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Armas para Israel: Irão os países suspender as vendas na sequência dos mandados de detenção do TPI? | Notícias do conflito Israel-Palestina

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As nações ocidentais que vendem armas a Israel podem ser forçadas a reavaliar os seus acordos comerciais depois de mandados de prisão emitidos pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por “crimes de guerra” e “crimes contra a humanidade” em Gaza, dizem os especialistas.

Os mandados surgiram em meio ao contínuo bombardeio e campanha militar de Israel na Faixa de Gaza, onde mais de 44 mil palestinos foram mortos desde 7 de outubro de 2023, segundo autoridades de saúde.

Todos os 124 países signatários do Estatuto de Roma do TPI estão agora legalmente obrigado a prender Netanyahu e Gallant se eles pisassem em seu território.

A questão de saber se os países que fornecem armas a um país cujos líderes são acusados ​​de crimes contra a humanidade podem ser considerados cúmplices não é clara, mas os especialistas dizem que alguns fornecedores terão de considerar cuidadosamente se desejam continuar a apoiar Israel na sua guerra contra Gaza.

(Al Jazeera)

Quais países fornecem armas a Israel?

O Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI) estimou que entre 2019 e 2023, Israel foi o 15º maior importador de armas do mundo.

Afirmou que os Estados Unidos, a Alemanha, o Reino Unido, a França e a Espanha exportam armas para Israel.

Um relatório das Nações Unidas publicado em 23 de fevereiro de 2024 afirma que o Canadá e a Austrália também exportaram armas para Israel.

Os EUA

Israel importou 69% das suas armas dos EUA entre 2019 e 2023, segundo o SIPRI. O princípio de garantir que Israel tenha uma “vantagem militar qualitativa” foi consagrado na lei dos EUA em 2008.

Depois de 7 de Outubro de 2023, quando Israel lançou o seu ataque contínuo à Faixa de Gaza, na sequência de um ataque liderado pelo Hamas a aldeias e postos avançados do exército no sul de Israel, os EUA intensificaram ainda mais a transferência de armas para Israel. No mês passado, Washington anunciou que enviaria os seus avançados Terminal de Defesa de Área de Alta Altitude (THAAD) sistema de defesa antimísseis para Israel, juntamente com soldados dos EUA que operariam o sistema.

Na quarta-feira, o Senado dos EUA votado contra um esforço liderado pelo senador independente de Vermont, Bernie Sanders, para bloquear uma série de vendas planejadas de armas a Israel. Sanders apresentou o projeto de lei contra um acordo de armas de US$ 20 bilhões que havia sido aprovado pela administração do presidente Joe Biden.

Até agora, os EUA, que não são signatários do Estatuto de Roma do TPI, não mostraram sinais de estarem preparados para reduzir ou suspender as armas para Israel. “Rejeitamos fundamentalmente a decisão do tribunal de emitir mandados de prisão para altos funcionários israelenses”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre. disse aos repórteres. Este sentimento foi partilhado por muitos políticos de ambos os partidos nos EUA.

Alemanha

O SIPRI estima que as armas enviadas pela Alemanha constituem 30 por cento das importações de armas de Israel, um aumento de dez vezes em 2023 em comparação com 2022. A Alemanha envia principalmente equipamento naval para Israel, incluindo fragatas e torpedos.

Em março, a Nicarágua abriu um processo no Tribunal Internacional de Justiça (CIJ), pedindo ao tribunal que ordenasse à Alemanha que parasse imediatamente de exportar armas para Israel porque “esta ajuda é usada ou poderia ser usada para cometer ou facilitar violações graves do Genocídio”. Convenção, o direito internacional humanitário ou outras normas imperativas do direito internacional geral”.

Em 30 de Abril, o tribunal rejeitou o pedido, afirmando que o valor monetário das armas para as quais a Alemanha concedeu licenças de exportação tinha diminuído. Em Junho, vários palestinianos em Gaza apresentaram pedidos a um tribunal administrativo em Berlim para impedir o governo alemão de exportar armas. Esses pedidos também foram rejeitados.

Em Setembro, um porta-voz do Ministério alemão para os Assuntos Económicos disse: “Não há nenhum boicote alemão à exportação de armas contra Israel”.

O Reino Unido

Os dados do SIPRI mostram que, embora o Reino Unido não tenha fornecido armas importantes a Israel desde a década de 1970, forneceu componentes para vários sistemas, como o avião de combate F-35.

“Nenhum equipamento militar letal ou outro foi fornecido a Israel pelo Governo do Reino Unido desde 4 de dezembro de 2023”, disse o então Ministro de Estado das Forças Armadas, Leo Docherty, ao Parlamento em abril de 2024.

Dados oficiais sobre licenças de exportação em junho de 2024 mostraram que 108 licenças, das quais Israel foi listado como destinatário, foram aprovadas desde 7 de outubro de 2023.

Em Setembro deste ano, o Reino Unido suspendeu 30 licenças de um total de 350. Estas 30 diziam respeito a armas que o Reino Unido acreditava estarem a ser utilizadas em operações militares em Gaza.

Que outros países restringiram a venda de armas durante a guerra?

França

Segundo dados do SIPRI, a França não enviou armas a Israel entre 2019 e 2023, e a última vez que enviou armas foi em 1998.

No entanto, a França fornece componentes utilizados na construção de armas.

Em Junho, o website francês dos meios de investigação, Disclose, revelou que a França tinha enviado equipamento electrónico para drones suspeitos de serem utilizados para bombardear civis em Gaza.

Em outubro, o presidente francês Emmanuel Macron contado Meios de comunicação franceses: “Penso que hoje a prioridade é regressarmos a uma solução política, pararmos de fornecer armas para combater em Gaza.” Ele acrescentou: “A França não está entregando nada”.

Itália

O SIPRI estima que as armas italianas enviadas a Israel representaram 0,9 por cento das importações de armas de Israel entre 2019 e 2023. A Itália enviou principalmente helicópteros ligeiros e armas navais.

O governo italiano deu repetidas garantias de que a Itália não tinha enviado armas a Israel desde o início da guerra.

A primeira-ministra Giorgia Meloni disse no Senado italiano em outubro deste ano: “O governo suspendeu imediatamente todas as novas licenças de exportação e todos os acordos assinados após 7 de outubro (2023) não foram implementados”.

No entanto, em Março deste ano, o Ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, disse que apesar destas garantias, a Itália tinha enviado algumas armas para Israel.

Crosetto disse que essas eram as armas para as quais foram assinados pedidos antes de 7 de outubro.

O meio de comunicação italiano independente Altreconomia analisou dados da agência de estatísticas ISTAT e informou que a Itália enviou 2,1 milhões de euros (2,2 milhões de dólares) em armas e munições para Israel nos últimos três meses de 2023.

Espanha

O Ministério espanhol dos Negócios Estrangeiros, da União Europeia e da Cooperação emitiu um comunicado à imprensa em fevereiro de 2024 dizendo que as vendas de armas a Israel não eram autorizadas desde 7 de outubro de 2023.

A Euronews informou que jornalistas de investigação espanhóis descobriram que, em novembro de 2023, munições no valor de 987.000 euros (1,03 milhões de dólares) foram enviadas para Israel ao abrigo de uma licença aprovada antes de 7 de outubro de 2023.

Canadá

Em Fevereiro deste ano, a Ministra dos Negócios Estrangeiros canadiana, Melanie Joly disse O Canadá interromperia todos os envios de armas para Israel.

No entanto, os ativistas reivindicado que o Canadá estava enviando armas para Israel através dos EUA.

Em Setembro, Joly disse que o Canadá suspendeu 30 autorizações de venda de armas a Israel. Não está claro quantas licenças existem no total.

Joly acrescentou que o Canadá cancelou um contrato com uma empresa norte-americana que venderia armas fabricadas em Quebec a Israel.

Bélgica, empresa japonesa

A Bélgica e uma empresa japonesa também suspenderam as exportações de armas para Israel.

Como poderão os mandados de detenção do TPI afectar as vendas de armas a Israel?

Ao emitir os mandados de prisão para Netanyahu e Gallant, relativos a crimes de guerra e crimes contra a humanidade, “o TPI também fez uma certa exigência aos países ocidentais, tanto na América do Norte como em toda a Europa”, disse Neve Gordon, professora de direito internacional no Queen Mary. Universidade de Londres disse à Al Jazeera.

“E isso tem a ver com o tipo de acordos comerciais que têm com Israel – em primeiro lugar, com o comércio relacionado com armas.”

Ele acrescentou: “Se os líderes de Israel são acusados ​​de crimes contra a humanidade, isso significa que as armas fornecidas pelas nações ocidentais estão a ser usadas para cometer crimes contra a humanidade”.

A decisão do TPI poderia, portanto, levar mais países ocidentais a impor embargos às exportações de armas para Israel, disse Eran Shamir-Borer, diretor do Centro para Segurança Nacional e Democracia do Instituto de Democracia de Israel, ao jornal israelense Haaretz. Shamir-Borer fazia parte do exército israelense.

A maioria dos países tem um memorando sobre o comércio de armas que estabelece as condições sob as quais as armas podem ser comercializadas, disse Gordon.

Em cada memorando, uma disposição afirma claramente que o país “não pode enviar armas a uma entidade que as utilize para cometer violações graves do direito humanitário internacional, como as quatro Convenções de Genebra de 1949 e os Protocolos Adicionais de 1977”.

Ele disse que, até agora, muitos países ignoraram estas disposições ou apenas limitaram ligeiramente os tipos de armas que enviam.

No entanto, agora que os mandados foram emitidos, esses países também poderão ser considerados cúmplices de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

“Presumo que as ONG dentro dos países irão apresentar petições nos tribunais nacionais para questionar a legalidade de continuar a enviar armas para Israel.

“Mesmo antes da decisão do TPI, a Espanha, o Reino Unido e a França limitavam as armas que enviavam, mas agora penso que há uma possibilidade de terem de restringi-las ainda mais.”



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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