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Agricultores da Coordenação Rural bloqueados na sua tentativa de chegar a Paris

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Agricultores da Coordenação Rural manifestam-se contra o planejado acordo comercial entre a União Europeia e as nações sul-americanas do Mercosul, em Paris, 5 de janeiro de 2025.

Comboios de tratores partiram de diferentes regiões de França no domingo, 5 de janeiro, com vista a chegar a Paris na segunda-feira, mas nenhum regressou ainda à capital devido, nomeadamente, à presença de agentes da lei na sua viagem.

Os agricultores da Coordenação Rural (CR), o segundo sindicato agrícola francês, estão a tentar “ir para Paris” para manifestar o seu descontentamento, denunciando ainda o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, pouco antes das eleições para as câmaras da agricultura, onde esperam ganhar influência.

“Nossos tratores foram embora, mas nos locais onde estão agrupados os policiais os impedem de se movimentar”declarou à Agence France-Presse (AFP), Christian Convers, secretário-geral do movimento, domingo à noite. O próprio Convers foi brevemente preso pela polícia no final da tarde em Paris, quando chegava de carro para participar de uma reunião simbólica na Place du Brazil, em protesto contra o recente acordo comercial entre a UE e o Mercosul. países (Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai). Este acordo é acusado pelos agricultores franceses de favorecer a importação de produtos de baixo custo e com padrões ambientais inferiores aos que lhes são impostos.

“Eles me libertaram, dizendo que eu tinha que sair de Paris, o que significaria que não poderíamos mais andar na calçada de Paris? »ele observou. “Não viemos bloquear Paris, na verdade combinámos não regressar à capital no domingo à noite, regressando das férias, viemos de trator para manifestar as nossas preocupações e precisamos de uma base onde nos agrupemos »acrescentou.

“Se nenhuma base nos for concedida pelas autoridades, isto se transformará num confronto que não queremos”também lançou o Sr. Convers.

Reuniões não declaradas proibidas no centro de Paris

A sede da polícia de Paris proibiu reuniões não declaradas das 18h00 de domingo ao meio-dia de segunda-feira, numa grande área do centro da capital, incluindo em particular Matignon e o Ministério da Agricultura, “considerando as convocatórias à manifestação de 5 de janeiro de 2025 lançadas por um sindicato agrícola com o objetivo de “bloquear a capital””. A prefeitura de Val-de-Marne fez o mesmo no mercado de Rungis e na autoestrada A6.

Antes de convergirem para Paris, na manhã de segunda-feira, agricultores de toda a Normandia reuniram-se em Heudebouville, ao lado da A13, onde a polícia os impediu de prosseguir. Outros locais de encontro estão previstos no norte, oeste e sul da capital.

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“Pedimos que tenham os mesmos padrões de produção de outros países, pedimos reduções nos controlos nas explorações agrícolas e aumentos nos controlos nos supermercados onde encontramos produtos que não cumprem os nossos padrões”explicou à AFP Damien Cornier, da Coordenação Rural da Normandia, contactado por telefone, que cultiva cereais e beterraba em Andelys (Eure).

“Encontramos açúcar e farinha da Ucrânia” nos supermercados, “enquanto o fabricante que nos compra beterraba sacarina nos pede para reduzirmos os nossos volumes de produção em 15% este ano, e os preços por tonelada aumentarão para 23 euros em 2025, em comparação com 36-38 euros em 2024”acrescentou.

Eleições para as câmaras de agricultura

A atuação do CR, que lhe confere visibilidade mediática e sindical, surge em vésperas do lançamento da campanha para as eleições para as câmaras da agricultura. Estas eleições, organizadas de 15 a 31 de janeiro, determinarão o novo equilíbrio de poder entre os sindicatos agrícolas, entre os quais o FNSEA é ultradominante de acordo com as últimas eleições de 2019. Os quatro principais sindicatos, incluindo a Coordenação Rural, devem ser recebidos em Matignon em 13 de janeiro.

“Garantir uma remuneração digna é a mãe das batalhas”garantiu a Ministra da Agricultura, Annie Génevard, no Jornal de domingo. Quanto ao acordo UE-Mercosul, garantiu que o processo foi “longe de terminar” e que o governo “ia lutar como um louco contra esse mau acordo”.

O mundo com AFP

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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