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Ana Castela não decola no Festival de Verão Salvador – 25/01/2025 – Ilustrada
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11 meses atrásem
Lucas Brêda
Não é difícil saber que Ana Castela vai se apresentar em um festival. Seja na Festa do Peão de Barretos, meca do sertanejo, no Rock in Rio, onde estreou no ano passado, ou neste sábado (25), no Festival de Verão Salvador, há sempre um punhado de crianças com chapéu de boiadeiro à espera dela.
Segunda atração do primeira dia do evento na capital baiana, a cantora fez a alegria de várias boiadeirinhas, a maior parte delas na grade, bem perto do palco. Mas não dá para dizer o mesmo em relação aos adultos.
Entre os artistas mais ouvidos do país no streaming nos últimos anos, Castela encontrou uma plateia pouco familiarizada com seu repertório. Ela até aproximou sua sonoridade da cultura baiana, com uma percussão mais evidente que de costume em seus shows, mas não foi suficiente.
A falta de apelo pode ser explicada pelo histórico do Festival de Verão, mais atrelado à música baiana, em especial o axé, e a gêneros como o rock, MPB, pop e reggae, entre outros. Neste ano, como nos últimos, Ivete Sangalo, Bell Marques, Daniela Mercury e BaianaSystem estão entre as principais atrações do evento.
Também pode pesar o caráter identitário de suas letras, muito atreladas a um estilo de vida específico. Em “Dona de Mim”, de pegada feminista, Castela disse que sua mãe a criou para ser “dona de fazenda, dona de gado e dona de mim mesma”.
É bem verdade que Ana Castela não tem muito do sertanejo mais tradicional. A cantora despontou como a maior estrela do agronejo, estilo que traz letras sobre a vida e a moda da roça, muitas vezes falando de ostentação, com batidas de funk e de pop.
Ela emendou seus sucessos nesse estilo logo de cara, com “Pipoco” e “As Menina da Pecuária”. Seguiu com o repertório de paquera, bebedeira e curtição sertanejos, com “Palhaça”, “Bombonzinho”, “Roça em Mim”, “Alerta de Golpe”, “Canudinho” e “Boiadeira”, entre outras.
Em certa altura, ela recebeu o rapper Xamã no palco. Eles cantaram juntos a edição do projeto “Poesia Acústica” de que Castela participa, e o carioca emendou seu maior hit, “Malvadão”.
Ainda assim, o show nunca chegou a fazer a plateia, que não ficou completamente lotada, decolar. Em “Tô Voltando”, que narra a história de uma pessoa do campo que não se adaptou à vida na cidade, a cantora notou a falta de engajamento. “Quem não souber cantar não tem problema, só ergue a mão para participar do vídeo”, disse.
Ana Castela ainda emendou uma sequência de românticas, que incluiu “Fronteira”, gravada em dueto com seu ex, Gustavo Mioto, e “Deja Vu”, de Luan Santana. Retomou a sofrência depois com “Nosso Quadro” e “Solteiro Forçado”.
Ela encerrou com suas músicas mais funkeiras, incluindo “Jet em Balneário”, ode ao verão de pegação e luxo em Balneário Camboriú, “Dia de Fluxo” e “Ram Tchum”.
O jornalista viajou a convite do Festival de Verão Salvador
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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
23 de dezembro de 2025Notícias
publicado:
23/12/2025 07h31,
última modificação:
23/12/2025 07h32
Confira a nota na integra no link: Nota Andifes
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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.
Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.
Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”
A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”
O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”
A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”
Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”
Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.
A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.”
Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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