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‘Apocalíptico’: Israel destrói mesquita e bombardeia mercado no sul do Líbano | Israel ataca o Líbano Notícias
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Israel atinge o sul do Líbano numa nova ronda de ataques aéreos, enquanto pelo menos 15 pessoas são mortas em ataques nas partes centro e norte do país.
Uma série de ataques aéreos israelitas destruíram uma mesquita e arrasaram um mercado no sul do Líbano, no que foi descrito como cenas “apocalípticas”, à medida que Israel intensifica e alarga a sua campanha de bombardeio em todo o país.
No último ataque israelense na manhã de domingo, uma antiga mesquita na aldeia de Kfar Tibnit, no sul do Líbano, foi “completamente destruída”, informou a Agência Nacional de Notícias. Não houve relatos imediatos de mortes.
No cidade do sul de Nabatieh, um ataque a um mercado na noite de sábado matou várias pessoas e causou um incêndio, segundo a Cruz Vermelha Libanesa. O número de mortos e feridos ainda não foi determinado devido ao enorme incêndio.
Laura Khan, da Al Jazeera, reportando da capital Beirute, disse que a Cruz Vermelha Libanesa ainda está tentando ver “se houve sobreviventes e tentando retirar os feridos”.
“Muitas pessoas recorreram às redes sociais. Eles têm enviado vídeos do que parecem cenas apocalípticas – ruas inteiras destruídas.
“O incêndio foi tão forte que os serviços de emergência não conseguiram entrar e ver se havia corpos nos escombros”, disse Imran Khan da Al Jazeera, reportando de Hasbaiyya, na província de Nabatieh, acrescentando que o mercado “está agora completamente destruído”.
Os últimos ataques seguiram-se a uma ordem israelita para que os civis libaneses evacuassem 23 aldeias do sul. Muitas pessoas fugiram para o norte do Líbano para escapar dos ataques aéreos israelenses.
Entretanto, pelo menos 15 pessoas foram mortas e 37 ficaram feridas em ataques no centro e norte do Líbano, enquanto as forças israelitas atacavam pelo menos três áreas fora dos redutos tradicionais do grupo libanês Hezbollah.
A cidade de Deir Billa, no norte do Líbano, foi atingida por um ataque aéreo israelense pela primeira vez desde a escalada das hostilidades. Duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas quando “partes de corpos” não identificadas foram recuperadas após um ataque israelense, disse o Ministério da Saúde Pública libanês.
Em Barja, ao sul de Beirute, quatro pessoas foram mortas e 18 ficaram feridas num ataque, segundo o ministério, que também relatou nove mortes e 15 feridos num “ataque inimigo” na aldeia de Maaysrah, ao norte de Beirute.

Os ataques israelenses também feriram outro soldado da paz das Nações Unidas no sul, o que levou o secretário-geral da ONU, António Guterres, e os países ocidentais a condenarem os ataques, que a ONU descreveu como um “desenvolvimento sério”.
Andrea Tenenti, porta-voz da missão de paz da ONU no Líbano, UNIFIL, disse temer que uma escalada israelense contra o Hezbollah possa em breve evoluir “para um conflito regional com impacto catastrófico para todos”. “Não há solução militar”, acrescentou Tenenti.
A UNIFIL disse que pelo menos cinco soldados da paz da ONU ficaram feridos durante os combates no sul do Líbano em dois dias. Tenenti disse que “muitos danos” foram causados aos seus postos ali.
Segundo relatos, o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, disse ao ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, em uma ligação no sábado, que a UNIFIL não deveria ser alvo.
Entretanto, o Hezbollah disse que os seus combatentes detonaram um dispositivo explosivo e entraram em confronto em tiroteios com as forças israelitas que tentaram infiltrar-se na aldeia de Ramyah, no sul do Líbano. O grupo disse nas redes sociais que causou mortes entre os israelenses e que os combates continuavam ao redor da aldeia.
Israel diz que cerca de 300 foguetes foram disparados do sul do Líbano para o norte de Israel nas últimas 24 horas.
O Ministério da Saúde do Líbano disse que pelo menos 1.645 pessoas foram mortas desde que Israel intensificou os ataques ao Líbano em setembro, enquanto um total de 2.255 morreram após um ano de combates entre o Hezbollah e as forças israelenses.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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