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Alemanha e Ucrânia parabenizam presidente da Moldávia, Maia Sandu – DW – 11/04/2024
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Chanceler alemão Olaf Scholz na segunda-feira parabenizou MoldáviaMaia Sandu, candidato pró-UE do país, ao vencer as disputadas eleições presidenciais do país.
Ele disse que Sandu “conduziu a República da Moldávia com segurança em tempos difíceis e colocou o país no rumo europeu”.
“Estamos ao lado da Moldávia”, escreveu Scholz na plataforma de mídia social X.
A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, também parabenizou Sandu “de todo o coração por sua reeleição”.
“O povo da Moldávia decidiu: a maioria quer continuar resolutamente no caminho para a UE”, escreveu ela no X, acrescentando que a rejeição do povo moldavo ao “estrangulamento híbrido” da Rússia merecia “respeito”.
As eleições na ex-república soviética, imprensada entre a Ucrânia devastada pela guerra e a União Europeia, foram ofuscadas por acusações de interferência de Moscovo. Sandu obteve 54% dos votos no segundo turno de domingo contra Alexandr Stoianoglo, que era visto como o candidato pró-Rússia.
Zelenskyy promete fortalecer laços com a Moldávia
Sandu também foi parabenizado pelo presidente da vizinha Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy.
“Os moldavos fizeram uma escolha clara – escolheram um caminho em direção ao crescimento económico e à estabilidade social”, escreveu ele no X.
“Só a verdadeira segurança e uma Europa pacífica e unida podem garantir a cada pessoa e a cada família a confiança para enfrentar o amanhã com esperança e certeza”, acrescentou Zelenskyy, prometendo fortalecer os laços.
Após a invasão russa da Ucrânia em Fevereiro de 2022, tanto Chisinau como Kyiv solicitaram a adesão dos seus países à União Europeia. Em junho de 2022, ambos os países receberam estatuto de candidato.
Moldávia reelege presidente pró-Ocidente Maia Sandu
Líderes da UE aliviados com resultados eleitorais na Moldávia
A União Europeia felicitou Maia Sandu pela sua reeleição para o cargo.
“Felicitamos as autoridades moldavas pela condução bem sucedida das eleições, apesar da interferência sem precedentes da Rússia, incluindo esquemas de compra de votos e desinformação”, afirmaram o chefe da política externa da UE, Josep Borrell, e a Comissão Europeia num comunicado conjunto.
Sênior União Europeia as autoridades também recorreram às redes sociais para saudar a vitória de Sandu e a determinação europeia do povo da Moldávia.
“Estou feliz por continuar a trabalhar convosco para um futuro europeu para a Moldávia e o seu povo”, escreveu a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no X, dirigindo-se a Sandu.
“É preciso um tipo raro de força para superar os desafios que enfrentamos nesta eleição”, acrescentou von der Leyen.
“Sandu demonstrou extraordinária coragem (e) liderança para defender o seu povo. A Europa continuará a apoiar a Moldávia nesta jornada”, escreveu a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, no X.
“O povo da Moldávia reafirmou a sua confiança na sua liderança, estabilidade e compromisso com um futuro europeu”, escreveu o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a Sandu no X.
Vitória apesar das condições adversas
A votação crucial ocorreu apenas duas semanas depois de um referendo em que Os eleitores da Moldávia apoiaram a adesão à UE por uma margem mínima.
Oana Popescu Zamfir, analista política do think tank Carnegie Europe, disse à correspondente da DW em Bruxelas, Rosie Birchard, que a reeleição de Sandu foi uma “grande vitória” contra o enorme ataque de interferência da Rússia.
“E as circunstâncias regionais são muito terríveis”, disse o analista, apontando para a guerra entre as vizinhas Ucrânia e Rússia e para “governos cada vez mais autocráticos em toda a região”.
“Portanto, dadas as circunstâncias, penso que o que a Moldávia conseguiu é realmente inacreditável. Dito isto, obviamente há muito mais a fazer nas eleições do próximo ano, que são o verdadeiro desafio para a Rússia”, acrescentou.
A Moldávia deverá realizar eleições parlamentares em 2025 e os especialistas alertam que Moscovo poderá tentar influenciar a votação do próximo ano.
dh/wd (AFP, dpa, Reuters)
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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