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Além do cinturão suburbano: por que vale a pena fazer uma pequena pausa nas deslumbrantes Surrey Hills | Feriados na Inglaterra
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2 anos atrásem
Annabelle Thorpe
EUSe Surrey fosse um restaurante, seria um drive-thru. Imprensada entre Londres e a costa sul de Inglaterra, famosa pelas suas ricas cidades suburbanas e pela grande cicatriz da M25, é um lugar por onde as pessoas passam rapidamente a caminho de outro lugar. Passei várias décadas fazendo isso; indo e voltando entre Sussex e Londres, ocasionalmente encontrando amigos em Guildford ou Dorking, mas nunca explorando mais nada.
Meu marido e eu tivemos nosso primeiro encontro em um pub em Surrey Hills (um AONB desde 1958, o segundo do país) – o adorável Raposa revivida em Norwood Hill – e lembro-me de ter pensado na época: “Oh, isso é muito bonito”. Uma década depois, sentado no mesmo pub e um pouco menos distraído pelo nervosismo do primeiro encontro, decidi que era um lugar que eu realmente deveria conhecer.
A notícia de que a rede de gastropubs de Raymond Blanc, Heartwood Inns, havia adquirido o White Horse em Dorking foi outro motivo para passar alguns dias na área. Uma das estalagens mais antigas da Inglaterra, que remonta ao século 13 – e supostamente foi onde Charles Dickens escreveu The Pickwick Papers – o pub fica no meio da longa rua principal de Dorking, com bares à luz da lareira para o inverno, um terraço ao ar livre para as noites mais quentes e 56 quartos elegantes (com biscoitos caseiros na bandeja de chá e luxuosos produtos de higiene pessoal Bramley nos banheiros).
Chegamos ao White Horse um pouco cansados depois que nossa caminhada de cinco quilômetros desde o topo da vizinha Box Hill se mostrou um pouco mais cansativa do que havíamos imaginado. Dirigimos pela famosa estrada em zigue-zague até o estacionamento do National Trust – tão movimentado em uma tarde de sexta-feira que não tenho ideia de como estacionar em um fim de semana – e ficamos parados admirando as vistas espetaculares. Alega-se que você pode ver 14 condados em um dia claro. Parecia rude não amarrar nossas botas de caminhada, atraídos pela trilha romântica de Happy Valley; só quando descemos a encosta extremamente íngreme é que percebi que também teríamos que subir novamente.
O esforço valeu a pena. Por toda parte, grandes extensões de campos exuberantes e arborizados estendiam-se à nossa frente, quase sem ver uma casa ou assentamento. Parecia inviável que estivéssemos em uma área suburbana construída a apenas alguns quilômetros de Londres – parecia mais com o West Country.
Nosso quarto no White Horse – com roupões macios, bandeja de chá bem abastecida e o tipo de cama na qual você não pode se permitir afundar muito cedo por medo de nunca mais voltar – era um local adorável e tranquilo para descansar antes do jantar . Há sempre algo delicioso em ficar em um pub; descendo para encontrar o bar movimentado com grupos de moradores locais e de fora da cidade, o restaurante cheio de clientes no início da noite.
O cardápio, felizmente, vai além das opções limitadas de peixe e batatas fritas ou hambúrguer às quais tantos pubs estão agora restritos. A couve-flor de búfala com creme de castanha de caju é esfumaçada e crocante, o caranguejo Devon temperado é cremoso e perfeito com um pote de batatas fritas grossas. Como recompensa pela nossa caminhada, permitimo-nos também o crumble de ruibarbo do vale de Wye; uma mistura perfeita de picante e azedo, com uma cobertura doce e de biscoito.
A indulgência continua na manhã seguinte com uma visita à destilaria Silent Pool, onde participamos num passeio que nos leva ao processo de produção do gin, com muitas oportunidades para provar à medida que avançamos. A piscina natural que fica atrás da destilaria (e dá nome à marca) tem bastante história: a única grande fonte de água de nascente na escarpa de Downs, a água é de um azul opalescente extraordinário e diz-se que a piscina é mal-assombrada. Foi também onde Agatha Christie deixou o carro quando desapareceu em 1926, fazendo com que a polícia de Surrey arrastasse a água para o seu corpo.
Silent Pool fica ao lado Vinícola Alburyembora como um de nós tenha que dirigir, decidimos que uma sessão de degustação de vinhos terá que esperar. De forma mais inesperada, a destilaria também partilha os edifícios agrícolas convertidos com Cozinha da Mandirarestaurante indiano, escola de culinária e pólo gastronômico, onde compramos um pote de temperos chai masala e algumas chamuças crocantes para nos manter na caminhada da tarde.
Um minuto depois de Silent Pool, paramos em Newlands Corner, onde parece que Surrey inteiro veio se reunir. Há ciclistas comendo hambúrgueres, caminhantes amarrando as botas, casais passeando pelas trilhas que cruzam este pedaço de Surrey Hills. Indiscutivelmente o miradouro mais famoso do concelho, não é difícil perceber porquê – uma paisagem virgem a perder de vista, um dos recantos mais bonitos de Inglaterra, escondido à vista de todos.
A caminhada de hoje é circular até Shere – o tipo de lugar que um americano pode imaginar quando pensa em uma pitoresca vila inglesa (até porque ela apareceu tanto em The Holiday quanto em Bridget Jones: The Edge of Reason).). Uma caminhada rápida de uma hora nos leva à bonita rua principal, ladeada por casas dos séculos XVI e XVII, com famílias de patos flutuando no riacho. Arrumamos uma mesa no Pato brincalhão para chá e scones com cobertura de creme.
Ao iniciarmos a caminhada de volta, me ocorre que Surrey Hills parece especial porque é tal uma surpresa; é como passar por um caminhão comum que acaba sendo um tesouro por dentro. Claramente, se o número de pessoas em Box Hill e Newlands servir de referência, a área é extremamente popular entre os moradores locais e excursionistas de Londres. Mas vir apenas por uma tarde ou um dia não é suficiente para apreciar tudo o que Surrey Hills tem a oferecer. É um território perfeito para férias curtas – se ao menos as colinas fossem um pouco menos íngremes.
O Cavalo Branco tem duplas de £ 119 apenas quarto. Um passeio de 90 minutos por Piscina Silenciosa custo £25
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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