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Arquivos do MI5 sugerem que a rainha não foi informada sobre espionagem na casa real por nove anos | Rainha Isabel II

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Caroline Davies

O atrasado Rainha Isabel II Durante quase 10 anos, não foi informado que Anthony Blunt, um pesquisador das fotos da rainha e membro da casa real, havia confessado ser um agente duplo soviético, sugerem arquivos de segurança anteriormente secretos.

Os documentos desclassificados do MI5 lançam uma nova luz intrigante sobre como os serviços de segurança guardaram de perto as notícias de que o historiador da arte, do notório Rede de espionagem Cambridge Fiveconfessou em abril de 1964, com registros indicando que a rainha só foi informada em 1973.

Somente com medo da saúde de Blunt e da subsequente publicidade negativa caso sua confissão e imunidade de processo surgissem após sua morte, o governo de Edward Heath solicitou que o secretário particular do monarca, Martin Charteris, a informasse completamente.

Charteris relatou que “ela aceitou tudo com muita calma e sem surpresa: ela lembrou que ele estava sob suspeita há muito tempo, após o Caso Burgess/Maclean. Obviamente, alguém mencionou algo a ela no início dos anos 1950, talvez logo após a sucessão”, observou o então diretor-geral do MI5, Michael Hanley, em março de 1973.

Hanley havia instado o palácio quatro meses antes a romper os laços com Blunt, que permaneceu no cargo e até foi nomeado cavaleiro após sua confissão de que havia espionado para os russos quando era oficial sênior do MI5, após ser recrutado como don de Cambridge na década de 1930.

Apenas Charteris e seu vice, Philip Moore, “sabem disso no palácio”, escreveu Hanley em novembro de 1972. “Charteris pensava que a rainha não sabia e não via vantagem em contar a ela sobre isso agora; isso só aumentaria suas preocupações.” Blunt estava prestes a se aposentar aos 65 anos. Charteris “afirmou que a rainha não gostava nada de Blunt e raramente o via”.

Os arquivos, liberados para o Arquivos Nacionaisindicam que o então secretário particular da rainha, Michael Adeane, foi informado apenas da intenção do MI5 de interrogar Blunt com base em novas evidências em 1964, mas não foi informado sobre a confissão real de Blunt até 1967. Em 1971, o Ministério do Interior disse a Hanley de Blunt que “a Rainha não sabia nada sobre seu histórico de segurança”. Hanley observou ironicamente: “Eu disse que quando ele morresse ela poderia aprender muito com os jornais”.

Os arquivos parecem questionar a narrativa anterior em reportagens da mídia e em livros de que a rainha tomou conhecimento logo após as confissões. De acordo com uma história oficial de MI5 pelo professor Christopher Andrew, Heath foi mais tarde informado de que a rainha não estava totalmente no escuro, como lhe foi dito “em termos mais gerais, cerca de uma década antes”.

Se ela fosse mantida na ignorância, ela estava em boa companhia. Os arquivos de segurança têm mostrado anteriormente Alec Douglas-Home, que foi primeiro-ministro em 1964, não foi informado até que a confissão foi tornada pública por Margaret Thatcher em 1979. Blunt foi autorizado a manter o seu posto real porque “o maior interesse público não está em nenhuma mudança se tornando aparente em sua declaração aberta”. status”.

Blunt, que morreu aos 75 anos em 1983, era um dos Cambridge Five, junto com Kim Philby, Donald Maclean, Guy Burgess e John Cairncross, que foram recrutados pelos russos durante ou depois da Universidade de Cambridge na década de 1930, e trabalharam seus caminho para altos cargos na inteligência britânica, no Ministério das Relações Exteriores e em Whitehall.

O agente do MI5, Arthur Martin, descreve em detalhes o confronto com Blunt em seu apartamento acima do Instituto Courtauld, em 23 de abril de 1964, com depoimento de Michael Straight, um americano que Blunt recrutou em Cambridge. Blunt esteve sob suspeita do MI5 e foi interrogado 11 vezes desde as deserções de Burgess e Maclean para a Rússia em 1951.

A “bochecha direita de Blunt tremia muito” quando ele descartou o relato de Straight como “pura fantasia”. Martin induziu Blunt a imunidade de processo. Depois de ficar sentado em silêncio por algum tempo, “a resposta de Blunt foi: ‘Dê-me cinco minutos enquanto luto com minha consciência’”, escreveu Martin. “Ele saiu da sala, pegou uma bebida, voltou e parou na janela alta que dava para Portman Square. Dei-lhe vários minutos de silêncio e depois apelei-lhe novamente para que desabafasse tudo. Ele voltou para sua cadeira e contou sua história.”

À medida que sua confissão se desenrolava, o nervosismo de Blunt era aparente: “Cada pergunta era seguida por uma longa pausa durante a qual Blunt parecia estar debatendo consigo mesmo como deveria respondê-la”. No final, “ele parecia estar genuinamente arrasado”, escreveu Martin. Blunt expressou seu “profundo alívio”.

Ao longo de várias entrevistas, Blunt descreveu como Burgess, baseado na embaixada britânica em Washington com Philby, retornou repentinamente ao Reino Unido em 1951 para avisar Maclean, no Ministério das Relações Exteriores, que ele corria o risco de ser exposto e deveria ir para Rússia.

pular a promoção do boletim informativo

Burgess, um bêbado conhecido, estava “num estado terrível”, “comportando-se de forma escandalosa”, disse Blunt, dizendo-lhe que os russos “disseram-me que também devo ir”. Blunt duvidou disso, pois poderia expor Philby e a si mesmo. Esse não era o plano, disse ele. Se Burgess também fosse, “estava realmente estragando tudo”. Blunt acreditava que Burgess convenceu seu treinador russo, “Peter” – Yuri Modin – a deixá-lo ir porque sabia que “sua vida na Inglaterra estava acabada”.

Quando ele veio se despedir, Burgess estava “em um estado de colapso total e absoluto e estava tomando, ah, todos os tipos errados de drogas junto com muita bebida”, disse Blunt.

Blunt então se viu “à disposição” do treinador de Burgess. Ele só encontrou “Peter” duas vezes, disse ele, depois de receber instruções para encontrar uma “cruz de giz branco” em um determinado lugar, o que deu errado porque “algo que parecia uma cruz de giz branco não era”.

Blunt disse que quando eles se conheceram, “Peter” disse “você também deve ir”. Blunt disse que “Peter” lhe entregou “pacotes de dólares e notas de libras” e “instruções absolutamente insanas” para ir a Paris, depois a Helsínquia e depois à Rússia.

“Além do fato de eu não ter intenção de ir, ficou perfeitamente claro para mim que eles simplesmente não tinham feito nenhum plano”, disse ele a Martin. Ele se lembra de ter ficado “um pouco surpreso” com o fato de o treinador “não ter sido mais violento” quando ele se recusou a ir.

Os arquivos serão divulgados antes da abertura, na primavera, de uma exposição focada no trabalho do MI5 no Arquivo Nacional de Kew, no sudoeste de Londres. As exposições incluirão um relato vívido da entrevista de Blunt e um relato em primeira mão da confissão de Philby em 1963.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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