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Aneel tem diretor de férias e fica desfalcada em apagão – 16/10/2024 – Cotidiano

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André Borges

O diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) Ricardo Lavorato Tili está de férias e deixou o órgão desfalcado em meio ao apagão que atingiu São Paulo.

Por regimento, a Aneel deveria contar com cinco diretores, sendo um deles o diretor-presidente, mas a agência está com uma vaga em aberto, por falta de indicação e nomeação pelo governo. Com as férias de Tili, portanto, restaram apenas três diretores para as decisões.

Na última terça-feira (8), Tili cumpriu sua agenda e participou da reunião semanal da agência. Depois, anunciou que ficaria dez dias fora. Ele retorna na segunda (21). As férias se deram em meio à crise do processo de transferência da Amazonas Distribuidora para a Âmbar Energia, empresa do grupo J&F, controlado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

A transação tinha de ser concluída até o dia 10, data em que a medida provisória que viabilizava a transação venceria.

Para complicar ainda mais a situação do comando da agência, veio o apagão da Enel em São Paulo, situação de caos geral no abastecimento que ainda perdura em parte da cidade.

Em reunião realizada nesta terça (15), compareceram ao encontro na agência apenas o diretor-geral, Sandoval Feitosa Neto, que presidiu os trabalhos, o diretor Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva e a diretora Agnes Maria de Aragão da Costa.

A Folha procurou Ricardo Tili. Perguntado se já havia programado a data de suas férias ou se houve alguma emergência que justificasse o seu afastamento neste momento, ele respondeu que tudo já estava organizado há meses para a sua saída, durante alguns dias.

“Sei do momento difícil que passa o setor, mas informo que minhas férias já estavam marcadas antes mesmo da medida provisória da Amazonas [Distribuidora]. Informo também que, na segunda-feira, estou de volta a agência”, afirmou.

Perguntado se chegou a avaliar, em algum momento, a possibilidade de adiar seu recesso temporário, disse que não. “Veja bem. Mesmo já marcada minhas férias, a última RPO [reunião pública ordinária] antes do vencimento da MP [da Amazonas Eneria] seria dia 8, a qual participei. Quanto ao problema da Enel, ainda não há nenhum processo na pauta da Aneel”, comentou Tili.

“Posso dizer que estou no Brasil e acompanhado de perto tudo que acontece”, disse.

O diretor em férias disse que a fiscalização da agência ainda apura o acontecido em São Paulo para instruir o caso e enviar à apreciação da diretoria. “Relato que todos os processos instruídos pela fiscalização foram apreciados pelo colegiado. Inclusive, fui relator do processo que aplicou a multa de R$ 165 milhões na Enel, pelo apagão do ano passado”, comentou.

Como mostrou a Folha, essa multa de R$ 165 milhões, bem como outras já aplicadas pela agência, não foram pagas, após serem judicializadas pela Enel, sob a justificativa de que não teria de ser responsabilizada pelos efeitos das tragédias climáticas.



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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