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Alcolumbre e Motta vacilam no controle dos parlame…

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Alcolumbre e Motta vacilam no controle dos parlame...

José Casado

Em apenas dez dias de sessões legislativas ficou evidente que o deputado Hugo Motta e o senador Davi Alcolumbre enfrentam riscos de perda de controle dos plenários, fator-chave no domínio do poder na Câmara e no Senado.

Nesta terça-feira (18/3), Alcolumbre lamentou no plenário a “fala infeliz” do senador Plínio Valério, do PSDB do Amazonas. Em reunião pública em Manaus, ele havia se queixado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, convidada a falar numa comissão do Senado no ano passado: “Imagine o que é tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la.” Ela retrucou, chamando-o de “psicopata”.

O presidente do Senado gastou tempo falando das próprias divergências com a ministra, sob pressão para liberar prospecções da Petrobras na área costeira do seu estado, o Amapá. Então, relativizou a “brincadeira” do “meu irmão” e “meu amigo”, acrescentando: “Eu tenho certeza absoluta de que o nosso querido senador Plínio Valério vai rapidamente pedir desculpas e recompor essa fala infeliz em relação à ministra.”

Valério foi ao microfone, desafiante: “Se você perguntar: ‘Faria de novo?’. Não. ‘Mas se arrepende?’. Não, foi uma brincadeira (…) Eu passei seis horas e dez minutos tratando-a com decência. Por ser mulher, por ser ministra, por ser negra, por ser frágil, foi tratada com toda a delicadeza, ela sabe disso. Acusar-me de machismo é até engraçado.”

“Presidente”, prosseguiu, “quero dizer o seguinte: parece que o senhor disse que eu tinha que pedir desculpas. Ela me chamou de psicopata. Empatou. Empatou.”

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A senadora Eliziane Gama, interveio: “Eu peço a você que peça desculpas à Marina.”

Valério insistiu: “Mas de quê? De quê?”

A senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, se exasperou: “O que nós vivemos hoje é a banalização da forma de tratamento com relação à mulher; seja ela ministra, seja ela uma diarista, é o como se trata. E esta Casa tem que dar o exemplo – a gente tem que dar o exemplo.”

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“A gente, não!”, gritou Marcio Bittar, do União Brasil do Acre, que defendia Valério. “A gente, sim!”, devolveu Leila Barros. “Você está defendendo, passando a mão na cabeça e achando normal, você está defendendo. Vamos parar de justificar um comportamento inaceitável — inaceitável! Não dá mais para aceitar isso.”

Alcolumbre contemplava o tumulto. Horas antes, havia pedido aos advogados do Senado a preparação de uma ação criminal contra um deputado do Partido Liberal de Goiás, Gustavo Gayer, por comentários grotescos sobre outra ministra, Gleisi Hoffmann, a pretexto de criticar comentários machistas de Lula diante dele e do deputado Hugo Motta. “Vamos, também, ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados”, disse. Motta tem evitado falar sobre esse caso, mas telefonou ao deputado Gayer.

Os presidentes do Senado e da Câmara atravessaram os últimos dez dias demonstrando relutância na aplicação das regras de ordem e decoro parlamentar. Ao contemporizar com a anarquia dos radicais, que corrói o Legislativo, se arriscam à liquefação do próprio poder.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

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Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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