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Aliados relatam pressão por plano presidencial de Tarcísio – 28/10/2024 – Poder

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Catia Seabra

O mapa eleitoral de São Paulo fortaleceu, entre aliados, a torcida para que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) venha a concorrer à Presidência da República já em 2026, desde que a conjuntura seja favorável.

Em conversas, o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), não descartou a possibilidade de Tarcísio ser levado a disputar, sob pressão de políticos, empresários e eleitores, caso a avaliação do governo Lula piore até lá.

Procurado pela Folha, Pereira disse, porém, que ainda é cedo para discutir a sucessão presidencial. O presidente do Republicanos ressaltou também que o próprio Tarcísio tem repetido que pretende buscar a reeleição.

Ao falar da performance do partido, com crescimento superior a 100%, Pereira afirmou que, nas eleições municipais, pesam as questões locais. Mas admitiu que o resultado das urnas faz pensar no reagrupamento dos partidos à direita com vistas a 2026.

Ao responder se o resultado deste domingo (27) aponta para essa unificação, Pereira afirmou que “as forças de centro-direita estarão juntas em 2026 independentemente do resultado destas eleições”. No entanto, reconheceu: “É óbvio que o resultado faz se pensar nesse reagrupamento”.

Secretário de Governo de Tarcísio, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, recomenda cuidado ao se tirar conclusões sobre a corrida presidencial a partir das eleições municipais. Ele reafirma que a disposição de Tarcísio hoje é de concorrer à reeleição.

“Temos o ano de 2025 inteiro para definir. Não podemos ser açodados”, disse.

Na opinião de Kassab, nessas eleições, Tarcísio se consolidou como o grande líder político de São Paulo, graças a seu trabalho e seu espírito conciliador. Ele diz que, dos 645 prefeitos eleitos, 629 integram a base do governo Tarcísio.

Um dos principais conselheiros do governador, Kassab tem defendido abertamente a ideia de o governador buscar a reeleição.

E, apesar das ponderações de Pereira, não há garantias de que Tarcísio vá permanecer no Republicanos, até porque o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem insistido para que ele se filie ao PL.

Além disso, aliados de Tarcísio afirmam que hoje o governador não trabalha com a perspectiva de mau desempenho da economia nos próximos dois anos. E, antes de se lançar à Presidência, Tarcísio teria que desatar nós na direita.

Comemorada entre seus pares, a dedicação de Tarcísio à candidatura de Ricardo Nunes (MDB) provocou reação entre os bolsonaristas mais radicais. Dentro do PL, há quem defenda outro nome para a Presidência.

Como mostrou a coluna Painel, da Folha, o governador foi alvo de críticas do presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI). Ministro forte do governo Bolsonaro, Nogueira elogia a atuação de Tarcísio na capital, mas se disse decepcionado com o governador no interior do estado.

Neste domingo, Nogueira reconheceu uma vitória ao centro nessas eleições. “Foi um recado claro de que as pessoas estão cansadas dessa polarização. A esquerda teve uma derrota jamais vista. Mas o grande vencedor dessa eleição é o centro.”

Após a festa da vitória de Nunes, na noite de domingo, o deputado federal Baleia Rossi (SP), presidente do MDB, que integra o governo Lula, assim como PSD, PP e Republicanos, declarou que “não é hora de falar de 2026, mas de comemorar os bons resultados de 2024“.

Em seu discurso, o prefeito reeleito afirmou que Tarcísio pode contar com ele. A tendência do MDB, por enquanto, deve ser a de apoiar a reeleição de Lula. Questionado sobre como a legenda deve se posicionar entre o petista e Tarcísio, se esse for o pleito de 2026, Baleia disse que a democracia interna será respeitada.

“O MDB é um dos poucos partidos do tamanho que tem que não tem dono. Nós temos uma democracia interna que eu respeito muito, temos correntes que pensam de maneira diferente e essa discussão vai ser ampla e democrática dentro do partido”, afirmou.

Colaborou Carolina Linhares, de São Paulo



Leia Mais: Folha

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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