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Apresentação do robotáxi chega em um momento que a reputação de Musk está em jogo
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Elon Musk vem prometendo um carro autônomo há anos, em meio a uma série de revelações que nunca se concretizaram. O cenário deve mudar no fim da noite de hoje, quando a Tesla finalmente apresentar seu tão aguardado protótipo de robotáxi sem motorista.
O evento — chamado de “Nós, Robôs”, em um jogo de palavras com a clássica obra de Isaac Asimov “Eu, Robô”, está marcado para as 19h (23h de Brasília) em um estúdio da Warner Bros em Burbank, Califórnia, com transmissão ao vivo pelo X.
Além do robotáxi funcional chamado Cybercab, Musk deve apresentar ainda detalhes sobre um novo modelo de negócios que a Tesla acredita que impulsionará um setor de transporte livre de motoristas humanos.
Musk afirmou que acredita tão fortemente no poder transformador do robotáxi que vale à pena arriscar o futuro financeiro da empresa nesse produto.
Uma revelação bem-sucedida ajudaria a acalmar as dúvidas em torno da estratégia de direção autônoma de Musk — e um evento que contenha o tipo de gafes que trouxeram problemas em revelações de produtos anteriores poderia intensificá-las.
O lançamento será acompanhado de perto por fãs e detratores. Os analistas da Wedbush preveem que o evento será “um dia histórico” para a Tesla, abrindo um “novo capítulo de crescimento” para a tecnologia autônoma.
“Acreditamos que uma implementação em larga escala do robotáxi da Tesla é improvável nos próximos anos”, disse uma nota do UBS no mês passado.
“A Tesla precisa mostrar que a tecnologia está pronta e é segura, que lida com um rosário de regulamentações locais e (potencialmente) resolve a logística e as operações de uma empresa de rede de transporte.”
Se a Tesla demonstrar com sucesso um táxi que pode dirigir sem motorista, não será o primeiro. Empresas como a Waymo, do Google, e a Cruise, da General Motors, já estão operando programas de piloto automático há alguns anos.
Musk, no entanto, garante corajosamente que será o melhor.
Musk também tem um histórico de não cumprir prazos que ele mesmo definiu para diversos produtos futuros, e o evento do robotáxi foi adiado vários meses depois que ele ordenou mudanças no protótipo, segundo a Bloomberg em julho. Para complicar ainda mais, vários executivos importantes deixaram a empresa nos dias que antecederam a revelação.
A Tesla já possui um produto de software com recursos de assistência ao motorista que é comercializado como Full Self-Driving (FSD), usado por milhares de proprietários de veículos. Apesar do nome, o produto exige supervisão constante e não torna os veículos autônomos.
Musk deve falar sobre os planos da Tesla para desenvolver o FSD para seu caminhão Semi e como a tecnologia pode ser usada para transporte de cargas, mas não estão previstas demonstrações do Semi, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
O CEO também pode abordar desenvolvimentos relacionados ao seu robô humanoide Optimus, segundo o qual, entrará em produção limitada no próximo ano, e um veículo mais acessível que a empresa tem insinuado.
O bilionário nascido na África do Sul adiou a data do evento, originalmente programado para agosto, “para fazer algumas mudanças que melhorarão o veículo”, disse ele em julho.
Em 2016, ele afirmou que um carro totalmente automatizado seria uma realidade nos próximos dois anos e, um ano depois, ele estava pensando em um veículo de 2019 tão seguro que o usuário poderia até dormir enquanto era movido.
Como muitos fabricantes de automóveis descobriram, a direção autônoma é complexa.
Embora muitos veículos atuais tenham automação limitada, o que, em teoria, permite que o motorista entregue algumas das funções a um computador, a pessoa ao volante deve prestar atenção e reagir se o veículo fizer algo inesperado.
Diferentemente das pessoas, os computadores não são tão bons em reagir a eventos ou situações imprevisíveis com os quais nunca se depararam antes, e é por isso que os veículos autônomos têm um histórico de fazer coisas que um ser humano jamais faria.
Em qualquer caso, o motorista é legalmente responsável pelo que o carro faz. A Tesla enfrenta uma série de ações judiciais decorrentes de acidentes fatais nos quais os motoristas pensaram que estavam seguros nas mãos de um computador.
É por isso que o setor está de olho no anúncio da Tesla.
“É provável que vejamos uma demonstração de protótipo elegante, permitindo que Musk reivindique uma espécie de vitória nas primeiras impressões, mesmo que as linhas gerais que ele promete dificilmente resistam a um exame minucioso”, escreveu Andrew Hawkins, do The Verge.
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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