uma fonte jornalística verificada, que consideramos muito importante”segundo o chefe da start-up, Arthur Mensch.

Este tipo de acordo continua a ser relativamente raro, mesmo que as coisas tenham acelerado em 2024. A maioria diz respeito atualmente à OpenAI. A empresa californiana assinou notavelmente com O mundobem como com o jornal económico britânico Tempos Financeirosou o grupo alemão Springer (Foto).

Arquivos acessíveis até 1983

A partir de quinta-feira, os despachos da AFP em seis idiomas – francês, inglês, espanhol, árabe, alemão, português – poderão ser utilizados pelo robô conversacional da Mistral, denominado “Le Chat”. Funciona como o ChatGPT, que popularizou essas ferramentas entre o público em geral: o usuário faz uma pergunta que ele responde em poucos segundos.

Quando a questão for relativa à atualidade, o Le Chat formulará as suas respostas através dos despachos da AFP, ou seja, as informações enviadas em forma de texto pela agência aos seus clientes assinantes (meios de comunicação, instituições, empresas, etc.). Inicialmente ocorre uma fase de testes, com apenas alguns dos usuários.

Le Chat pode recorrer a todos os arquivos de texto da agência desde 1983, mas não às suas fotos, vídeos ou infográficos. No total, isso representa 38 milhões de despachos, produzidos a uma taxa de 2.300 por dia, segundo Fries. Segundo ele, esse uso visa “profissões liberais, executivos de grandes empresas”por exemplo para “preparar memorandos” ou qualquer documento relacionado a eventos atuais.

No público em geral, muitas pessoas têm usos diferentes para essas ferramentas generativas de IA. Eles o utilizam para questões cotidianas, às quais esses programas respondem extraindo elementos da internet.

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Os dois usos “são complementares”estimou o Sr. Mensch. Para perguntas “que exigem informações verificadas, é a AFP quem irá fornecer” o material básico das respostas e, quando as dúvidas se relacionarem “nas compras ou no clima, por exemplo, é mais a web”ele explicou.

Fim do programa de verificação de fatos Meta

Esta assinatura surge pouco depois do anúncio do grupo Meta (Facebook, Instagram) da cessação nos Estados Unidos do seu programa de fact-checking, a verificação de informação. Globalmente, a AFP está na vanguarda deste programa.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes O fim das parcerias de verificação de fatos na Meta, uma reviravolta simbólica

“Nossas discussões com Mistral começaram há pouco ano, portanto não estão relacionadas com a decisão da Meta”afirmou o Sr. Fries, alegando que seu “estratégia de diversificação” com as plataformas digitais enquanto os meios de comunicação tradicionais são atingidos por uma grave crise.

Em 2023, a AFP obteve lucro pelo quinto ano consecutivo, com um resultado líquido de 1,1 milhões de euros, segundo números publicados em abril de 2024. Além das receitas comerciais, a AFP recebe do Estado francês uma compensação pelos custos associados à as suas missões de interesse geral (113,3 milhões de euros em 2023).

Ao contrário de outros acordos deste tipo, o conteúdo da AFP não será utilizado para treinar e fazer avançar os modelos informáticos da Mistral, garantiram ambas as partes. Esses conteúdos são “um módulo que se conecta ao nosso sistema e pode ser desconectado” quando o contrato expirar, disse Mensch.

“Não se trata de um pagamento pelo saldo de qualquer conta, como costuma acontecer nos modelos de acordos de formação, mas sim pelo desenvolvimento de rendimentos recorrentes”argumentou o Sr. Fries.

Leia também a entrevista | Artigo reservado para nossos assinantes “O conteúdo usado para treinar IA tem valor e preço”

O mundo com AFP

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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