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‘Arrumando nossas coisas’: prisioneiros de 6 de janeiro se preparam para indultos de Trump | Notícias de Donald Trump
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Washington, DC – Um lampejo vindo da janela da prisão foi recebido com aplausos da pequena multidão que esperava do lado de fora.
O sinal se tornou uma tradição quase noturna no Centro de Detenção Central de DC. Quando a luz do sol começa a desaparecer, os detidos lá dentro tentam fazer as luzes tremerem como um sinal aos seus apoiantes.
Mas esse gesto provocou uma excitação especial entre as cerca de duas dezenas de pessoas reunidas na calçada no domingo, apesar da temperatura congelante.
Foi na noite anterior ao quarto aniversário de 6 de janeiro de 2021, quando milhares de pessoas invadiram o Capitólio dos Estados Unidos em um tentativa extraordinária para reverter a derrota eleitoral de Donald Trump em 2020.
Nos últimos quase 900 dias, um pequeno grupo reuniu-se para mostrar o seu apoio aos condenados no motim, alguns dos quais estão encarcerados no centro de detenção de DC.
Ainda assim, o ânimo dos que estavam lá dentro era elevado, em grande parte devido à vitória de Trump nas eleições de Novembro. Foi uma reviravolta sem precedentes na sorte política que viu o presidente eleito recuperar da derrota em 2020.
Seu segundo mandato está previsto para começar em apenas duas semanas. Como parte da sua agenda, Trump prometeu indultos aos condenados pelas suas ações há quatro anos, no ataque ao Capitólio.
“A energia aqui hoje foi absolutamente incrível”, disse Dominic Box, que foi condenado por entrada violenta e conduta desordeira, em uma ligação da prisão.
Suas palavras foram transmitidas pelos torcedores do lado de fora, que seguravam um celular diante de um microfone.
Box expressou esperança na posse iminente de Trump. “Prevemos que esses indultos chegarão até o final da semana”, disse ele.
“Muitos dos homens, inclusive eu, começamos a empacotar nossas coisas”, acrescentou. “Cada um de nós sairá por estas portas pela última vez.”
Pelo menos 1.583 pessoas foram acusados em conexão com os eventos de 6 de janeiro de 2021, de acordo com o Departamento de Justiça dos EUA.
Aproximadamente 608 deles foram acusados de agredir, resistir ou impedir agentes responsáveis pela aplicação da lei. Isso inclui 174 pessoas acusadas de agressão com arma mortal.
‘Reféns políticos’ ou insurreição?
De muitas maneiras, perdoando os condenados em conexão com 6 de janeiro seria uma conquista culminante para Trump.
O líder republicano há muito que afirma, sem provas, que as eleições de 2020 lhe foram “roubadas” através de fraude eleitoral generalizada.
Trump também enfrentou perigo legal pelo seu papel no ataque de 6 de janeiro ao Capitólio dos EUA.
Num caso estadual na Geórgia e num caso federal em Washington, DC, ele foi acusado de liderar uma conspiração para anular as eleições de 2020. O caso DC já foi arquivado, devido à sua reeleição.
Mas Trump rejeitou as acusações criminais como uma “caça às bruxas política”. Fazendo uma analogia com a sua própria situação, ele descreveu as sentenças proferidas aos réus de 6 de Janeiro – particularmente aos infractores não violentos – como injustas.
Em vários momentos, referiu-se a esses réus como “prisioneiros políticos” e “reféns”, dizendo que a sua administração começaria a rever os seus casos “na primeira hora” do seu segundo mandato.
As declarações de Trump destacam as narrativas divergentes que surgiram sobre o dia 6 de janeiro.
Os apoiantes de Trump rejeitaram em grande parte o motim como um simples protesto, enquanto os democratas destacaram a violência do ataque, que ocorreu enquanto os legisladores tentavam certificar a votação de 2020.
No domingo, o presidente dos EUA, Joe Biden, descreveu mais uma vez o ataque de 6 de janeiro como uma “ameaça genuína à democracia”.
Numa coluna para o The Washington Post, Biden condenou as tentativas de Trump de reformular o ataque ao Capitólio dos EUA como um ato de patriotismo.
“Está em curso um esforço incansável para reescrever – e até apagar – a história daquele dia”, escreveu Biden. “Para explicar isso como um protesto que acabou de sair do controle. Não foi isso que aconteceu.”
Alguns políticos e instituições de direita também denunciaram esforços para minimizar o ataque de 6 de Janeiro.
Por exemplo, a Sociedade para o Estado de Direito, um instituto fundado por advogados e juízes conservadores, argumentou que a natureza extraordinária da invasão do Capitólio dos EUA justifica uma punição severa.
“As declarações (de Trump) prometendo perdoar os manifestantes zombam do Estado de direito e nós os condenamos nos termos mais fortes possíveis”, disse o grupo.
‘Espero que ele me comunique’
Mas para os manifestantes reunidos fora do centro de detenção de DC, havia poucas dúvidas de que os processos judiciais estavam repletos de injustiça.
Muitos acusaram as autoridades de tentarem armadilhar os manifestantes de 6 de janeiro. Alguns também argumentaram que as ações violentas de alguns foram usadas para difamar todos os presentes.
As autoridades têm reiteradamente refutado essas reivindicações.
Em seu telefonema transmitido, Box reiterou a afirmação frequentemente repetida de que nenhum policial do Capitólio morreu como resultado direto do ataque.
A Polícia do Capitólio, no entanto, sustentou que cinco mortes estavam ligadas ao motim: um oficial, Brian Sicknick, foi agredido e morreu um dia depois após sofrer dois derrames, e outros quatro morreram por suicídio nos meses seguintes.
No entanto, Box enquadrou as suas ações de 6 de janeiro como um ato de liberdade de expressão, protegido pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.
“Nenhum dos réus de 6 de janeiro, quer estejam encarcerados ou em uma lista do FBI ou em liberdade hoje, fizeram outra coisa senão se envolver no que deveriam ser atividades protegidas pela Primeira Emenda, reparando nossas queixas e ouvindo nossas preocupações para o mundo sobre o que é, sem dúvida, um eleições roubadas em 2020”, disse Box.
Brandon Fellows, 30 anos, também foi acusado nos acontecimentos de 6 de janeiro. Ele passou quase três anos na prisão de DC, depois que os promotores mostraram evidências de que ele entrou no Capitólio dos EUA por uma janela quebrada e fumou maconha no gabinete do senador Jeff Merkley.
Mais tarde, ele foi acusado de desacato criminal por explosões durante processos judiciais.
Mas Fellows foi libertado em liberdade condicional, o que o limita a um raio de 80 km (50 milhas) em torno de Washington, DC. Ele participou do protesto de domingo fora do centro de detenção de DC usando um chapéu Make America Great Again, um sinal de seu apoio contínuo a Trump.
“Só espero que (Trump) me leve para o trabalho, para que eu possa sair e começar minha vida”, disse Fellows, acrescentando que deseja reiniciar os negócios de árvores e chaminés que dirigia antes de suas prisões.
‘Extensão de Donald Trump’
As vigílias noturnas foram iniciadas por Micki Witthoeft, mãe de Ashli Babbitt, uma mulher morta a tiros pela Polícia do Capitólio enquanto tentava escalar uma janela quebrada em 6 de janeiro.
Nicole Reffitt tem sido uma das principais organizadoras desde então. Seu marido, Guy Reffitt, foi o primeiro réu em 6 de janeiro a ser condenado em 2022. Depois disso, ela se mudou do Texas para Washington, DC, para ajudar outros réus a navegar nos procedimentos legais.
“Quando você tem o poder do governo dos Estados Unidos contra você ou seu ente querido, é uma sensação muito assustadora e muito intimidante”, disse ela à Al Jazeera.

Guy Reffitt foi condenado por desordem civil, obstrução de um processo oficial e permanência em um prédio restrito com arma de fogo.
Uma gravação de vídeo de 6 de janeiro mostrou Reffitt, um membro da milícia Texas Three Percenters, dizendo: “Eu só quero ver a cabeça da (presidente da Câmara, Nancy) Pelosi bater em cada maldito degrau na saída”. Ele foi condenado a quase sete anos de prisão.
Esperançosa de que um adiamento de Trump esteja próximo, Nicole Reffitt afirma que a política distorceu a justiça no caso de seu marido.
Ela e seus colegas manifestantes criaram um “calendário do advento” para marcar os dias até a posse de Trump, em 20 de janeiro.
“Vi meias verdades e exageros usados como fatos da lei e um júri de DC que via meu marido como uma extensão de Donald Trump”, disse Reffitt. “Não é assim que a justiça deveria funcionar na América.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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