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Ao anunciar ‘X-Pabllo Vittar com dois ovos e uma salsicha’, lanchonete no AC é acusada de transfobia
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6 anos atrásem
Dono do estabelecimento disse que não teve intenção de ofender e que já tirou o pedido do cardápio. Fórum de ONGs LGBT do Acre aceitou retratação do estabelecimento.
Capa: O presidente do Fórum ainda informou ao G1 e que após o diálogo, acredita ter resolvido a situação — Foto: Reprodução.
O dono de uma lanchonete em Rio Branco divulgou, na tarde desta quinta-feira (28), dois cardápios que acabaram repercutindo de forma diferente entre os clientes e nas redes sociais. Um deles foi o “X-frudo” e o outro o “X-Pabllo Vittar”, que acabou não agradando os internautas, que pediram uma posição do Fórum de ONGs LGBT do Acre.
No anúncio, a lanchonete diz que o X-Pabllo Vittar tinha dois ovos e uma salsicha. O público logo reagiu e acusou a propagando de ser transfóbica e pejorativa.
O dono da lanchonete é Juari Filho, de 34 anos, e, após a divulgação dos cardápios, ele chegou a ser alertado por Germano Marino, presidente do Fórum de ONGS LGBT, em uma rede social, de que se tratava de transfobia a analogia do sanduíche à cantora.
Ao G1, Filho disse que a ideia foi de um amigo e que ele achou interessante, mas não com a intenção de ofender e que a opção já foi retirada do cardápio após a repercussão negativa.
“Fiz sem intenção de ofender ninguém, só achei interessante a formação do sanduíche, mas, infelizmente não deu resultado positivo. Fiz uma nota de esclarecimento, pedindo desculpa e explicando a situação. Jamais queria ofender, jamais. Sou até fã de Pabllo Vittar”, explicou.
Após ser marcado várias vezes em uma publicação de um grupo de gastronomia do estado, Germano Marino disse que entrou em contato com o proprietário.
“Ele se colocou à disposição e negou que houvesse qualquer tipo de preconceito, ou transfobia com a divulgação do sanduíche e que era apenas para publicitar de uma forma diferenciada, pelo humor, só que ele não tinha a noção que haveria essa conotação”, contou.
O presidente do fórum diz que, após o diálogo, acredita ter resolvido a situação
“Ele fez a nota e se desculpou. Enquanto fórum, nós não vamos acionar judicialmente, mesmo porque ele fez a retratação e não queremos prejudicar ninguém”, complementou.
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Dono de lanchonete se desculpa após cardápio com “X-Pablo Vitar” — Foto: Reprodução
Transfobia
O presidente da Fórum de ONGs LGBT do Acre disse que também chegou a ser acionado por advogados que pediram uma posição dele.
“Fui acionado também por advogados que começaram a me procurar para ver o que o fórum poderia fazer para representar contra o estabelecimento sobre essa situação, porque a imagem da Pabllo Vittar com o cardápio estava sendo oferecido”, pontuou.
Além disso, Marino explicou que muitas vezes esse tipo de preconceito ocorre pela falta de informação das pessoas sobre esses crimes.
“Por mais que ela publicite que não é uma mulher trans e que é uma drag queen, fisicamente a exposição é feminina e a conotação de dois ovos e uma salsicha, dando a entender o não reconhecimento de pessoas transgêneros, isso é uma justificativa quando há transfobia. Isso é negar direitos quanto as pessoas transsexuais, sejam masculinos ou femininos, sobre a questão da genitália”, completou.
Reclamação
Com a repercussão, Filho se justificou, emitiu uma nota e pediu desculpas, além de retirar o cardápio. Ele disse que fez sem imaginar que poderia repercutir negativamente.
“Uma cliente nossa reclamou e achou agressiva. A internet é muito rápida, divulguei ontem [quinta-feira] e ontem mesmo retirei depois que aconteceu tudo”, contou.
O empresário disse que trabalha há três anos com a lanchonete e faz a entrega de sanduíches, marmitas e sopa e que só queria fazer uma publicidade divertida.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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