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Apoio à Ucrânia ‘até que ganhe’ cai acentuadamente na Europa Ocidental, revela sondagem | Ucrânia

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Jon Henley and Luke Harding

Prontidão para apoiar Ucrânia “até que ganhe” caiu drasticamente na Europa Ocidental num momento crítico para o país, sugere uma sondagem, à medida que o próximo regresso de Donald Trump à Casa Branca levanta questões sobre o futuro da assistência militar dos EUA a Kiev.

Uma sondagem de Dezembro realizada pela YouGov em França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Dinamarca e Reino Unido revelou que o desejo público de apoiar a Ucrânia até que a vitória – mesmo que isso significasse prolongar a guerra – tivesse diminuído em todos os sete países ao longo dos últimos 12 meses.

Apoio a uma resolução alternativa para o conflito – um fim negociado para os combates, mesmo que isso deixe Rússia no controlo de partes da Ucrânia – aumentou em todos os países, concluiu o inquérito, e era a opção preferida em quatro deles.

Houve alguma insatisfação com a ideia de um acordo imposto que envolveria a cessão de território pela Ucrânia à Rússia, mas também a crença generalizada de que o novo presidente dos EUA abandonaria a Ucrânia após a sua tomada de posse, em 20 de Janeiro.

Desejo de apoiar a Ucrânia – gráfico

Trump vangloriou-se, sem fornecer detalhes, de poder acabar com a guerra “em 24 horas”, e o seu enviado à Ucrânia, Keith Kellogg, deverá viajar para capitais europeias no início de Janeiro. Analistas expressaram dúvidas de que o presidente russo, Vladimir Putin, inicie negociações em termos que sejam de alguma forma aceitáveis ​​para Kiev.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, saudou a vitória de Trump em meio à exasperação com a política incremental e a estratégia de “gestão da escalada” da administração cessante Biden.

Os dados surgem quase três anos depois da invasão em grande escala de Putin e num momento crítico para a Ucrânia. Este ano, a Rússia tem avançado ao ritmo mais rápido desde a primavera de 2022, quando as suas colunas fizeram uma tentativa frustrada de tomar Kiev.

As tropas russas invadiram várias vilas e cidades na região oriental de Donbass, com as forças armadas da Ucrânia a lutar para defender os assentamentos urbanos face à falta de tropas na linha da frente e à contínua superioridade militar da Rússia.

Kiev admite que as tácticas do Kremlin têm sido eficazes, incluindo o envio de aviação para atingir posições defensivas com bombas planadoras, utilizando depois barragens de artilharia e pequenos grupos de infantaria. A Rússia também tem sido hábil na identificação de brigadas ucranianas mais fracas.

As sondagens mostraram que a vontade de apoiar a Ucrânia até derrotar a Rússia permaneceu elevada na Suécia (50%) e na Dinamarca (40%), com o Reino Unido a 36%, mas esses níveis caíram até 14 pontos em relação aos números de Janeiro de 57. %, 51% e 50%.

Durante o mesmo período, as percentagens que afirmaram preferir uma paz negociada aumentaram para 55%, contra 45% em Itália, 46% (38%) em Espanha, 43% (35%) em França e 45% (38%) na Alemanha. correspondido por quedas correspondentes na prontidão para apoiar a Ucrânia até que esta vencesse.

Não ficou claro se a mudança refletia o declínio do interesse ou o aumento da fadiga. Em França, na Alemanha e na Suécia, as proporções que desejam que a Ucrânia ganhe – e que se preocupam com isso – permaneceram estáveis ​​desde o início de 2023, embora tenham diminuído noutros países.

Gráfico que mostra a percentagem de europeus que consideram que a Ucrânia não está a receber apoio suficiente, desde a Dinamarca, com 66%, até à França, com 52%
Gráfico que mostra as percentagens daqueles que pensam que o seu país deveria aumentar o apoio, variando da Suécia com 29% até a Itália com 11%

A menos de um mês do regresso de Trump, maiorias ou quase maiorias em todos os países, exceto um, consideraram provável que o presidente eleito dos EUA cortaria o apoio à Ucrânia: 62% dos alemães, 60% dos espanhóis, 56% dos britânicos , 52% de franceses e 48% de italianos.

Estavam menos certos de que Trump retiraria os EUA da aliança defensiva da OTAN, com dinamarqueses, alemães, italianos, espanhóis e suecos mais propensos a pensar que isso não está prestes a acontecer, mas britânicos e franceses dividiram-se igualmente.

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As pessoas também estavam divididas sobre como se sentiriam em relação a um acordo de paz que deixaria a Rússia no controlo de pelo menos algumas das partes da Ucrânia que tomou ilegalmente desde a invasão de Fevereiro de 2022. como Trump pode estar planejando.

As maiorias na Suécia (57%), na Dinamarca (53%) e no Reino Unido (51%), e uma minoria considerável (43%) em Espanha, afirmaram que se sentiriam muito ou bastante negativas em relação a tal acordo, em comparação com apenas 37%. na França e 31% na Alemanha e Itália.

Não está claro como poderia ser feito qualquer acordo sobre a Ucrânia. Putin reafirmou na semana passada os seus objectivos maximalistas, incluindo o controlo russo da Crimeia e de quatro regiões ucranianas “anexadas”, além da desmilitarização da Ucrânia e do veto à sua adesão à NATO.

Zelenskyy não está disposto a entregar o território ocupado à Rússia. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, criticou as negociações ocidentais sobre um processo de paz como prematuras, dizendo que a Ucrânia deveria conseguir o que precisa para impedir a vitória de Putin.

O inquérito mostrou que a maioria dos europeus ocidentais considera que os aliados da Ucrânia não têm feito o suficiente, tanto em termos de sanções económicas contra Moscovo como de assistência militar e outra assistência a Kiev, para impedir a Rússia de vencer a guerra.

Cerca de 66% dos dinamarqueses, 63% dos suecos e espanhóis, 59% dos britânicos, 53% dos alemães e italianos e 52% dos franceses afirmaram que a assistência global à Ucrânia não era totalmente ou não era suficiente. No entanto, poucos pensaram que o seu país deveria aumentar o apoio.

Minorias que vão desde 29% na Suécia, passando por 21% no Reino Unido e na Alemanha, até 14% em França e apenas 11% em Itália, consideram que o seu governo deveria aumentar a ajuda à Ucrânia, com proporções maiores em todos os países a dizerem que esta deveria ser mantida ou ou reduzido.

Em termos de medidas específicas, como o aumento das sanções, o envio de mais armas, o envio de mais tropas para apoiar os membros da NATO na Europa Oriental ou a coordenação de ataques aéreos contra alvos russos na Ucrânia, o apoio foi estável ou menor do que antes.

Instados a dizer qual seria a situação daqui a um ano, poucos europeus ocidentais pensaram que a Rússia ou a Ucrânia teriam vencido, com a maioria acreditando que os dois países ainda estariam em conflito ou que a paz teria sido negociada.

Um acordo foi visto como mais provável por aqueles na Dinamarca (47%), Alemanha (40%), Reino Unido e França (38%) e Itália (36%), com a continuação dos combates vistos como marginalmente o cenário mais provável por aqueles em Espanha (36%) e Suécia (35%).



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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