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Após mudança de lei no Chile, haitianos voltam a procurar o Acre e Brasil
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8 anos atrásem
Entrada no país ganha força depois de governo Sebastián Piñera endurecer legislação sobre imigração.
Na foto de capa, abrigo improvisado em Corumbá (MS) para haitianos; cerca de 300 chegaram à cidade nas últimas semanas – Leandro Barbosa.
Uma nova onda de imigrantes haitianos está chegando ao Brasil.
Cerca de 300 haitianos vindos do Chile alcançaram nas últimas semanas Corumbá (Mato Grosso do Sul), na fronteira com a Bolívia, e estão dormindo na rodoviária ou em abrigos improvisados.
Segundo o padre Marco Antônio Ribeiro, da Pastoral da Mobilidade Humana, há em média 15 novos haitianos todo dia na cidade.
Muitos são registrados pela Polícia Federal como entradas excepcionais, categoria regulamentada na nova lei de imigração para incluir os que não possuem visto ou estão em outra situação emergencial.
Quem cai nessa rubrica tem até 30 dias para se regularizar.
No ano passado, 12 haitianos que chegaram ao Brasil se enquadravam na categoria excepcional, segundo dados obtidos pela Folha.
Em 2018, até 22 de junho, foram 643 —o que representa alta de mais de 10.000%, levando-se em conta o período proporcional.
O número de haitianos pedindo refúgio no Brasil também explodiu: de 827 em todo o ano passado para 718 em 2018, até 22 de junho, alta proporcional de 84%.
“Temos várias grávidas chegando, algumas no oitavo, nono mês de gestação”, diz Ribeiro, que é coordenador do comitê estadual de enfrentamento de tráfico de pessoas em Mato Grosso do Sul.
O fluxo de haitianos coincide com o endurecimento da lei de imigração no Chile, destino de cerca de 100 mil cidadãos do Haiti nos últimos anos.
O governo de Sebastián Piñera, que tomou posse em março, passou a exigir vistos de turista dos haitianos, com permanência máxima de um mês.
Antes, eles entravam como turistas e acabavam ficando irregularmente ou pedindo mudança para visto temporário de trabalho.
Outra opção são vistos humanitários, só concedidos na embaixada chilena em Porto Príncipe (capital haitiana), com validade de 12 meses e sujeitos a cota anual.
Além disso, a nova lei de imigração chilena, de abril, deu prazo de 30 dias para boa parte dos estrangeiros irregulares normalizar sua situação —ou ficar sujeita à expulsão do país.
No Brasil, eles tampouco encontram facilidades para entrar. A partir de abril, quando entrou em vigor a nova lei de imigração, os haitianos passaram a receber vistos humanitários exclusivamente na embaixada em Porto Príncipe.
A maioria dos haitianos que chega a Corumbá recebe notificação de saída da Polícia Federal, que dá a eles prazo de 60 dias para se regularizarem ou então ficarem sujeitos a deportação.
“Eles chegam sem ter nenhuma informação, e poucos pedem refúgio”, diz João Chaves, coordenador de migrações e refúgio da Defensoria Pública da União em São Paulo, que esteve no local.
Procurada, a Polícia Federal afirmou que não tem dados consolidados sobre as notificações de saída.
Segundo o padre Ribeiro, os haitianos saem do Chile, pagam coiotes para atravessar de van a Bolívia e chegar até Puerto Quijarro, ao lado de Corumbá. Muitos têm familiares no Brasil. “Chegam muito fragilizados e sem nenhum dinheiro, porque são extorquidos no caminho”, diz Ribeiro.
Chaves defende que o visto humanitário para haitianos seja concedido em qualquer embaixada brasileira. “Vai chegar cada vez mais gente. Há o risco de Corumbá se transformar na nova Brasileia [no Acre, onde se concentraram milhares de haitianos no começo da década] ou Pacaraima [em Roraima, por onde entram os venezuelanos]”, afirma o coordenador. Por Patrícia Campos Mello.
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Revista da gestão de Guida Aquino registra legado de 8 anos — Universidade Federal do Acre
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17 horas atrásem
7 de agosto de 2026A Ufac lançou a revista online “Avanços que Deixam Legado para o Futuro: 2018-2026” (124 p.). A publicação marca o encerramento da gestão da professora Guida Aquino à frente da Reitoria e reúne, em formato interativo, com dez capítulos, o balanço das principais conquistas e ações desenvolvidas pela administração superior nos últimos oito anos. O evento ocorreu nessa quinta-feira, 6, no Órgão dos Colegiados Superiores, campus-sede.
A revista serve como um registro de prestação de contas e memória institucional. O lançamento reuniu a equipe que esteve ao lado da gestão nesse período, num momento de agradecimento e celebração pelo trabalho realizado. “Agradeço o apoio e a colaboração de todos”, disse Guida.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac registra fase final de construção do novo CAp no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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18 horas atrásem
7 de agosto de 2026A Ufac realizou a solenidade de registro da fase final das obras de construção do novo prédio do Colégio de Aplicação (CAp). O evento ocorreu nesta sexta-feira, 7, no campus-sede, marcando a entrega parcial do complexo educacional, que já atinge 90% de execução física. O projeto de transferência do colégio para o campus universitário foi priorizado em 2022 pela Reitoria.
A estrutura foi concebida para atender às exigências da educação básica, contando com salas de aula, refeitório, auditório, parque aquático, laboratórios de informática e pontos de acesso à internet com tecnologia wi-fi 7. Os recursos financeiros foram viabilizados por meio de emendas parlamentares do Orçamento Geral da União.
“Essa obra representa mais do que tijolos e concreto; é a realização de um compromisso com a qualidade da educação básica e com o futuro das nossas crianças no Acre”, disse a reitora Guida Aquino. Ela informou que o antigo prédio do colégio, localizado no centro da capital e tombado como patrimônio histórico da instituição, passará por revitalização para abrigar o Palácio da Cultura da Ufac.
A vice-reitora eleita, Almecina Balbino, reafirmou a continuidade dos projetos de expansão da infraestrutura da instituição. “Eu estarei sempre à disposição, de portas abertas, para seguir os mesmos passos que a professora Guida deixou.”
O diretor do CAp, Ceilton França, enfatizou a adequação do projeto arquitetônico às necessidades da educação básica. “Para nós o sonho já está acontecendo. Quando enxergamos que a construção existe, é uma construção adequada à nossa realidade da educação básica.”
A vice-diretora do CAp, Alessandra Perez Lima, destacou a relevância do novo espaço para a rotina pedagógica e acadêmica. “Muito em breve vamos deixar de ser nômades e teremos o nosso lugar. Eu olho para cada espaço aqui e já vejo essas crianças correndo e sendo felizes.”
Também participaram da cerimônia o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Rid; o pró-reitor de Administração, Marcelo Cruz; o prefeito do campus, Artesson Cruz; além de professores, técnico-administrativos, estudantes e representantes da construtora responsável pela obra.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Reitora visita obra da passarela do curso de Medicina Veterinária — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
6 de agosto de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, visitou, nesta quinta-feira, 6, a fase final da obra da passarela do curso de Medicina Veterinária, no campus-sede. A estrutura liga a Clínica de Medicina Veterinária ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) e deve ser entregue em duas semanas.
Segundo Guida, a construção da passarela atende a uma antiga reivindicação dos estudantes e integra os compromissos assumidos pela gestão. “Em breve estará pronta, em torno de duas semanas, e esse será mais um legado da nossa gestão”, afirmou. A reitora também agradeceu à equipe pelo trabalho, dedicação e compromisso ao longo dos últimos oito anos.
Além da passarela de Medicina Veterinária, a obra do novo Colégio de Aplicação da Ufac também está em fase de conclusão e deve ser entregue em breve.
Participaram da visita pró-reitores e membros da administração superior da Ufac.
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